Sempre fui a mais novinha da turma, do círculo de amigos, da catequese, enfim…
Estou prestes a livrar-me dos típicos comentários: “A Babien não, ainda só tem 16 anos” ou então: “Nem todos, ainda há quem tenha 16 anos” (isto dito com o olhar sorridente dirigido para mim).
Uma semana… uma semana é, exactamente, o tempo que falta para celebrar mais um ano da minha vida, uma semana é o que me distancia do fim dos tais comentários (pelo menos durante 6 meses e 19 dias que é quando a Pita faz anos e então volta outra vez à “carga”).
Pois bem, a minha paz está próxima mas eu não estou lá muito feliz com isso. Além de já estar habituada e até ter começado a gostar dos tais comentários (disto não preciso de ter saudades porque sendo eu, para sempre, a mais novinha, eles irão existir sempre, e ainda bem), adorei ter 16 anos.
Este foi um ano, particularmente os últimos 6 meses, muito bom. Foi o ano das novas experiências, das mudanças, das idas pela primeira vez a vários sítios, das surpresas, das novidades, dos bons acontecimentos mas, acima de tudo, um ano de crescimento (não em altura, contínuo sensivelmente com o mesmo metro e setenta e dois, muito menos de largura, e valha-me deus que até perdi 2 quilitos) mas em conhecimentos, sabedoria, inteligência… Creio ter alcançado os objectivos que todos os desafios desta idade nos propõem.
Quase no fim dos meus 16 anos estou feliz, gosto de viver, gosto de gostar, gosto de mil e uma coisas que até agora conheci, construí, cativei, descobri…
Minhas amigas e amigos, está na altura de me comprarem o tal presentinho que me irá compensar dos danos causados à minha integridade física e à minha sanidade mental pelas vossas maluqueiras e disparates, sim porque, a minha pessoa nunca terá culpa alguma dos acontecimentos acontecidos nas nossas relações, os maus acontecimentos, claro está, porque nos bons a culpa é sempre minha. :)
Adoro-vos, a todos!
"Escrevo para iluminar os corredores da minha alma... ...O que escrevo? Registo o que me acontece, num esforço para compreender o que me aconteceu. Não invento nada. Não preciso de inventar nada. Não sou escritora. Podia chamar a isto um diário cego, porque não tem datas. Prefiro chamar-lhe um elucidário." (Excerto retirado da obra: "" Barroco Tropical" de José Eduardo Agualusa)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Fragmentos de Sabedoria e Inteligência ! (3)
Hoje trago para esta minha rubrica um fragmento de sabedoria e inteligência que foi retirado de uma fonte diferente dos já publicados - não foi retirado de um livro. É uma letra de uma música de um dos meus MC preferidos: o Valete. O som chama-se: “O mundo muda a cada gesto teu” e é uma das muitas músicas fenomenais que este homem tem no seu reportório.
Para as pessoas que me perguntam porque é que oiço e gosto de Hip-Hop, fica aqui um exemplo que responde a essa pergunta:
“(…)
O que é que há para sorrir quando meio mundo sangra?
Como é que tu não olhas quando meio mundo te chama?
Como é que vives sem dar aos teus um minuto?
Diz-me o que é que há pa celebrar quando o mundo tá de
luto?
Delegas poderes aos políticos mas eles são camaleónicos,
Não representam as nossas massas anónimas,
Eles representam corporações económicas,
Que representam lucro acima dos Homens,
Tu podes ser a mutação a cura e a salvação, lembra-te,
Não há revolução sem a tua contribuição, (Não há),
Partilha o afecto porque há sempre alguém que tu
ajudas,
Espalha a verdade porque há sempre alguém que tu
educas,
Denuncia o mal porque há sempre alguém que te escuta
mano,
Há sempre alguém que te segue quando acreditas na
luta,
Muda tu o mundo não fiques à espera de Deus,
O mundo muda a cada gesto teu,
(…)
O mundo muda a cada gesto teu,
O mundo também muda com as pequenas coisas que tu
fazes mano,
Se tu fores sempre verdadeiro com os teus manos,
Se tu passares boas vibrações aqueles que te rodeiam,
A probabilidade de eles te retribuírem da mesma forma é imensa,
Mas se tu fores falso, e distribuíres ondas
negativas pelas pessoas,
É muito provável que eles te atinjam com mais
negatividade ainda,
O mundo tá conectado mano,
Cada gesto teu influencia o gesto do outro,
Cada gesto teu é um exemplo pó outro,
Amor gera amor,
Ódio gera ódio,
E a revolução às vezes passa por tu seres um bom pai,
Um bom amigo, um bom filho, um bom Homem, um bom
cidadão,
Isso faz muita diferença,
O mundo muda a cada gesto teu,
(…)”
Para as pessoas que me perguntam porque é que oiço e gosto de Hip-Hop, fica aqui um exemplo que responde a essa pergunta:
“(…)
O que é que há para sorrir quando meio mundo sangra?
Como é que tu não olhas quando meio mundo te chama?
Como é que vives sem dar aos teus um minuto?
Diz-me o que é que há pa celebrar quando o mundo tá de
luto?
Delegas poderes aos políticos mas eles são camaleónicos,
Não representam as nossas massas anónimas,
Eles representam corporações económicas,
Que representam lucro acima dos Homens,
Tu podes ser a mutação a cura e a salvação, lembra-te,
Não há revolução sem a tua contribuição, (Não há),
Partilha o afecto porque há sempre alguém que tu
ajudas,
Espalha a verdade porque há sempre alguém que tu
educas,
Denuncia o mal porque há sempre alguém que te escuta
mano,
Há sempre alguém que te segue quando acreditas na
luta,
Muda tu o mundo não fiques à espera de Deus,
O mundo muda a cada gesto teu,
(…)
O mundo muda a cada gesto teu,
O mundo também muda com as pequenas coisas que tu
fazes mano,
Se tu fores sempre verdadeiro com os teus manos,
Se tu passares boas vibrações aqueles que te rodeiam,
A probabilidade de eles te retribuírem da mesma forma é imensa,
Mas se tu fores falso, e distribuíres ondas
negativas pelas pessoas,
É muito provável que eles te atinjam com mais
negatividade ainda,
O mundo tá conectado mano,
Cada gesto teu influencia o gesto do outro,
Cada gesto teu é um exemplo pó outro,
Amor gera amor,
Ódio gera ódio,
E a revolução às vezes passa por tu seres um bom pai,
Um bom amigo, um bom filho, um bom Homem, um bom
cidadão,
Isso faz muita diferença,
O mundo muda a cada gesto teu,
(…)”
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
“Eles não sabem, nem sonham, que O Sonho comanda a vida”!!
A coisa mais completa da vida é, talvez, o sonho.
E que perfeita é essa nau a que chamam de “O Sonho”! É perfeita e navega por todos os sítios, conhecidos e desconhecidos.
É imensa e ilimitada. Em cada novo embarque podemos transportar para a nau tudo o que desejamos.
É aliciante e convidativa. As realidades que nos leva a conhecer, em cada nova viagem, são fantásticas.
É uma nau repleta de sensações para oferecer!
Como são felizes os que, após a primeira viagem, nunca mais, em terra firme puseram os pés.
Poucas foram as vezes que embarquei n’O Sonho mas, agora, cada vez mais, é nesta nau que embarco sempre que quero fugir do (meu) mundo!
E que perfeita é essa nau a que chamam de “O Sonho”! É perfeita e navega por todos os sítios, conhecidos e desconhecidos.
É imensa e ilimitada. Em cada novo embarque podemos transportar para a nau tudo o que desejamos.
É aliciante e convidativa. As realidades que nos leva a conhecer, em cada nova viagem, são fantásticas.
É uma nau repleta de sensações para oferecer!
Como são felizes os que, após a primeira viagem, nunca mais, em terra firme puseram os pés.
Poucas foram as vezes que embarquei n’O Sonho mas, agora, cada vez mais, é nesta nau que embarco sempre que quero fugir do (meu) mundo!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
A minha visita…
Ultimamente, agora que está calor, costuma aparecer todos os dias… Gosto dela!
A maioria das vezes, como aconteceu ainda hoje, aparece ao fim da tarde, quando estou sentada nas escadas a conversar com os meus pensamentos, a fantasiar os meus sonhos… Entre pelo portão, já sem pedir licença e senta-se num dos lugares que já são seus, encostada à rede ou ao fundo das escadas e aí fica, eternidades.
Vem cá à procura de atenção, de um ombro amigo ou vêm, simplesmente, para passar o fim do dia com alguém, para poder falar com alguém nem que seja sobre o tempo…
No inicio, eu não ligava muito à sua presença, não dava grande importância às suas lamentações, havia até dias em que a sua presença me incomodava. Com o passar do tempo comecei a sentar-me ao pé dela para a ouvir ou, simplesmente, para lhe fazer companhia e comecei a habituar-me a tê-la por cá todos ou, pelo menos, quase todos os dias e se há semanas em que não aparece fico preocupada pois sei que anda consumida com alguma das histórias que a solidão e a idade persistem em criar na sua cabeça. São essas mesmas histórias, absurdas, para nós que temos conhecimentos e que não temos tempo para fantasiar roubos e outras coisas, que mais oiço quando ela cá vem. Já me acostumei a todo o tipo de coisas e não a acho burra, muito menos maluca, prefiro achar que são partidas da idade e consequências de todas as fortes emoções vividas por aquela mulher solitária.
O exemplo dela apavora-me e mostra-me um dos meus maiores medos em acção. A solidão é uma coisa que pode ser terrível, para mim seria, com certeza, fatal, levar-me-ia, pelo menos, à loucura. Esta mulher vive sozinha, come sozinha, passeia sozinha… pergunto-me como é que será que se sente todos os dias, como é que enfrenta sozinha os desgostos e as amarguras que tantas vezes me confessa. A resposta, essa, vem todos os dias a minha casa!
A minha visita dos fins de tarde… Gosto dela!
A maioria das vezes, como aconteceu ainda hoje, aparece ao fim da tarde, quando estou sentada nas escadas a conversar com os meus pensamentos, a fantasiar os meus sonhos… Entre pelo portão, já sem pedir licença e senta-se num dos lugares que já são seus, encostada à rede ou ao fundo das escadas e aí fica, eternidades.
Vem cá à procura de atenção, de um ombro amigo ou vêm, simplesmente, para passar o fim do dia com alguém, para poder falar com alguém nem que seja sobre o tempo…
No inicio, eu não ligava muito à sua presença, não dava grande importância às suas lamentações, havia até dias em que a sua presença me incomodava. Com o passar do tempo comecei a sentar-me ao pé dela para a ouvir ou, simplesmente, para lhe fazer companhia e comecei a habituar-me a tê-la por cá todos ou, pelo menos, quase todos os dias e se há semanas em que não aparece fico preocupada pois sei que anda consumida com alguma das histórias que a solidão e a idade persistem em criar na sua cabeça. São essas mesmas histórias, absurdas, para nós que temos conhecimentos e que não temos tempo para fantasiar roubos e outras coisas, que mais oiço quando ela cá vem. Já me acostumei a todo o tipo de coisas e não a acho burra, muito menos maluca, prefiro achar que são partidas da idade e consequências de todas as fortes emoções vividas por aquela mulher solitária.
O exemplo dela apavora-me e mostra-me um dos meus maiores medos em acção. A solidão é uma coisa que pode ser terrível, para mim seria, com certeza, fatal, levar-me-ia, pelo menos, à loucura. Esta mulher vive sozinha, come sozinha, passeia sozinha… pergunto-me como é que será que se sente todos os dias, como é que enfrenta sozinha os desgostos e as amarguras que tantas vezes me confessa. A resposta, essa, vem todos os dias a minha casa!
A minha visita dos fins de tarde… Gosto dela!
sábado, 19 de setembro de 2009
Fragmentos de Sabedoria e Inteligência ! (2)
Hoje trago algumas citações que recolhi do primeiro livro que comprei com o meu próprio dinheiro, (como fiquei contente nesse dia!). Já o comprei em Abril mas só à pouco tempo é que o acabei de ler, pois tinha ficado esquecido na prateleira, no meio de tantas outras leituras.
