sábado, 13 de junho de 2009

Injustiças... Não as suporto!!!

Hoje, enquanto estava a ver um blogue, encontrei um texto em que a autora falava/reflectia sobre o facto de que ter um diploma universitário nem sempre é sinónimo de que somos inteligentes porque as notas que muitas vezes os alunos têm não correspondem ao trabalho que fazem, etc., etc.
Este texto e em particular esta frase, que passo a citar: “Fico chocada com a postura das instituições que lidam com o conhecimento como se este fosse um produto de mercado, e, para se manterem na lucratividade, são capazes de negociar o curriculo, a didática e as avaliações. Tudo para manter o cliente, mas sem preocupação nenhuma com o conhecimento e a qualificação dos profissionais que estão formando” fizeram-me lembrar uma situação com a qual me depararei ontem quando fui ver as minhas notas e que tanto me está a incomodar e a irritar.
A situação é a seguinte: andei eu um ano inteiro a esforçar-me minimamente, sim porque eu sei que não fiz o meu maior dos esforços, para conseguir tirar um 10 no final do ano a MACS, e lá consegui, e qual não é o meu espanto (melhor dizendo, nosso, porque a maioria da turma também ficou boquiaberta) quando vi que o pior aluno da turma, que tirou negativa nos dois períodos anteriores (só não sei se foi 8 ou 9) e que não fez o único teste que tivemos no 3º período (note-se que não o fez não porque esteve doente ou algo do género. Ele esteve na sala no dia do teste e pôs o nome no enunciado só não o fez porque estava a cair de sono por andar a semana inteira na festa da queima das fitas) e chegou ao fim do ano e o professor deu-lhe 11valores. Este aluno teve um valor a mais do que eu que, durante todo o ano, tirei melhores notas do que ele e que tirei 7,2 valores no último teste em que ele tirou 0 valores. O mesmo se passou na disciplina de Filosofia em que o menino tinha notas para levar no máximo um 9 no final do ano e a professora lá lhe deu um 11, só para “se livrar dele porque já devia andar na universidade”, mas quanto a esta nota não estou muito incomodada porque a minha classificação foi muito superior à dele (e foi bem merecida).
O meu problema não é o achar que também merecia um 11, sei perfeitamente que as minhas notas dos testes e trabalhos e o meu desempenho estão bem avaliados com o nível 10, o que me incomoda mesmo é o facto de ele ter tirado 1 valor a mais do que eu. Ele não está sequer ao meu nível quanto mais um valor a cima. Se ele tivesse tido um 10 como eu, se calhar, não estava tão irritada, mas se o beneficiaram para ele poder ir a exame e fazer as disciplinas porque é que não aumentaram um valor a todos os outros? No meu caso, se tivesse tido um 11 ia a exame com média de 12 e podia tirar 9 no exame para manter a mesma nota, assim, com o 10 que tenho vou a exame com 11 e para manter esse 11 tenho que tirar, pelo menos, 10. Se o exame me corre mal e tiro 9, fico com média final de 10, ou seja desço um valor na minha média de final de ano, coisa que não aconteceria se fosse a exame com média de 12.
Muitos podem pensar: “Eia, reclamar por causa de um valor”, a eles pergunto-lhes: Num universo em uma décima dita se entramos ou não num determinado curso e numa determinada universidade o que será que um valor pode fazer? Se tivessem dificuldades a um certa disciplina e se outro vosso colega também tivesse mas, ao contrário de vocês, que fizeram um esforço, perdendo tempo a estudar, a tentar estar atento nas aulas, etc. ele estivesse constantemente a faltar às aulas, não fizessem nenhum exercício durante as aulas, não tivesse feito nunca os tpc’s e nos testes tirasse notas piores que as vossas e mesmo assim ele no fim do ano conseguia tirar um valor a mais do que vocês como é que ficavam?
Sei que a nota não foi só dada pelo professor da disciplina (assim como a de Filosofia). A nota foi votada por todos os professores que quiseram passar o menino por ele já ter reprovado muitas vezes e porque já devia andar na universidade. Este conselho de turma passou um aluno “sem preocupação nenhuma com o conhecimento e a qualificação dos profissionais que estão formando.” Este aluno à disciplina de MACS ficou com os mesmos conhecimentos que tinha no início do ano e, nesta e na disciplina de Filosofia, com uma classificação que não corresponde ao trabalho que desenvolveu e/ou é capaz de desenvolver, agora, imaginando que ele na universidade têm estas mesmas disciplinas, o que será deste aluno?
Esta situação está a incomodar-me seriamente, fico irritada só de falar e pensar no assunto, o pior é que, agora que ainda falta fazer o exame nacional, sempre que começo a estudar lembro-me desta situação que me desmotiva completamente.
Não consigo encontrar nenhuma explicação que me diga porque é que, já que o quiseram beneficiar, porque é que não fizeram o mesmo com todos os outros alunos?
Não encontro resposta, mas vou procurá-la. Não vou “engolir” esta situação sem pelo menos obter algumas justificações que me sosseguem. Não vou pôr nenhum recurso porque não posso usar a justificação do “ se ele teve esta nota eu mereço ter uma igual” e a verdade é que o meu 10 é a nota adequada ao meu desempenho, mas vou “fazer barulho”, nem que seja pelo menos escrever uma carta ao ministério da educação, recolher assinaturas de todos os alunos da turma e explicar como é que a ESA teve este ano, pelo menos, mais um aluno que faz parte da taxa de sucesso e que devia fazer parte da taxa de reprovações (e que quase aposto, não foi o único)!

Um comentário:

Carina Costa disse...

A propósito, e só para quem tiver curiosidade de saber, tirei 15 valores no exame para o qual me matei a estudar porque decidi provar o que realmente valia e, o tal menino em questão, reprovou no exame, o que, e sem querer ser mázinha, até me agradou saber :D