Gostei de o ler e como podem ver pelas citações é uma verdadeira fonte de sabedoria. No entanto achei-o um pouco complexo, na medida em que trouxe para o meu mundo conceitos que desconhecia e com os quais não estava familiarizada mas recomendo a leitura a todos aqueles que gostarem de descobrir novas teorias, novos conhecimentos, um mundo diferente até, mas acima de tudo, novas crenças. (Quem já tiver lido, ou quem for ler, perceberá o que quero dizer.)
Citações:
“ Enterrados nas vossas expressões passadas, encontram-se excelentes indícios que explicam a razão pela qual hoje vós sois aquilo que sois.”
“ Não encorajeis sentimentos derrotistas, nem permitais a verbalização do negativismo. Não repiseis o passado. Se fordes capaz, demonstrai algum humor (…).”
“(…) há lições a tirar em cada chegada ou partida (…) há lições de oportunidade especialmente poderosas em redor de acontecimentos dramáticos. “
“Fazei o que puderdes por eles, mas não desespereis com o seu sofrimento, pois essa dor tem um objectivo, especialmente para as crianças. Chorai se isso vos servir de consolo, mas procurai atingir uma compreensão amadurecida sobre o modo como funcionam as coisas no plano mais alargado.”
“Não recrimines o teu espírito, porque tal não é correcto e não ajuda a tua magnificência.”
“Amai aqueles que vos odeiam. Aprendei a tolerar o intolerável. Sede pacíficos quando a paz parecer estar longe. Todas estas coisas são possíveis”
“Apresentai os vossos medos e enfrentai-os. (…) Com grande alegria, trazei esses medos à vossa realidade e rejeitai-os como fantasmas que são.”
“Habituai-vos a obter respostas consoante vão sendo necessárias, como adultos e não como informações antecipadas, como uma criança.”
“A verdade continuará a ser verdade, independentemente daquilo em que escolherdes acreditar. “
“ A vossa responsabilidade consiste em acender a luz, quando se encontram na escuridão e em desequilíbrio. Se escolherem levantar-se de repente, correr, dançar na luz ou curar-se, será opção deles. A vossa única responsabilidade é iluminar. Acendei a luz e fazei o melhor que puderes. Não deveis assumir a responsabilidade pela cura, ou não cura, dos outros. Tirai alegria do processo e segui o vosso caminho. (…) Mas permiti que vos dê um conselho: Não desistais!”
“ O medo faz parte da natureza Humana (…). É suposto ser modificado. É suposto ser ultrapassado. Existe para que vós o modifiqueis, não para vos atormentar.”
“Evocai, na vossa mente, os seres humanos que vos provocam ansiedade; tornai-os reais perante vós. Tomai aqueles que vos magoaram no passado, trazei-os à vossa presença, olhai para eles e, então, amai-os por aquilo que realmente são. Perdoai-os e observai o que acontece. (…)”
“ Os antigos disseram-vos que os “dóceis herdarão o planeta”. (…) Com efeito, os dóceis herdarão o planeta, mas deveis tomar conhecimento do verdadeiro significado da palavra dócil. O humano dócil é submisso ao poder do amor. Isto é, uma pessoa dócil opta por recuar, sabiamente, quando os outros atacam com ódio. Uma pessoa dócil prefere avaliar os outros segundo critérios de amor, em vez de riqueza, posição ou situação. Uma pessoa dócil é totalmente desprovida de ego, e não é rápida a defender-se, mesmo quando é atacada verbalmente. Isto deve-se ao facto de uma pessoa dócil ser suficientemente sábia para perceber que um ataque verbal não magoa e resulta de um desequilíbrio do atacante.”
Extraído da obra: "Kryon - Não pense como um ser humano." de Lee Carroll
Gostei de o ler e como podem ver pelas citações é uma verdadeira fonte de sabedoria. No entanto achei-o um pouco complexo, na medida em que trouxe para o meu mundo conceitos que desconhecia e com os quais não estava familiarizada mas recomendo a leitura a todos aqueles que gostarem de descobrir novas teorias, novos conhecimentos, um mundo diferente até, mas acima de tudo, novas crenças. (Quem já tiver lido, ou quem for ler, perceberá o que quero dizer.)
Citações:
“ Enterrados nas vossas expressões passadas, encontram-se excelentes indícios que explicam a razão pela qual hoje vós sois aquilo que sois.”
“ Não encorajeis sentimentos derrotistas, nem permitais a verbalização do negativismo. Não repiseis o passado. Se fordes capaz, demonstrai algum humor (…).”
“(…) há lições a tirar em cada chegada ou partida (…) há lições de oportunidade especialmente poderosas em redor de acontecimentos dramáticos. “
“Fazei o que puderdes por eles, mas não desespereis com o seu sofrimento, pois essa dor tem um objectivo, especialmente para as crianças. Chorai se isso vos servir de consolo, mas procurai atingir uma compreensão amadurecida sobre o modo como funcionam as coisas no plano mais alargado.”
“Não recrimines o teu espírito, porque tal não é correcto e não ajuda a tua magnificência.”
“Amai aqueles que vos odeiam. Aprendei a tolerar o intolerável. Sede pacíficos quando a paz parecer estar longe. Todas estas coisas são possíveis”
“Apresentai os vossos medos e enfrentai-os. (…) Com grande alegria, trazei esses medos à vossa realidade e rejeitai-os como fantasmas que são.”
“Habituai-vos a obter respostas consoante vão sendo necessárias, como adultos e não como informações antecipadas, como uma criança.”
“A verdade continuará a ser verdade, independentemente daquilo em que escolherdes acreditar. “
“ A vossa responsabilidade consiste em acender a luz, quando se encontram na escuridão e em desequilíbrio. Se escolherem levantar-se de repente, correr, dançar na luz ou curar-se, será opção deles. A vossa única responsabilidade é iluminar. Acendei a luz e fazei o melhor que puderes. Não deveis assumir a responsabilidade pela cura, ou não cura, dos outros. Tirai alegria do processo e segui o vosso caminho. (…) Mas permiti que vos dê um conselho: Não desistais!”
“ O medo faz parte da natureza Humana (…). É suposto ser modificado. É suposto ser ultrapassado. Existe para que vós o modifiqueis, não para vos atormentar.”
“Evocai, na vossa mente, os seres humanos que vos provocam ansiedade; tornai-os reais perante vós. Tomai aqueles que vos magoaram no passado, trazei-os à vossa presença, olhai para eles e, então, amai-os por aquilo que realmente são. Perdoai-os e observai o que acontece. (…)”
“ Os antigos disseram-vos que os “dóceis herdarão o planeta”. (…) Com efeito, os dóceis herdarão o planeta, mas deveis tomar conhecimento do verdadeiro significado da palavra dócil. O humano dócil é submisso ao poder do amor. Isto é, uma pessoa dócil opta por recuar, sabiamente, quando os outros atacam com ódio. Uma pessoa dócil prefere avaliar os outros segundo critérios de amor, em vez de riqueza, posição ou situação. Uma pessoa dócil é totalmente desprovida de ego, e não é rápida a defender-se, mesmo quando é atacada verbalmente. Isto deve-se ao facto de uma pessoa dócil ser suficientemente sábia para perceber que um ataque verbal não magoa e resulta de um desequilíbrio do atacante.”
Extraído da obra: "Kryon - Não pense como um ser humano." de Lee Carroll
terça-feira, 21 de julho de 2009
Há sempre um refúgio onde nos podemos enconder. Isto quando o procuramos, e às vezes nem importa se é o abrigo mais apropriado. (...)
Quando senti os primeiros ventos e as primeiras lufadas de ar fresco, pensei que só duraria um ou dois dias. Pensei que seria apenas uma das tantas tempestades passageiras. No entanto, o vento foi ficando mais forte, o ar cada vez mais frio…
Proteger-me foi a minha primeira reacção, pois a minha experiência dizia-me que esta era daquelas que vêm para ficar muito e muito tempo. Esta é daquelas mais difíceis de suportar, é das que são traiçoeiras, das que trazem, misturados com os dias maus, dias relativamente bons que nos fazem acreditar que a tempestade se foi. Então, quando menos esperamos, olhamos para cima de nós e lá está ela, aquela nuvem negra pronta para nos descarregar em cima tudo de mau que podemos imaginar…
Para me proteger, procurei então construir um abrigo, mas já não tenho metade dos instrumentos que se foram estragando com a passagem de tantas tempestades. Restou-me, então esperar por ela ao relento e agarrar-me a qualquer coisa que não me deixasse afundar…
Hoje, a tempestade piorou…
Agora, além das rajadas de vento que me fustigavam o corpo e do ar frio que me gelava a alma, havia também a chuva e a trovoada que me zumbiam nos ouvidos e me punham a cabeça a latejar…
Neste dia de tempestade horrível, desesperei…
Ao ver-me desamparada, houve pessoas que me deram abrigo, conforto, segurança…
Ofereceram-me pequenos raios de sol que, por mais pequenos que tenham sido, serviram para me recompor um bocado, para me aquecer e para me preparar para amanhã voltar a sair lá fora…
Obrigado a todos, pelo abrigo!
Proteger-me foi a minha primeira reacção, pois a minha experiência dizia-me que esta era daquelas que vêm para ficar muito e muito tempo. Esta é daquelas mais difíceis de suportar, é das que são traiçoeiras, das que trazem, misturados com os dias maus, dias relativamente bons que nos fazem acreditar que a tempestade se foi. Então, quando menos esperamos, olhamos para cima de nós e lá está ela, aquela nuvem negra pronta para nos descarregar em cima tudo de mau que podemos imaginar…
Para me proteger, procurei então construir um abrigo, mas já não tenho metade dos instrumentos que se foram estragando com a passagem de tantas tempestades. Restou-me, então esperar por ela ao relento e agarrar-me a qualquer coisa que não me deixasse afundar…
Hoje, a tempestade piorou…
Agora, além das rajadas de vento que me fustigavam o corpo e do ar frio que me gelava a alma, havia também a chuva e a trovoada que me zumbiam nos ouvidos e me punham a cabeça a latejar…
Neste dia de tempestade horrível, desesperei…
Ao ver-me desamparada, houve pessoas que me deram abrigo, conforto, segurança…
Ofereceram-me pequenos raios de sol que, por mais pequenos que tenham sido, serviram para me recompor um bocado, para me aquecer e para me preparar para amanhã voltar a sair lá fora…
Obrigado a todos, pelo abrigo!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Fragmentos de Sabedoria e Inteligência ! (1)
Hoje, assim do nada, surgiu-me a ideia de criar aqui no meu blogue uma espécie de rubrica onde vou passar a postar citações dos livros que for lendo. Tenho pena de não me ter lembrado duma coisa destas mais cedo porque já li alguns livros que podiam enriquecer bastante esta rubrica com as suas maravilhosas palavras, vou tentar recuperá-las.
Aproveito já para deixar a minha primeira citação. É de um livro que li no Verão passado...
"Durante as jornadas da vida tens que te descobrir a ti próprio.
Aprende a acalmar o teu espírito, a amar a simplicidade, para mais tarde te poderes deslumbrar com o magnificiente.
Respeita tudo e todos os que te rodeiam. Segue os teus instintos, mas não esqueças a razão por completo.
Acredita no teu coração, mesmo que a cabeça te diga que não é possível. Ama. E, acima de tudo, sê verdadeiro contigo próprio!! "
Extraído da obra: "A Filha dos Mundos II" de Inês Pedrosa!
Aproveito já para deixar a minha primeira citação. É de um livro que li no Verão passado...
"Durante as jornadas da vida tens que te descobrir a ti próprio.
Aprende a acalmar o teu espírito, a amar a simplicidade, para mais tarde te poderes deslumbrar com o magnificiente.
Respeita tudo e todos os que te rodeiam. Segue os teus instintos, mas não esqueças a razão por completo.
Acredita no teu coração, mesmo que a cabeça te diga que não é possível. Ama. E, acima de tudo, sê verdadeiro contigo próprio!! "
Extraído da obra: "A Filha dos Mundos II" de Inês Pedrosa!
sábado, 13 de junho de 2009
Injustiças... Não as suporto!!!
Hoje, enquanto estava a ver um blogue, encontrei um texto em que a autora falava/reflectia sobre o facto de que ter um diploma universitário nem sempre é sinónimo de que somos inteligentes porque as notas que muitas vezes os alunos têm não correspondem ao trabalho que fazem, etc., etc.
Este texto e em particular esta frase, que passo a citar: “Fico chocada com a postura das instituições que lidam com o conhecimento como se este fosse um produto de mercado, e, para se manterem na lucratividade, são capazes de negociar o curriculo, a didática e as avaliações. Tudo para manter o cliente, mas sem preocupação nenhuma com o conhecimento e a qualificação dos profissionais que estão formando” fizeram-me lembrar uma situação com a qual me depararei ontem quando fui ver as minhas notas e que tanto me está a incomodar e a irritar.
A situação é a seguinte: andei eu um ano inteiro a esforçar-me minimamente, sim porque eu sei que não fiz o meu maior dos esforços, para conseguir tirar um 10 no final do ano a MACS, e lá consegui, e qual não é o meu espanto (melhor dizendo, nosso, porque a maioria da turma também ficou boquiaberta) quando vi que o pior aluno da turma, que tirou negativa nos dois períodos anteriores (só não sei se foi 8 ou 9) e que não fez o único teste que tivemos no 3º período (note-se que não o fez não porque esteve doente ou algo do género. Ele esteve na sala no dia do teste e pôs o nome no enunciado só não o fez porque estava a cair de sono por andar a semana inteira na festa da queima das fitas) e chegou ao fim do ano e o professor deu-lhe 11valores. Este aluno teve um valor a mais do que eu que, durante todo o ano, tirei melhores notas do que ele e que tirei 7,2 valores no último teste em que ele tirou 0 valores. O mesmo se passou na disciplina de Filosofia em que o menino tinha notas para levar no máximo um 9 no final do ano e a professora lá lhe deu um 11, só para “se livrar dele porque já devia andar na universidade”, mas quanto a esta nota não estou muito incomodada porque a minha classificação foi muito superior à dele (e foi bem merecida).
O meu problema não é o achar que também merecia um 11, sei perfeitamente que as minhas notas dos testes e trabalhos e o meu desempenho estão bem avaliados com o nível 10, o que me incomoda mesmo é o facto de ele ter tirado 1 valor a mais do que eu. Ele não está sequer ao meu nível quanto mais um valor a cima. Se ele tivesse tido um 10 como eu, se calhar, não estava tão irritada, mas se o beneficiaram para ele poder ir a exame e fazer as disciplinas porque é que não aumentaram um valor a todos os outros? No meu caso, se tivesse tido um 11 ia a exame com média de 12 e podia tirar 9 no exame para manter a mesma nota, assim, com o 10 que tenho vou a exame com 11 e para manter esse 11 tenho que tirar, pelo menos, 10. Se o exame me corre mal e tiro 9, fico com média final de 10, ou seja desço um valor na minha média de final de ano, coisa que não aconteceria se fosse a exame com média de 12.
Muitos podem pensar: “Eia, reclamar por causa de um valor”, a eles pergunto-lhes: Num universo em uma décima dita se entramos ou não num determinado curso e numa determinada universidade o que será que um valor pode fazer? Se tivessem dificuldades a um certa disciplina e se outro vosso colega também tivesse mas, ao contrário de vocês, que fizeram um esforço, perdendo tempo a estudar, a tentar estar atento nas aulas, etc. ele estivesse constantemente a faltar às aulas, não fizessem nenhum exercício durante as aulas, não tivesse feito nunca os tpc’s e nos testes tirasse notas piores que as vossas e mesmo assim ele no fim do ano conseguia tirar um valor a mais do que vocês como é que ficavam?
Sei que a nota não foi só dada pelo professor da disciplina (assim como a de Filosofia). A nota foi votada por todos os professores que quiseram passar o menino por ele já ter reprovado muitas vezes e porque já devia andar na universidade. Este conselho de turma passou um aluno “sem preocupação nenhuma com o conhecimento e a qualificação dos profissionais que estão formando.” Este aluno à disciplina de MACS ficou com os mesmos conhecimentos que tinha no início do ano e, nesta e na disciplina de Filosofia, com uma classificação que não corresponde ao trabalho que desenvolveu e/ou é capaz de desenvolver, agora, imaginando que ele na universidade têm estas mesmas disciplinas, o que será deste aluno?
Esta situação está a incomodar-me seriamente, fico irritada só de falar e pensar no assunto, o pior é que, agora que ainda falta fazer o exame nacional, sempre que começo a estudar lembro-me desta situação que me desmotiva completamente.
Não consigo encontrar nenhuma explicação que me diga porque é que, já que o quiseram beneficiar, porque é que não fizeram o mesmo com todos os outros alunos?
Não encontro resposta, mas vou procurá-la. Não vou “engolir” esta situação sem pelo menos obter algumas justificações que me sosseguem. Não vou pôr nenhum recurso porque não posso usar a justificação do “ se ele teve esta nota eu mereço ter uma igual” e a verdade é que o meu 10 é a nota adequada ao meu desempenho, mas vou “fazer barulho”, nem que seja pelo menos escrever uma carta ao ministério da educação, recolher assinaturas de todos os alunos da turma e explicar como é que a ESA teve este ano, pelo menos, mais um aluno que faz parte da taxa de sucesso e que devia fazer parte da taxa de reprovações (e que quase aposto, não foi o único)!
Este texto e em particular esta frase, que passo a citar: “Fico chocada com a postura das instituições que lidam com o conhecimento como se este fosse um produto de mercado, e, para se manterem na lucratividade, são capazes de negociar o curriculo, a didática e as avaliações. Tudo para manter o cliente, mas sem preocupação nenhuma com o conhecimento e a qualificação dos profissionais que estão formando” fizeram-me lembrar uma situação com a qual me depararei ontem quando fui ver as minhas notas e que tanto me está a incomodar e a irritar.
A situação é a seguinte: andei eu um ano inteiro a esforçar-me minimamente, sim porque eu sei que não fiz o meu maior dos esforços, para conseguir tirar um 10 no final do ano a MACS, e lá consegui, e qual não é o meu espanto (melhor dizendo, nosso, porque a maioria da turma também ficou boquiaberta) quando vi que o pior aluno da turma, que tirou negativa nos dois períodos anteriores (só não sei se foi 8 ou 9) e que não fez o único teste que tivemos no 3º período (note-se que não o fez não porque esteve doente ou algo do género. Ele esteve na sala no dia do teste e pôs o nome no enunciado só não o fez porque estava a cair de sono por andar a semana inteira na festa da queima das fitas) e chegou ao fim do ano e o professor deu-lhe 11valores. Este aluno teve um valor a mais do que eu que, durante todo o ano, tirei melhores notas do que ele e que tirei 7,2 valores no último teste em que ele tirou 0 valores. O mesmo se passou na disciplina de Filosofia em que o menino tinha notas para levar no máximo um 9 no final do ano e a professora lá lhe deu um 11, só para “se livrar dele porque já devia andar na universidade”, mas quanto a esta nota não estou muito incomodada porque a minha classificação foi muito superior à dele (e foi bem merecida).
O meu problema não é o achar que também merecia um 11, sei perfeitamente que as minhas notas dos testes e trabalhos e o meu desempenho estão bem avaliados com o nível 10, o que me incomoda mesmo é o facto de ele ter tirado 1 valor a mais do que eu. Ele não está sequer ao meu nível quanto mais um valor a cima. Se ele tivesse tido um 10 como eu, se calhar, não estava tão irritada, mas se o beneficiaram para ele poder ir a exame e fazer as disciplinas porque é que não aumentaram um valor a todos os outros? No meu caso, se tivesse tido um 11 ia a exame com média de 12 e podia tirar 9 no exame para manter a mesma nota, assim, com o 10 que tenho vou a exame com 11 e para manter esse 11 tenho que tirar, pelo menos, 10. Se o exame me corre mal e tiro 9, fico com média final de 10, ou seja desço um valor na minha média de final de ano, coisa que não aconteceria se fosse a exame com média de 12.
Muitos podem pensar: “Eia, reclamar por causa de um valor”, a eles pergunto-lhes: Num universo em uma décima dita se entramos ou não num determinado curso e numa determinada universidade o que será que um valor pode fazer? Se tivessem dificuldades a um certa disciplina e se outro vosso colega também tivesse mas, ao contrário de vocês, que fizeram um esforço, perdendo tempo a estudar, a tentar estar atento nas aulas, etc. ele estivesse constantemente a faltar às aulas, não fizessem nenhum exercício durante as aulas, não tivesse feito nunca os tpc’s e nos testes tirasse notas piores que as vossas e mesmo assim ele no fim do ano conseguia tirar um valor a mais do que vocês como é que ficavam?
Sei que a nota não foi só dada pelo professor da disciplina (assim como a de Filosofia). A nota foi votada por todos os professores que quiseram passar o menino por ele já ter reprovado muitas vezes e porque já devia andar na universidade. Este conselho de turma passou um aluno “sem preocupação nenhuma com o conhecimento e a qualificação dos profissionais que estão formando.” Este aluno à disciplina de MACS ficou com os mesmos conhecimentos que tinha no início do ano e, nesta e na disciplina de Filosofia, com uma classificação que não corresponde ao trabalho que desenvolveu e/ou é capaz de desenvolver, agora, imaginando que ele na universidade têm estas mesmas disciplinas, o que será deste aluno?
Esta situação está a incomodar-me seriamente, fico irritada só de falar e pensar no assunto, o pior é que, agora que ainda falta fazer o exame nacional, sempre que começo a estudar lembro-me desta situação que me desmotiva completamente.
Não consigo encontrar nenhuma explicação que me diga porque é que, já que o quiseram beneficiar, porque é que não fizeram o mesmo com todos os outros alunos?
Não encontro resposta, mas vou procurá-la. Não vou “engolir” esta situação sem pelo menos obter algumas justificações que me sosseguem. Não vou pôr nenhum recurso porque não posso usar a justificação do “ se ele teve esta nota eu mereço ter uma igual” e a verdade é que o meu 10 é a nota adequada ao meu desempenho, mas vou “fazer barulho”, nem que seja pelo menos escrever uma carta ao ministério da educação, recolher assinaturas de todos os alunos da turma e explicar como é que a ESA teve este ano, pelo menos, mais um aluno que faz parte da taxa de sucesso e que devia fazer parte da taxa de reprovações (e que quase aposto, não foi o único)!
sábado, 23 de maio de 2009
Consequências da vida...!
Esta é só mais uma noite em que posso contar todos os tic-tac’s que o relógio produz até que um nico de sono que seja se digne a aparecer…
Este tempo é sempre preenchido por pensamentos que, infelizmente, não têm sido os melhores…
Ultimamente uso esse tempo para fazer uma auto-caracterização. E, de cada vez que faço esta espécie de introspectiva, tenho encontrado um espaço vazio que a cada nova sessão me parece maior e mais fundo…
Uma parte de mim desapareceu…
Não sei onde a perdi. Não sei se fui eu que a perdi ou se foi ela que simplesmente me abandonou…
Sei que tenho saudades dela…
Sei que sinto a falta dessa parte que tanto me completava quando mais precisava…
Sei que era uma parte vital. Era ela que suportava as desgraças, as desventuras e os devaneios, os dissabores que a vida vai trazendo…
Sinto falta de ser a Carina a 100%...
Com o desaparecimento dessa parte de mim, estou mais fraca, física e psicologicamente. Estou mais débil, sou mais medrosa…
Deve ser por isso que ultimamente sou a Babi…
Estava agora a tentar lembrar-me de como era a Carina. Ui, que rapariga… Resmungava por tudo e por nada, respondia muito mal às pessoas, andava constantemente mal disposta, com cara de quem queria bater em alguém e tinha, repetidamente, ataques de fúria nervosa que descarregava em cima do primeiro que lhe aparecesse à frente… Era uma rapariga muito difícil… Era-o sim, mas também era muito corajosa… Era uma lutadora, tinha uma força incrível, era uma guerreira, mas era, sobretudo, uma vitoriosa!
Eu gostava da Carina, tentei apenas aperfeiçoar as partes menos boas…
Hoje não sei o que se passou… Demasiados aperfeiçoamentos? Excessos de tentativas?
Já não sou a Carina. Pior, a parte de mim que perdi e que, por isso, já não sou digna de me chamar Carina, foi a parte boa, porque a parte má ainda hoje é característica da Babi. Uma parte que está menos má, que já se consegue controlar melhor, é certo, mas que lá está.
Prefiro esta parte má da Babi. Gostava era de encontrar a parte boa que perdi. Não me importava de ficar a ser definitivamente a Babi se encontrasse a parte que me falta.
Se calhar não posso ter as duas partes e tenho que optar por uma das duas. Ser a Babi com uma parte má mais calma, mais controlada e ser uma fraca, uma desistente, ou optar por ser a Carina, com um feitio terrível mas com um a força e coragem que a fazem sentir imbatível...
Já que não as consigo juntar, era bom que, pelo menos, pudesse ter assim uma espécie de super fatos que fizessem de mim a Babi ou a Carina conforme os diferentes dias mas, enfim…
Como a Babi que sou, acabo por desistir de procurar e de juntar as duas partes numa só personalidade e, quem sabe, passar a ser a Faustina, por exemplo, e limito-me a adormecer porque o sono acabou de me bater à porta…
E agora tenho uma vozinha a sussurrar-me ao ouvido: “ Sempre a mesma atitude medricas, a constante desconfiança em relação a tudo o que é desconhecido, sempre a mesma desistente…”
Este tempo é sempre preenchido por pensamentos que, infelizmente, não têm sido os melhores…
Ultimamente uso esse tempo para fazer uma auto-caracterização. E, de cada vez que faço esta espécie de introspectiva, tenho encontrado um espaço vazio que a cada nova sessão me parece maior e mais fundo…
Uma parte de mim desapareceu…
Não sei onde a perdi. Não sei se fui eu que a perdi ou se foi ela que simplesmente me abandonou…
Sei que tenho saudades dela…
Sei que sinto a falta dessa parte que tanto me completava quando mais precisava…
Sei que era uma parte vital. Era ela que suportava as desgraças, as desventuras e os devaneios, os dissabores que a vida vai trazendo…
Sinto falta de ser a Carina a 100%...
Com o desaparecimento dessa parte de mim, estou mais fraca, física e psicologicamente. Estou mais débil, sou mais medrosa…
Deve ser por isso que ultimamente sou a Babi…
Estava agora a tentar lembrar-me de como era a Carina. Ui, que rapariga… Resmungava por tudo e por nada, respondia muito mal às pessoas, andava constantemente mal disposta, com cara de quem queria bater em alguém e tinha, repetidamente, ataques de fúria nervosa que descarregava em cima do primeiro que lhe aparecesse à frente… Era uma rapariga muito difícil… Era-o sim, mas também era muito corajosa… Era uma lutadora, tinha uma força incrível, era uma guerreira, mas era, sobretudo, uma vitoriosa!
Eu gostava da Carina, tentei apenas aperfeiçoar as partes menos boas…
Hoje não sei o que se passou… Demasiados aperfeiçoamentos? Excessos de tentativas?
Já não sou a Carina. Pior, a parte de mim que perdi e que, por isso, já não sou digna de me chamar Carina, foi a parte boa, porque a parte má ainda hoje é característica da Babi. Uma parte que está menos má, que já se consegue controlar melhor, é certo, mas que lá está.
Prefiro esta parte má da Babi. Gostava era de encontrar a parte boa que perdi. Não me importava de ficar a ser definitivamente a Babi se encontrasse a parte que me falta.
Se calhar não posso ter as duas partes e tenho que optar por uma das duas. Ser a Babi com uma parte má mais calma, mais controlada e ser uma fraca, uma desistente, ou optar por ser a Carina, com um feitio terrível mas com um a força e coragem que a fazem sentir imbatível...
Já que não as consigo juntar, era bom que, pelo menos, pudesse ter assim uma espécie de super fatos que fizessem de mim a Babi ou a Carina conforme os diferentes dias mas, enfim…
Como a Babi que sou, acabo por desistir de procurar e de juntar as duas partes numa só personalidade e, quem sabe, passar a ser a Faustina, por exemplo, e limito-me a adormecer porque o sono acabou de me bater à porta…
E agora tenho uma vozinha a sussurrar-me ao ouvido: “ Sempre a mesma atitude medricas, a constante desconfiança em relação a tudo o que é desconhecido, sempre a mesma desistente…”
terça-feira, 28 de abril de 2009
A caminhada dolorosa sem compensação à vista!
A escuridão deixada pela última tempestade começava já a dissipar-se. Havia até dias em que o sol, timidamente, lá ia brilhando uma ou outra vez…
Tudo começou a melhorar quando cheguei à conclusão de que aquela escuridão não era boa para que se pudesse ter um crescimento saudável e, foi então que, decidi mudar de rumo, tentar afastar de mim todas aquelas más sensações que me estavam a matar aos poucos…
Os meus planos, no entanto, fracassaram como sempre tem acontecido…
Hoje, desfizeram-me o mundo sorridente para onde estava a tentar caminhar, esmagaram-me o sol na cara e cobriram-me o espírito de inseguranças, de anseios que percepcionam a chegada de uma nova e grande tempestade que trará, inevitavelmente, aquela maldita escuridão de volta…
Tenho receio… Não quero voltar ao mesmo. Não quero voltar a sentir-me daquela forma. É tão doloroso.
Se voltar a acontecer…
Não sei quantas mais vezes serei capaz de recomeçar, nem sequer sei se tenho forças para isso, para voltar a tentar…
Sempre que tento, e normalmente, quando estou quase a conseguir recuperar, aparece alguma coisa que faz com que tudo comece de novo. Voltam as más sensações, os maus pensamentos, as noites de choro, os momentos de desespero…
Pergunto-me, muitas vezes, se vale a pena lutar?
Começo a ficar cansada de tantas batalhas… Estou a começar a ficar com grandes cicatrizes que não estou a conseguir sarar… O meu corpo, física e psicologicamente, começa a ressentir-se de tantas tentativas…
Se calhar há coisas na vida que estão destinadas a fracassar e que não adianta tentar remediar…
Tudo começou a melhorar quando cheguei à conclusão de que aquela escuridão não era boa para que se pudesse ter um crescimento saudável e, foi então que, decidi mudar de rumo, tentar afastar de mim todas aquelas más sensações que me estavam a matar aos poucos…
Os meus planos, no entanto, fracassaram como sempre tem acontecido…
Hoje, desfizeram-me o mundo sorridente para onde estava a tentar caminhar, esmagaram-me o sol na cara e cobriram-me o espírito de inseguranças, de anseios que percepcionam a chegada de uma nova e grande tempestade que trará, inevitavelmente, aquela maldita escuridão de volta…
Tenho receio… Não quero voltar ao mesmo. Não quero voltar a sentir-me daquela forma. É tão doloroso.
Se voltar a acontecer…
Não sei quantas mais vezes serei capaz de recomeçar, nem sequer sei se tenho forças para isso, para voltar a tentar…
Sempre que tento, e normalmente, quando estou quase a conseguir recuperar, aparece alguma coisa que faz com que tudo comece de novo. Voltam as más sensações, os maus pensamentos, as noites de choro, os momentos de desespero…
Pergunto-me, muitas vezes, se vale a pena lutar?
Começo a ficar cansada de tantas batalhas… Estou a começar a ficar com grandes cicatrizes que não estou a conseguir sarar… O meu corpo, física e psicologicamente, começa a ressentir-se de tantas tentativas…
Se calhar há coisas na vida que estão destinadas a fracassar e que não adianta tentar remediar…
sábado, 25 de abril de 2009
Seres exemplares …
Não são perfeitos. São especiais, são diferentes, são admiráveis…
A ela conheço-a há quase dois anos e cada vez mais se tem revelado um exemplo para mim…
Se me perguntarem qual é a palavra que melhor justifica essa admiração responderei que é a palavra FORÇA. Em dezasseis anos de existência ela é, e arrisco mesmo a dizer, a pessoa mais forte com quem já convivi de perto… A título mesmo só de exemplo, recordo-me de um episódio em que ela contou, resumidamente, a história dos seus primeiros anos de vida. Uma história que está marcada por momentos menos bons, por diversas atrocidades, dificuldades, obstáculos que, criança alguma deveria ser obrigada a suportar. A ouvi-la estavam vinte e tal pessoas que ela mal conhecia. Não é qualquer um que tem essa coragem. Expor a nossa vida pessoal, ainda por cima uma historia como a dela, a pessoas desconhecidas é uma coisa que muitas pessoas não conseguiriam fazer e, no entanto, ela conseguiu. Esteve, talvez, uns vinte minutos a contar a sua infância, infelizmente muito diferente das nossas, e, não me recordo muito bem, mas pelo menos, pôs um dos presentes a chorar, ela, no entanto, aguentou firme até ao fim, sem derramar uma única lágrima, não fraquejou um único segundo… Conseguiu, eu não conseguia e é essa a força que tanto admiro…
Depois de saber alguns pormenores da vida desta rapariga sou incapaz de olhar para a minha da mesma forma porque, afinal há gente que sofre muito mais… Ao olhar para a garra que ela tem, para a força que lhe permite manter sempre o sorriso, para a determinação que não a deixa ir-se abaixo nem desviar-se dos seus objectivos, só sou capaz de ver nela um exemplo a seguir, a tentar imitar…
Ainda há quem diga que eu sou forte. Eu, que me deixo ir abaixo tantas vezes. Eu, que permito que os obstáculos da vida me roubem o sorriso. Eu, que deixo que os desgostos me prendam na escuridão… Não te conhecem miúda.
És simplesmente o reflexo vivo da FORÇA!
Desejo, sinceramente, que sejas muito feliz…
Ele, a outra pessoa que neste momento tanto admiro e de quem muito gosto. A ele conheço-o há mais tempo, considero-o um exemplo por razões diferentes…
Quais razões?
Sobretudo, talvez, pelo facto de ser uma pessoa fantástica e por considerar que pertence a uma “raça” de seres humanos em vias de extinção que fazem jus aos nomes que os classificam na perfeição: ÚNICOS e ESPECIAIS.
Não sou capaz de enumerar todos os motivos que justificam essa admiração. É complicado encontrar as palavras certas para descrever este sentimento que não se centra numa só qualidade mas sim, numa maneira de ser, de pensar, de agir/reagir que tornam essa admiração tão complexa e inexplicável. É uma coisa que se sente, não se explica, ou então muito dificilmente…
Ele tem sido uma pessoa muito importante na minha vida e tem uma grande responsabilidade por aquilo em que me tenho vindo a tornar. Se há pessoas que têm o direito de se orgulharem daquilo que sou e/ou virei a ser, ele tem, seguramente, esse direito…
Basta dizer que é um Amigo!
Aos dois agradeço imenso…
A ela que, com o exemplo da sua força, me inspira a procurar também as forças que eu própria desconheço, que me ensina que a tristeza se assusta e desaparece se a encararmos com um maravilhoso sorriso, que me mostra que a determinação e esperança são a melhor forma de conseguir contornar os obstáculos e atingirmos os nossos objectivos…
A ele agradeço, sobretudo, as muitas horas de paciência gastas comigo, as muitas dicas para aperfeiçoar um feitio bastante difícil, todas as palavras do género: “não devias fazer isto”, “não devias falar dessa forma para as pessoas”, “podes até ter razão mas perdes-la toda só pela forma como te expressas”, enfim…
Obrigado, por tudo!!
A ela conheço-a há quase dois anos e cada vez mais se tem revelado um exemplo para mim…
Se me perguntarem qual é a palavra que melhor justifica essa admiração responderei que é a palavra FORÇA. Em dezasseis anos de existência ela é, e arrisco mesmo a dizer, a pessoa mais forte com quem já convivi de perto… A título mesmo só de exemplo, recordo-me de um episódio em que ela contou, resumidamente, a história dos seus primeiros anos de vida. Uma história que está marcada por momentos menos bons, por diversas atrocidades, dificuldades, obstáculos que, criança alguma deveria ser obrigada a suportar. A ouvi-la estavam vinte e tal pessoas que ela mal conhecia. Não é qualquer um que tem essa coragem. Expor a nossa vida pessoal, ainda por cima uma historia como a dela, a pessoas desconhecidas é uma coisa que muitas pessoas não conseguiriam fazer e, no entanto, ela conseguiu. Esteve, talvez, uns vinte minutos a contar a sua infância, infelizmente muito diferente das nossas, e, não me recordo muito bem, mas pelo menos, pôs um dos presentes a chorar, ela, no entanto, aguentou firme até ao fim, sem derramar uma única lágrima, não fraquejou um único segundo… Conseguiu, eu não conseguia e é essa a força que tanto admiro…
Depois de saber alguns pormenores da vida desta rapariga sou incapaz de olhar para a minha da mesma forma porque, afinal há gente que sofre muito mais… Ao olhar para a garra que ela tem, para a força que lhe permite manter sempre o sorriso, para a determinação que não a deixa ir-se abaixo nem desviar-se dos seus objectivos, só sou capaz de ver nela um exemplo a seguir, a tentar imitar…
Ainda há quem diga que eu sou forte. Eu, que me deixo ir abaixo tantas vezes. Eu, que permito que os obstáculos da vida me roubem o sorriso. Eu, que deixo que os desgostos me prendam na escuridão… Não te conhecem miúda.
És simplesmente o reflexo vivo da FORÇA!
Desejo, sinceramente, que sejas muito feliz…
Ele, a outra pessoa que neste momento tanto admiro e de quem muito gosto. A ele conheço-o há mais tempo, considero-o um exemplo por razões diferentes…
Quais razões?
Sobretudo, talvez, pelo facto de ser uma pessoa fantástica e por considerar que pertence a uma “raça” de seres humanos em vias de extinção que fazem jus aos nomes que os classificam na perfeição: ÚNICOS e ESPECIAIS.
Não sou capaz de enumerar todos os motivos que justificam essa admiração. É complicado encontrar as palavras certas para descrever este sentimento que não se centra numa só qualidade mas sim, numa maneira de ser, de pensar, de agir/reagir que tornam essa admiração tão complexa e inexplicável. É uma coisa que se sente, não se explica, ou então muito dificilmente…
Ele tem sido uma pessoa muito importante na minha vida e tem uma grande responsabilidade por aquilo em que me tenho vindo a tornar. Se há pessoas que têm o direito de se orgulharem daquilo que sou e/ou virei a ser, ele tem, seguramente, esse direito…
Basta dizer que é um Amigo!
Aos dois agradeço imenso…
A ela que, com o exemplo da sua força, me inspira a procurar também as forças que eu própria desconheço, que me ensina que a tristeza se assusta e desaparece se a encararmos com um maravilhoso sorriso, que me mostra que a determinação e esperança são a melhor forma de conseguir contornar os obstáculos e atingirmos os nossos objectivos…
A ele agradeço, sobretudo, as muitas horas de paciência gastas comigo, as muitas dicas para aperfeiçoar um feitio bastante difícil, todas as palavras do género: “não devias fazer isto”, “não devias falar dessa forma para as pessoas”, “podes até ter razão mas perdes-la toda só pela forma como te expressas”, enfim…
Obrigado, por tudo!!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Reflexões !
Este é um texto cujo o tema é mais um daqueles sobre os quais tenho mil ideias a fervilhar sempre na minha cabeça mas quando vou para tentar escrevê-las não as consigo exprimir pois nunca encontro uma forma fácil de o fazer e então acabo por desistir. Desta vez não desisti, até porque este é um tema sobre o qual tenho pensado muito ultimamente, e o resultado é este que podem ver a seguir. Acho que está mais ou menos bem conseguido e é muito provável que venha a sofrer alterações visto que houve duas ou três ideias que não desenvolvi e talvez venha a desenvolver!
O meu pai é aquilo a que se chama um católico praticante e como tal, cumpre religiosamente o seu dever de nos levar, a mim e ao meu irmão, à missa pelo menos uma vez por semana.
Durante anos acreditei nessa religião em que milhões de pessoas acreditam tão cegamente mas, neste momento, não tenho bem a certeza daquilo em que acredito, sei apenas que deixei de acreditar no Deus que nos é apresentado na Bíblia, sei apenas que deixei de ter fé.
O desenvolvimento intelectual que comecei a notar no início de 2007 e a capacidade crítica que ia aumentando à medida que ia adquirindo mais conhecimentos e ia aperfeiçoando as capacidades de argumentação e raciocínio, fizeram com que começasse a duvidar e a questionar os ensinamentos até então aprendidos em muitos anos de catequese. Questões como: Que espécie de deus é aquele que nos obriga a prestar-lhe culto, pelo menos, uma vez por semana? (coisa que, neste momento, faço com grande contradição e que se tornou num suplicio); que deus é aquele que nos ameaça que, se não se fizer a sua vontade, nos castigará?, começaram a dissolver a minha crença pois, ou não obtinha respostas ou simplesmente as respostas que me davam não chegavam para acalmar as minhas desconfianças, por assim dizer, já que eram respostas que se sustentavam e só serviam para quem tinha fé.
No ano passado, em Julho, quando fiz a Crisma (sacramento com o qual encerramos dez anos de catequese), já me encontrava com estas dúvidas e incertezas e a minha crença naquele deus que era obrigada a venerar já caminhava, a passos largos, para a extinção. Por altura em que nos preparávamos para receber esse tal sacramento, os catequistas disseram-nos uma coisa à qual eu tomei a maior atenção e da qual fiz o mais pormenorizado registo pois sabia que me ia ser útil: disseram-nos que este sacramento nos conferia a maturidade suficiente para já podermos ser responsabilizados pelas nossas acções e escolhas.
Uns meses depois, com esse argumento fornecido pelos catequistas e já com a crença que me restava dissipada, decidi começar a exprimir abertamente ao meu pai a minha desistência e a minha descrença. Começaram, então, as discussões em que todos os meus argumentos visam livrar-me desse castigo de ter que assistir, semanalmente, a uma cerimónia em que não acredito em metade das coisas que lá se realizam e muito menos ouço alguma coisa do que o padre tem para dizer, já que, normalmente, aproveito esse tempo para fazer os planos para a semana que se inicia, para rever e organizar tarefas, enfim…
Em cima mencionei o facto de as minhas dúvidas terem começado a aparecer quando comecei a notar um grande desenvolvimento do meu intelectual e da minha capacidade crítica, o que me leva a concluir, e é mais um dos muitos argumentos que exponho ao meu pai quando ele me pergunta porque é que não acredito na existência de deus, que quem acredita cegamente e não questiona os ensinamentos religiosos, são as pessoas que não são “inteligentes” o suficiente para porem em causa aquilo que lhes é ensinado, que não tem a capacidade de, neste caso, raciocinarem por elas próprias porque acreditam naquilo que lhes ensinaram e pronto, contentam-se com o facto de serem conhecimentos antigos e acham que se é antigo e ainda existe é porque é verdadeiro.
Um dos argumentos que usam os que também não acreditam na existência de deus, é que a religião católica foi inventada pelos Homens, porque o povo precisava de alguém a quem pudesse recorrer, pedir auxilio. Tenho de confessar que, durante o tempo em que fui crente, encontrava-me, muitas vezes, antes de ir para a cama, a rezar a deus, a pedir-lhe ajuda e força quando tinha algum problema ou então, e muito comum também, foram as diversas vezes em que lhe pedia que o teste do dia seguinte me corresse bem. Sentia-me bem ao saber que tinha sempre ali aquele suporte, com quem sempre podia contar, em quem sempre ia procurar refúgio quando, muitas vezes, ficava pela madrugada dentro a chorar e a falar sozinha porque acreditava que naquele momento ele me estava a ouvir. Confesso que nesses tempos vivia mais feliz do que agora em que, muitas vezes, me falta o tal apoio que eu achava nele.
Cada vez mais, estou a ser dominada por uma necessidade de conhecimento que me começa a corroer o espírito. Acho que, tal como Descartes, o meu método para chegar ao conhecimento é a dúvida. Dou por mim a por em causa tudo o que já conhecia e tudo o que conheço de novo. Começo por duvidar e só aceito determinada teoria/conhecimento quando arranjar, eu própria, provas ou argumentos que justifiquem tais teorias/conhecimentos. Foi assim que tudo começou em relação à religião: comecei por pôr em causa, não encontrei argumentos fortes e credíveis, no meu ponto de vista, que a justificassem e acabei então por considerá-la falsa, deixando de acreditar e, como tal, recusando-me a praticá-la.
Não vou mentir, era mais feliz quando não tinha estas necessidades, quando vivia na inocência, na ignorância. Duvidar de quase tudo, não obter resposta para muitas das questões, principalmente para as mais essências, alimenta-nos um sentimento de frustração que vai crescendo à medida que o tempo passa e as necessidades de conhecimento se intensificam. Viver sempre insatisfeito, sempre à procura de alguma coisa que justifique determinados factos é um fardo muito pesado para se carregar, traz até infelicidade.
O meu pai é aquilo a que se chama um católico praticante e como tal, cumpre religiosamente o seu dever de nos levar, a mim e ao meu irmão, à missa pelo menos uma vez por semana.
Durante anos acreditei nessa religião em que milhões de pessoas acreditam tão cegamente mas, neste momento, não tenho bem a certeza daquilo em que acredito, sei apenas que deixei de acreditar no Deus que nos é apresentado na Bíblia, sei apenas que deixei de ter fé.
O desenvolvimento intelectual que comecei a notar no início de 2007 e a capacidade crítica que ia aumentando à medida que ia adquirindo mais conhecimentos e ia aperfeiçoando as capacidades de argumentação e raciocínio, fizeram com que começasse a duvidar e a questionar os ensinamentos até então aprendidos em muitos anos de catequese. Questões como: Que espécie de deus é aquele que nos obriga a prestar-lhe culto, pelo menos, uma vez por semana? (coisa que, neste momento, faço com grande contradição e que se tornou num suplicio); que deus é aquele que nos ameaça que, se não se fizer a sua vontade, nos castigará?, começaram a dissolver a minha crença pois, ou não obtinha respostas ou simplesmente as respostas que me davam não chegavam para acalmar as minhas desconfianças, por assim dizer, já que eram respostas que se sustentavam e só serviam para quem tinha fé.
No ano passado, em Julho, quando fiz a Crisma (sacramento com o qual encerramos dez anos de catequese), já me encontrava com estas dúvidas e incertezas e a minha crença naquele deus que era obrigada a venerar já caminhava, a passos largos, para a extinção. Por altura em que nos preparávamos para receber esse tal sacramento, os catequistas disseram-nos uma coisa à qual eu tomei a maior atenção e da qual fiz o mais pormenorizado registo pois sabia que me ia ser útil: disseram-nos que este sacramento nos conferia a maturidade suficiente para já podermos ser responsabilizados pelas nossas acções e escolhas.
Uns meses depois, com esse argumento fornecido pelos catequistas e já com a crença que me restava dissipada, decidi começar a exprimir abertamente ao meu pai a minha desistência e a minha descrença. Começaram, então, as discussões em que todos os meus argumentos visam livrar-me desse castigo de ter que assistir, semanalmente, a uma cerimónia em que não acredito em metade das coisas que lá se realizam e muito menos ouço alguma coisa do que o padre tem para dizer, já que, normalmente, aproveito esse tempo para fazer os planos para a semana que se inicia, para rever e organizar tarefas, enfim…
Em cima mencionei o facto de as minhas dúvidas terem começado a aparecer quando comecei a notar um grande desenvolvimento do meu intelectual e da minha capacidade crítica, o que me leva a concluir, e é mais um dos muitos argumentos que exponho ao meu pai quando ele me pergunta porque é que não acredito na existência de deus, que quem acredita cegamente e não questiona os ensinamentos religiosos, são as pessoas que não são “inteligentes” o suficiente para porem em causa aquilo que lhes é ensinado, que não tem a capacidade de, neste caso, raciocinarem por elas próprias porque acreditam naquilo que lhes ensinaram e pronto, contentam-se com o facto de serem conhecimentos antigos e acham que se é antigo e ainda existe é porque é verdadeiro.
Um dos argumentos que usam os que também não acreditam na existência de deus, é que a religião católica foi inventada pelos Homens, porque o povo precisava de alguém a quem pudesse recorrer, pedir auxilio. Tenho de confessar que, durante o tempo em que fui crente, encontrava-me, muitas vezes, antes de ir para a cama, a rezar a deus, a pedir-lhe ajuda e força quando tinha algum problema ou então, e muito comum também, foram as diversas vezes em que lhe pedia que o teste do dia seguinte me corresse bem. Sentia-me bem ao saber que tinha sempre ali aquele suporte, com quem sempre podia contar, em quem sempre ia procurar refúgio quando, muitas vezes, ficava pela madrugada dentro a chorar e a falar sozinha porque acreditava que naquele momento ele me estava a ouvir. Confesso que nesses tempos vivia mais feliz do que agora em que, muitas vezes, me falta o tal apoio que eu achava nele.
Cada vez mais, estou a ser dominada por uma necessidade de conhecimento que me começa a corroer o espírito. Acho que, tal como Descartes, o meu método para chegar ao conhecimento é a dúvida. Dou por mim a por em causa tudo o que já conhecia e tudo o que conheço de novo. Começo por duvidar e só aceito determinada teoria/conhecimento quando arranjar, eu própria, provas ou argumentos que justifiquem tais teorias/conhecimentos. Foi assim que tudo começou em relação à religião: comecei por pôr em causa, não encontrei argumentos fortes e credíveis, no meu ponto de vista, que a justificassem e acabei então por considerá-la falsa, deixando de acreditar e, como tal, recusando-me a praticá-la.
Não vou mentir, era mais feliz quando não tinha estas necessidades, quando vivia na inocência, na ignorância. Duvidar de quase tudo, não obter resposta para muitas das questões, principalmente para as mais essências, alimenta-nos um sentimento de frustração que vai crescendo à medida que o tempo passa e as necessidades de conhecimento se intensificam. Viver sempre insatisfeito, sempre à procura de alguma coisa que justifique determinados factos é um fardo muito pesado para se carregar, traz até infelicidade.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
" O Perigo nas Relações Humanas "
Encontrei, num dos blogues que acompanho e leio com grande assiduidade, "O CITADOR", este post que decidi também postá-lo no meu blogue porque concordo plenamente com o que é dito no texto e é já um dos muitos temas sobre os quais pensei em escrever mas nunca encontrava as palavras certas para exprimir o que o autor conseguiu fazer tão bem. Deixo-vos com o excerto, tirem as vossas próprias conclusões.
"Nas relações humanas o perigo é coisa de todos os dias. Deves precaver-te bem contra este perigo, deves estar sempre de olhos bem abertos: não há nenhum outro tão frequente, tão constante, tão enganador! A tempestade ameaça antes de rebentar, os edifícios estalam antes de cair por terra, o fumo anuncia o incêndio próximo: o mal causado pelo homem é súbito e disfarça-se com tanto mais cuidado quanto mais próximo está. Fazes mal em confiar na aparência das pessoas que se te dirigem: têm rosto humano, mas instintos de feras. Só que nestas apenas o ataque directo é perigoso; se nos passam adiante não voltam atrás à nossa procura. Aliás, somente a necessidade as instiga a fazer mal; a fome ou o medo é que as forçam a lutar. O homem, esse, destrói o seu semelhante por prazer. Tu, contudo, pensando embora nos perigos que te podem vir do homem, pensa também nos teus deveres enquanto homem. Evita, por um lado, que te façam mal, evita, por outro, que faças tu mal a alguém. Alegra-te com a satisfação dos outros, comove-te com os seus dissabores, nunca te esqueças dos serviços que deves prestar, nem dos perigos a evitar. Que ganharás tu vivendo segundo esta norma? Se não evitas que te façam mal, pelo menos consegues que te não tomem por tolo. Acima de tudo, porém, refugia-te na filosofia: ela te protegerá no seu seio, neste templo sagrado viverás seguro ou, pelo menos, mais seguro. Não dão encontrões uns nos outros senão os que caminham pela mesma estrada. Não deverás, todavia, fazer alarde da tua filosofia; muitos dos seus adeptos viram-se em situações perigosas por a praticarem com excessiva altivez e obstinação. Usa-a tu para te livrares dos teus vícios, não para exprobares os dos outros. Que ela te não leve a viver ao invés de todos os demais, nem a parecer condenar tudo aquilo que não praticas. É possível ser sábio sem jactância e sem provocar hostilidades. "
Autor: Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
"Nas relações humanas o perigo é coisa de todos os dias. Deves precaver-te bem contra este perigo, deves estar sempre de olhos bem abertos: não há nenhum outro tão frequente, tão constante, tão enganador! A tempestade ameaça antes de rebentar, os edifícios estalam antes de cair por terra, o fumo anuncia o incêndio próximo: o mal causado pelo homem é súbito e disfarça-se com tanto mais cuidado quanto mais próximo está. Fazes mal em confiar na aparência das pessoas que se te dirigem: têm rosto humano, mas instintos de feras. Só que nestas apenas o ataque directo é perigoso; se nos passam adiante não voltam atrás à nossa procura. Aliás, somente a necessidade as instiga a fazer mal; a fome ou o medo é que as forçam a lutar. O homem, esse, destrói o seu semelhante por prazer. Tu, contudo, pensando embora nos perigos que te podem vir do homem, pensa também nos teus deveres enquanto homem. Evita, por um lado, que te façam mal, evita, por outro, que faças tu mal a alguém. Alegra-te com a satisfação dos outros, comove-te com os seus dissabores, nunca te esqueças dos serviços que deves prestar, nem dos perigos a evitar. Que ganharás tu vivendo segundo esta norma? Se não evitas que te façam mal, pelo menos consegues que te não tomem por tolo. Acima de tudo, porém, refugia-te na filosofia: ela te protegerá no seu seio, neste templo sagrado viverás seguro ou, pelo menos, mais seguro. Não dão encontrões uns nos outros senão os que caminham pela mesma estrada. Não deverás, todavia, fazer alarde da tua filosofia; muitos dos seus adeptos viram-se em situações perigosas por a praticarem com excessiva altivez e obstinação. Usa-a tu para te livrares dos teus vícios, não para exprobares os dos outros. Que ela te não leve a viver ao invés de todos os demais, nem a parecer condenar tudo aquilo que não praticas. É possível ser sábio sem jactância e sem provocar hostilidades. "
Autor: Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Reconhecimentos !
Neste momento odeio-me!
Nos momentos em que a raiva me assalta e o ódio me corre nas veias sou capaz de fazer as piores coisas, sou capaz de desejar, para os que me provocam tamanho sofrimento, as piores sortes, sou capaz de cometer atrocidades, desumanidades, loucuras... no entanto, durante esses momentos, não faço nada. Limito-me a chorar e a ouvir a minha consciência dizer para não fazer nada do que aqueles maus sentimentos sugerem. Ouço-a dizer que não devo fazer aos outros aquilo que não gosto que me façam a mim. diz-me ainda, que se alimentar esses ódios e essas raivas, esses maus pensamentos e desejos me tornarei numa pessoa má, repugnante, revoltada…
Não tenho vergonha do ódio que me percorre o corpo quando sou espicaçada por alguém. Não tenho vergonha dos pensamentos que me ocorrem quando estou dominada por tão maus sentimentos. Não me odeio por causa disso, considero que é uma reacção “normal”. Odeio-me sim por não conseguir manter essa raiva e esse ódio vivos, por não conseguir manter sempre acesos os desejos de vingança, por ouvir a minha consciência e por tudo terminar depois de uns bons minutos de choro. Por terminar ali simplesmente sem a mínima luta, a mínima resistência… odeio-me por desistir!
Sou magoada constantemente pelas pessoas das quais era normal esperar protecção. Sou usada e manipulada por aqueles que amo cegamente e por isso fazem de mim o que querem… Em relação a estes, faço juras de que nunca mais os voltarei a perdoar, de que nunca mais confiarei neles, de que nunca mais permitirei que a amor cego me leve a ser novamente usada… desejava ser forte o suficiente para conseguir manter estas promessas. Não me odeio por tentar coisas destas pois acho que tenho o direito de querer tentar já que ninguém merece ser usado e maltratado. Odeio-me sim quando acabo por quebrar todas essas promessas que me levam a cair sempre nos mesmos erros e a sofrer sempre pelos mesmos motivos… odeio-me por ser demasiado fraca!
Em determinados momentos, espero das pessoas que me rodeiam, coisas/atitudes que não me podem dar. Que não me dão, não porque não querem mas porque simplesmente não adivinham qual o gesto, a palavra, a atitude certa de que estou à espera. Odeio-me por ser tão insatisfeita, por ser tão exigente!
Faço muitas vezes asneiras que prejudicam pessoas que amo. Digo muitas vezes, às pessoas de quem mais gosto, coisas que não se dizem a ninguém. Tenho, muitas vezes, atitudes irreflectidas que magoam as pessoas que para mim são importantes…
Sou uma parva que acredita que as pessoas são todas um poço de bondade…
Sou demasiado calculista para gozar em pleno os momentos de felicidade…
Sou uma pessoa imperfeita… odeio todas estas minhas facetas!
Odeio-me…
Neste momento, odeio-me!
Nos momentos em que a raiva me assalta e o ódio me corre nas veias sou capaz de fazer as piores coisas, sou capaz de desejar, para os que me provocam tamanho sofrimento, as piores sortes, sou capaz de cometer atrocidades, desumanidades, loucuras... no entanto, durante esses momentos, não faço nada. Limito-me a chorar e a ouvir a minha consciência dizer para não fazer nada do que aqueles maus sentimentos sugerem. Ouço-a dizer que não devo fazer aos outros aquilo que não gosto que me façam a mim. diz-me ainda, que se alimentar esses ódios e essas raivas, esses maus pensamentos e desejos me tornarei numa pessoa má, repugnante, revoltada…
Não tenho vergonha do ódio que me percorre o corpo quando sou espicaçada por alguém. Não tenho vergonha dos pensamentos que me ocorrem quando estou dominada por tão maus sentimentos. Não me odeio por causa disso, considero que é uma reacção “normal”. Odeio-me sim por não conseguir manter essa raiva e esse ódio vivos, por não conseguir manter sempre acesos os desejos de vingança, por ouvir a minha consciência e por tudo terminar depois de uns bons minutos de choro. Por terminar ali simplesmente sem a mínima luta, a mínima resistência… odeio-me por desistir!
Sou magoada constantemente pelas pessoas das quais era normal esperar protecção. Sou usada e manipulada por aqueles que amo cegamente e por isso fazem de mim o que querem… Em relação a estes, faço juras de que nunca mais os voltarei a perdoar, de que nunca mais confiarei neles, de que nunca mais permitirei que a amor cego me leve a ser novamente usada… desejava ser forte o suficiente para conseguir manter estas promessas. Não me odeio por tentar coisas destas pois acho que tenho o direito de querer tentar já que ninguém merece ser usado e maltratado. Odeio-me sim quando acabo por quebrar todas essas promessas que me levam a cair sempre nos mesmos erros e a sofrer sempre pelos mesmos motivos… odeio-me por ser demasiado fraca!
Em determinados momentos, espero das pessoas que me rodeiam, coisas/atitudes que não me podem dar. Que não me dão, não porque não querem mas porque simplesmente não adivinham qual o gesto, a palavra, a atitude certa de que estou à espera. Odeio-me por ser tão insatisfeita, por ser tão exigente!
Faço muitas vezes asneiras que prejudicam pessoas que amo. Digo muitas vezes, às pessoas de quem mais gosto, coisas que não se dizem a ninguém. Tenho, muitas vezes, atitudes irreflectidas que magoam as pessoas que para mim são importantes…
Sou uma parva que acredita que as pessoas são todas um poço de bondade…
Sou demasiado calculista para gozar em pleno os momentos de felicidade…
Sou uma pessoa imperfeita… odeio todas estas minhas facetas!
Odeio-me…
Neste momento, odeio-me!
quarta-feira, 18 de março de 2009
Olhares de Hoje...
Já não me adapto ao meu mundo, a minha realidade já não me satisfaz! Acho que cresci e já não me encaixo mais aqui…
Decidi…
Cortei laços, terminei tarefas…
Parti…
A minha mala vai esvaziada de tudo o que me liga à infelicidade, à incerteza, aos anseios… nela levo apenas as boas recordações e as memórias… os planos para o futuro…
Vou para onde? Não o sei, não fiz plano de viagem, não tenho destino, sei apenas o que procuro, do que necessito…
Procuro o conhecimento, os amores primaveris que não vivi, as amizades que se foram com o vento, a felicidade que se perdeu no turbilhão das emoções!
Necessito de uma alma nova, dum novo espírito, de uma nova vida…
Vou deambular pelo mundo, procurar experiências, reconstruir a minha fortaleza, fortificar esperanças, rejuvenescer sentimentos… vou caminhar até encontrar o que procuro…
É este o meu principal projecto… o futuro é o único lado para onde olho antes de atravessar a rua hoje!
Decidi…
Cortei laços, terminei tarefas…
Parti…
A minha mala vai esvaziada de tudo o que me liga à infelicidade, à incerteza, aos anseios… nela levo apenas as boas recordações e as memórias… os planos para o futuro…
Vou para onde? Não o sei, não fiz plano de viagem, não tenho destino, sei apenas o que procuro, do que necessito…
Procuro o conhecimento, os amores primaveris que não vivi, as amizades que se foram com o vento, a felicidade que se perdeu no turbilhão das emoções!
Necessito de uma alma nova, dum novo espírito, de uma nova vida…
Vou deambular pelo mundo, procurar experiências, reconstruir a minha fortaleza, fortificar esperanças, rejuvenescer sentimentos… vou caminhar até encontrar o que procuro…
É este o meu principal projecto… o futuro é o único lado para onde olho antes de atravessar a rua hoje!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Os dias de luar...
Ultimamente tenho-me encontrado muito pensativa…
Dias, como os de hoje, que custam a passar, trazem com eles grandes dúvidas, grandes receios…
Já é de noite e o céu apresenta uma beleza invejável….
Como a necessidade de acalmar o espírito é grande decidi sentar-me nas escadas da varanda a admirar o luar penetrante e envolvente que irradia luz e parece acalmar-me…
Aqui sentada vou fazendo um resumo do dia…
Ao início da tarde, fui ferozmente atacada pela ansiedade. Chegaram depois, com o pôr-do-sol, o desespero e o receio de fracasso que me devoraram as forças e, agora enquanto estou aqui sentada, sinto-me a ser invadida pelas questões de sempre, pelas reflexões acerca do funcionamento do mundo, do carácter do ser humano …
Estes pensamentos, estas reflexões, as conclusões… Muitas revoltam-me, outras espantam-me, muitas, ou mesmo a maioria, trazem-me medo, insegurança, desconhecimento…
Não sei nada, não sabemos nada de nós, dos outros, do mundo…
No meio destes meus momentos questiono-me, tento descobrir porque raio penso nestas coisas todas que me entopem a mente e me deixam com uma sensação de impotência, de invalidez, que me deixam de rastos e sem forças, consomem-me a alma e devoram-me aos poucos… Isto é definitivamente desagradável e doloroso…
Será que é porque sou diferente?
Será que sou a única que pensa nestas coisas?
Se penso nisto por ser diferente, será que ser diferente é bom?
Questiono-me… tenho perdido muito tempo a questionar-me…
Respostas?
Será que é porque sou igual a todos os outros que não as encontro?
Dias, como os de hoje, que custam a passar, trazem com eles grandes dúvidas, grandes receios…
Já é de noite e o céu apresenta uma beleza invejável….
Como a necessidade de acalmar o espírito é grande decidi sentar-me nas escadas da varanda a admirar o luar penetrante e envolvente que irradia luz e parece acalmar-me…
Aqui sentada vou fazendo um resumo do dia…
Ao início da tarde, fui ferozmente atacada pela ansiedade. Chegaram depois, com o pôr-do-sol, o desespero e o receio de fracasso que me devoraram as forças e, agora enquanto estou aqui sentada, sinto-me a ser invadida pelas questões de sempre, pelas reflexões acerca do funcionamento do mundo, do carácter do ser humano …
Estes pensamentos, estas reflexões, as conclusões… Muitas revoltam-me, outras espantam-me, muitas, ou mesmo a maioria, trazem-me medo, insegurança, desconhecimento…
Não sei nada, não sabemos nada de nós, dos outros, do mundo…
No meio destes meus momentos questiono-me, tento descobrir porque raio penso nestas coisas todas que me entopem a mente e me deixam com uma sensação de impotência, de invalidez, que me deixam de rastos e sem forças, consomem-me a alma e devoram-me aos poucos… Isto é definitivamente desagradável e doloroso…
Será que é porque sou diferente?
Será que sou a única que pensa nestas coisas?
Se penso nisto por ser diferente, será que ser diferente é bom?
Questiono-me… tenho perdido muito tempo a questionar-me…
Respostas?
Será que é porque sou igual a todos os outros que não as encontro?
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Porque de uma forma ou outra era impossível que não me marcasses…
Á já algum tempo que procuro respostas…
O que foi aquilo que nós tivemos?
Foi amor?
Com que intensidade nos entregávamos sempre que o desejo nos levava do beijo ao toque, do toque…?
Chegamos a ser um só, por escassos minutos que fossem?
Os sermões por causa dos atrasos a chegar a casa, os desvios feitos para matar um sentimento que não sei se existiu valeram a pena?
O que se passou connosco?
Pelo menos diz-me que foi real… foi não foi?
Tanta coisa ficou por esclarecer…
Ainda hoje dou comigo naqueles dias em que, como hoje o sono tarda em chegar, a pensar nisto tudo, na nossa história.
Gostava de saber como a recordas… como uma boa experiência ou como um passatempo? Com saudade ou pelo contrário nem sequer te lembras que um “nós” existiu?
Recordo principalmente os fins de tarde, os beijos trocados debaixo das estrelas, os encontros marcados à última hora porque já não era possível aguentar aquela vontade que nos consumia a alma, as mil mensagens trocadas com palavras meigas, calorosas, intensas, carregadas de desejo… palavras que marcaram e deixaram saudade (esta sim sei que existe e é real, porque a dor não me permite dúvidas) …
Saudade e recordações, experiências e crescimento… pelo menos para uma pergunta tenho resposta: valeu a pena sim, mesmo que agora doa é só de vez em quando, enquanto os bons momentos foram muitos…
Às vezes ainda me lembro de ti…
Às vezes tenho saudades…
Gostava só que soubesses que eu…
O que foi aquilo que nós tivemos?
Foi amor?
Com que intensidade nos entregávamos sempre que o desejo nos levava do beijo ao toque, do toque…?
Chegamos a ser um só, por escassos minutos que fossem?
Os sermões por causa dos atrasos a chegar a casa, os desvios feitos para matar um sentimento que não sei se existiu valeram a pena?
O que se passou connosco?
Pelo menos diz-me que foi real… foi não foi?
Tanta coisa ficou por esclarecer…
Ainda hoje dou comigo naqueles dias em que, como hoje o sono tarda em chegar, a pensar nisto tudo, na nossa história.
Gostava de saber como a recordas… como uma boa experiência ou como um passatempo? Com saudade ou pelo contrário nem sequer te lembras que um “nós” existiu?
Recordo principalmente os fins de tarde, os beijos trocados debaixo das estrelas, os encontros marcados à última hora porque já não era possível aguentar aquela vontade que nos consumia a alma, as mil mensagens trocadas com palavras meigas, calorosas, intensas, carregadas de desejo… palavras que marcaram e deixaram saudade (esta sim sei que existe e é real, porque a dor não me permite dúvidas) …
Saudade e recordações, experiências e crescimento… pelo menos para uma pergunta tenho resposta: valeu a pena sim, mesmo que agora doa é só de vez em quando, enquanto os bons momentos foram muitos…
Às vezes ainda me lembro de ti…
Às vezes tenho saudades…
Gostava só que soubesses que eu…
A minha caixinha…
Com receio, com medo e até com alguma angústia avancei com a minha decisão…
Porque já estava na altura de a enfrentar, hoje abri na caixinha das recordações uma frecha que me permitisse espreitar um pouco…
Tantas foram as coisas que guardei lá dentro. Coisas boas, coisas más… coisas que me marcaram. Passeios, abraços, beijos, fotografias, mensagens, presentes… mas o que mais lá tem são momentos. Esses evitei-os porque ainda tenho medo de os olhar.
É a caixinha do sorriso, a caixinha das lágrimas… é a minha caixinha, a minha história.
Sei quais serão as consequências deste breve momento de felicidade…
…
A nostalgia entranhou-se no meu coração, instalou-se juntamente com o desejo de repetir e já me levou às lágrimas.
Para a maioria das pessoas abrir as suas caixinhas significa (re)viver, para mim significa sofrer…
Recordar devolve-nos o sorriso?
- Sim, naquele momento sim!
Esse pequeno momento dá-nos forças para suportar a saudade que depois se instala em nós?
- A mim não!
Mas vale a pena?
- Às vezes… depende das recordações que escolhemos para reviver…
Porque já estava na altura de a enfrentar, hoje abri na caixinha das recordações uma frecha que me permitisse espreitar um pouco…
Tantas foram as coisas que guardei lá dentro. Coisas boas, coisas más… coisas que me marcaram. Passeios, abraços, beijos, fotografias, mensagens, presentes… mas o que mais lá tem são momentos. Esses evitei-os porque ainda tenho medo de os olhar.
É a caixinha do sorriso, a caixinha das lágrimas… é a minha caixinha, a minha história.
Sei quais serão as consequências deste breve momento de felicidade…
…
A nostalgia entranhou-se no meu coração, instalou-se juntamente com o desejo de repetir e já me levou às lágrimas.
Para a maioria das pessoas abrir as suas caixinhas significa (re)viver, para mim significa sofrer…
Recordar devolve-nos o sorriso?
- Sim, naquele momento sim!
Esse pequeno momento dá-nos forças para suportar a saudade que depois se instala em nós?
- A mim não!
Mas vale a pena?
- Às vezes… depende das recordações que escolhemos para reviver…
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Tenho medo do escuro... !
Estou sempre sozinha quando começo a senti-la.
Vejo-a aproximar-se…
Não sei se aguento mais uma vez, não sei se desta vez sobreviverei…
Quando chega ao pé de mim começa a olhar-me… Ela sabe que me tornei fraca, que sou agora uma presa fácil mas mesmo assim prefere fazer-me sofrer…
Usa sempre a mesma arma, a mesma estratégia… o seu silêncio!
Começa a torturar-me, faz-me relembrar, obriga-me a admitir fraquezas, dá-me a conhecer defeitos obscuros e negros…
Ela sabe que tenho medo do escuro, que detesto a solidão, ela sabe que fico sempre a pensar naquilo que ela própria me impõe enquanto me tortura e então, depois de se certificar que ficarei a castigar-me a mim própria, abandona-me…
Essa é a parte que mais custa…
A dor que fica é por vezes tão grande que parece não caber no peito, as emoções são tão intensas que parecem entupir-me o cérebro impedindo-me de pensar em outras coisas, o aperto no coração chega a impedir-me de respirar… Como é insuportável!!
Nasce um novo dia… Com ele vem a luz e lá se vai o medo, pessoas e acaba-se a solidão… no entanto, quando as marcas da escuridão ainda são visíveis no novo dia eles perguntam-me se estou bem, o que tenho mas algo me impede de falar… até durante o dia ela tem poder sobre mim.
O dia corre bem… boa disposição, um quase esquecimento, distracção… sou aparentemente feliz!
Conheço esta sensação…
Cheguei a casa, fim do dia… avisto-a a dirigir-se lentamente…
Vejo-a aproximar-se…
Não sei se aguento mais uma vez, não sei se desta vez sobreviverei…
Quando chega ao pé de mim começa a olhar-me… Ela sabe que me tornei fraca, que sou agora uma presa fácil mas mesmo assim prefere fazer-me sofrer…
Usa sempre a mesma arma, a mesma estratégia… o seu silêncio!
Começa a torturar-me, faz-me relembrar, obriga-me a admitir fraquezas, dá-me a conhecer defeitos obscuros e negros…
Ela sabe que tenho medo do escuro, que detesto a solidão, ela sabe que fico sempre a pensar naquilo que ela própria me impõe enquanto me tortura e então, depois de se certificar que ficarei a castigar-me a mim própria, abandona-me…
Essa é a parte que mais custa…
A dor que fica é por vezes tão grande que parece não caber no peito, as emoções são tão intensas que parecem entupir-me o cérebro impedindo-me de pensar em outras coisas, o aperto no coração chega a impedir-me de respirar… Como é insuportável!!
Nasce um novo dia… Com ele vem a luz e lá se vai o medo, pessoas e acaba-se a solidão… no entanto, quando as marcas da escuridão ainda são visíveis no novo dia eles perguntam-me se estou bem, o que tenho mas algo me impede de falar… até durante o dia ela tem poder sobre mim.
O dia corre bem… boa disposição, um quase esquecimento, distracção… sou aparentemente feliz!
Conheço esta sensação…
Cheguei a casa, fim do dia… avisto-a a dirigir-se lentamente…
sábado, 14 de fevereiro de 2009
A história de uma menina… (continuação)
Voltou a sangrar…
A menina do espelho que ultimamente tenho encontrado bem-disposta e sorridente teve uma recaída…
Veio ter comigo e fiquei apavorada quando vi dos seus olhos caírem, outra vez, lágrimas que ainda nascem da mesma fonte, aquela maldita ferida…
Aterrorizada pediu-me que a escutasse pois não conseguia falar com ninguém…
Dizia-me que tinha o coração apertado, pesado… que lhe doía e que queria arrancá-lo para que simplesmente deixasse de sentir.
Não soube o que fazer com ela, nem sequer reagir perante o olhar profundamente triste daquela miúda que estava ao pé de mim… deixei-a simplesmente ir e perder-se naquele sofrimento…
Como me arrependo…
Continuo a observá-la diariamente e vejo que ela tenta libertar-se, assisto a cada sorriso seu, com o qual tenta afastar a dor e a escuridão do olhar, à persistência e à força que tem para carregar todos os dias aquele peso e aquela mágoa que me confessou…
Assisto às suas recaídas, ao mau humor e à agressividade que aquela ferida lhe provoca de cada vez que decide sangrar…
Assisto e sei que não faço muito! Pergunto-me: como é que posso ter consciência disto e mesmo assim não conseguir reagir?
Menina tens que deixar de ter medo e arriscar, libertares-te desses pensamentos e sentimentos, reagir…
Gostaria de ver-te vencer essa ferida que já à muito dura…
Força menina!! Só mais um passo, e outro, e mais outro…
Um dia ela cicatrizará e o teu sorriso, embora privado da inocência, será pelo menos novamente puro… Acredita !!
A menina do espelho que ultimamente tenho encontrado bem-disposta e sorridente teve uma recaída…
Veio ter comigo e fiquei apavorada quando vi dos seus olhos caírem, outra vez, lágrimas que ainda nascem da mesma fonte, aquela maldita ferida…
Aterrorizada pediu-me que a escutasse pois não conseguia falar com ninguém…
Dizia-me que tinha o coração apertado, pesado… que lhe doía e que queria arrancá-lo para que simplesmente deixasse de sentir.
Não soube o que fazer com ela, nem sequer reagir perante o olhar profundamente triste daquela miúda que estava ao pé de mim… deixei-a simplesmente ir e perder-se naquele sofrimento…
Como me arrependo…
Continuo a observá-la diariamente e vejo que ela tenta libertar-se, assisto a cada sorriso seu, com o qual tenta afastar a dor e a escuridão do olhar, à persistência e à força que tem para carregar todos os dias aquele peso e aquela mágoa que me confessou…
Assisto às suas recaídas, ao mau humor e à agressividade que aquela ferida lhe provoca de cada vez que decide sangrar…
Assisto e sei que não faço muito! Pergunto-me: como é que posso ter consciência disto e mesmo assim não conseguir reagir?
Menina tens que deixar de ter medo e arriscar, libertares-te desses pensamentos e sentimentos, reagir…
Gostaria de ver-te vencer essa ferida que já à muito dura…
Força menina!! Só mais um passo, e outro, e mais outro…
Um dia ela cicatrizará e o teu sorriso, embora privado da inocência, será pelo menos novamente puro… Acredita !!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Cicatrizes... nem sempre totalmente curadas !
Hoje não gosto de ninguém! – Declaro eu com a máxima convicção que consigo…
Aquela nossa última discussão, os nossos últimos dias têm dado cabo de mim…
Reagi mal e se calhar não tinha motivos para tal? Se calhar não mas esse teu egocentrismo mesquinho é insuportável, não paras para perguntar se estou bem e atacas-me sempre nos momentos em que estou mais vulnerável…
Não tem sido fácil lidar comigo? Oh, eu sei que não, a agressividade está presente em cada palavra, em cada gesto meu, mas acho que é teu dever tentar, pelo menos, ajudar-me…
Dizes tu que me conheces… Terias lidado melhor com a situação se, efectivamente me conhecesses, saberias que as minhas lágrimas são uma reacção normal e são provocadas por um conjunto infinito de factores. Não sabes nada sobre o que sinto, a forma como penso, não consegues adivinhar qual será a minha próxima reacção e pior que isso, usas uma imagem estereotipada para me definires banalizando completamente a pessoa que sou!
Bolas, já nem eu te conheço…
Já nem te consigo amar com a mesma intensidade mas aí acho que a culpa nem é muito tua!
As nossas discussões, os nossos insultos… dizes-me para não ligar, que já devia saber como és e que só dizes aquelas coisas porque estás nervoso… tudo isso desperta em mim um sentimento de afastamento. Eu não queria, eu não quero mas acho que me estou a afastar de muita gente…
Tenho medo do sofrimento e por isso sempre que o pressinto fujo dele!
Porquê tentar acreditar que pelo menos durante um dia não gosto de ninguém? Porque durante um dia que fosse não ia ter que viver assustada com a probabilidade de ser magoada, de ser maltratada, afinal de contas as pessoas de quem gostamos são as que mais nos magoam não são?!
Aquela nossa última discussão, os nossos últimos dias têm dado cabo de mim…
Reagi mal e se calhar não tinha motivos para tal? Se calhar não mas esse teu egocentrismo mesquinho é insuportável, não paras para perguntar se estou bem e atacas-me sempre nos momentos em que estou mais vulnerável…
Não tem sido fácil lidar comigo? Oh, eu sei que não, a agressividade está presente em cada palavra, em cada gesto meu, mas acho que é teu dever tentar, pelo menos, ajudar-me…
Dizes tu que me conheces… Terias lidado melhor com a situação se, efectivamente me conhecesses, saberias que as minhas lágrimas são uma reacção normal e são provocadas por um conjunto infinito de factores. Não sabes nada sobre o que sinto, a forma como penso, não consegues adivinhar qual será a minha próxima reacção e pior que isso, usas uma imagem estereotipada para me definires banalizando completamente a pessoa que sou!
Bolas, já nem eu te conheço…
Já nem te consigo amar com a mesma intensidade mas aí acho que a culpa nem é muito tua!
As nossas discussões, os nossos insultos… dizes-me para não ligar, que já devia saber como és e que só dizes aquelas coisas porque estás nervoso… tudo isso desperta em mim um sentimento de afastamento. Eu não queria, eu não quero mas acho que me estou a afastar de muita gente…
Tenho medo do sofrimento e por isso sempre que o pressinto fujo dele!
Porquê tentar acreditar que pelo menos durante um dia não gosto de ninguém? Porque durante um dia que fosse não ia ter que viver assustada com a probabilidade de ser magoada, de ser maltratada, afinal de contas as pessoas de quem gostamos são as que mais nos magoam não são?!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
A invasão daquele silêncio detestável…!
No meu quarto, o meu mundo, até nele o silêncio da noite é imperfeito…
Sentada na cama o som da chuva embala-me melodiosamente e os meus pensamentos fervilham a toda a velocidade…
A noite já vai alta e eu não consigo desligar, tudo porque hoje não consegui fechar a porta ao mundo exterior e ele aproveitou para invadir o meu espaço de descanso enchendo-o com um silêncio perturbador…
Como será o dia de amanhã? Que surpresas trará? …
A ansiedade começa a despertar em mim aquela irritação detestável, a irritação leva-me ao nervosismo, o nervosismo acaba por me levar ao desespero… fico aterrorizada, sinto-me fraca, um resto de nada de um ser humano…
Tento acalmar-me, respirar fundo, pensar em coisas boas mas este silêncio perturbador obriga-me a estar sempre activa como se estivesse que estar alerta.
Acabo de encontrar uma possível solução: posso sempre ter um ataque de histeria, mandar tudo pelo ar e bater com a porta mesmo em cheio na cara desse mundo que tantas vezes se tem feito convidado do meu trazendo com ele outros convidados pouco agradáveis…
Solução posta em prática…
…
…
…
Depois da tentativa espero…
Hei-de conseguir vencê-lo e finalmente acalmar-me até ao ponto de me conseguir desligar…
A ar está mais leve… os pensamentos são menos frequentes, o desespero reduziu-se à ansiedade e mesmo essa está agora mais controlável …
…
Finalmente, eu e o meu mundo completamente sós…!
Sentada na cama o som da chuva embala-me melodiosamente e os meus pensamentos fervilham a toda a velocidade…
A noite já vai alta e eu não consigo desligar, tudo porque hoje não consegui fechar a porta ao mundo exterior e ele aproveitou para invadir o meu espaço de descanso enchendo-o com um silêncio perturbador…
Como será o dia de amanhã? Que surpresas trará? …
A ansiedade começa a despertar em mim aquela irritação detestável, a irritação leva-me ao nervosismo, o nervosismo acaba por me levar ao desespero… fico aterrorizada, sinto-me fraca, um resto de nada de um ser humano…
Tento acalmar-me, respirar fundo, pensar em coisas boas mas este silêncio perturbador obriga-me a estar sempre activa como se estivesse que estar alerta.
Acabo de encontrar uma possível solução: posso sempre ter um ataque de histeria, mandar tudo pelo ar e bater com a porta mesmo em cheio na cara desse mundo que tantas vezes se tem feito convidado do meu trazendo com ele outros convidados pouco agradáveis…
Solução posta em prática…
…
…
…
Depois da tentativa espero…
Hei-de conseguir vencê-lo e finalmente acalmar-me até ao ponto de me conseguir desligar…
A ar está mais leve… os pensamentos são menos frequentes, o desespero reduziu-se à ansiedade e mesmo essa está agora mais controlável …
…
Finalmente, eu e o meu mundo completamente sós…!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Realidades!!

Compras, presentes, embrulhos, dinheiro…
Natal…
Passagem de ano…
Dias que são de alegria, dias em que se reúnem as famílias… dias que para eles são normais!
Aos 9, 10, 11 anos… qual é a criança que já errou tanto ao ponto de ser castigada com as infinitas e horrendas barbáries a que assistimos diariamente?
Exploração infantil, pedofilia, violência… assistimos e nada fazemos (ou pelo menos não fazemos o suficiente)!
A sociedade actual revolta-me, parece-me estar doente…
Tornámo-nos egoístas, competitivos… vivemos cegos e a nossa pressa é tanta que não paramos para olhar duas vezes e para dar valor ao que realmente é importante… depois admiram-se que as crianças olhem para esta época como sinónimo de festas, presentes… são eles próprios que criam esta mentalidade que cada vez me parece mais retrógrada.
Fartamo-nos de nos queixar, agora com a crise à porta, que neste natal temos que economizar nos presentes, que este natal vai ser complicado… a mim não me parece que os nossos natais sejam, ou tenham sido, complicados se não o que chamaríamos a um natal “ao som do ricochete das balas, em vez do sino das renas?” o que chamaríamos a um natal em que “o choro da fome substituí o OH OH OH do pai natal?” Há coisas em que devemos realmente pensar…
Eu paro e penso muitas vezes nas mais diversas situações e casos que nos são apresentados… eu preocupo-me e gostava de fazer mais… sinto que tenho tanto para dar e ao mesmo tempo considero-me tão inútil.
Ajudar começa a revelar-se uma necessidade… necessidade que não tenho satisfeito e que me traz um sentimento enorme de frustração. Não tenho ajudado por minha culpa ou por culpa dos outros que não querem ou pensam não precisar da minha ajuda? Há questões que são complicadas…
Fazer alguém, alguém que fosse, sorrir seria, para mim, um bom presente de natal!
Talvez seja uma utopia mas eu acredito que criar um mundo diferente só depende de nós! Tenho razão não tenho? Então o que é que esperamos? Que alguém carregue na tecla Play para darmos início ao jogo??
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