
Compras, presentes, embrulhos, dinheiro…
Natal…
Passagem de ano…
Dias que são de alegria, dias em que se reúnem as famílias… dias que para eles são normais!
Aos 9, 10, 11 anos… qual é a criança que já errou tanto ao ponto de ser castigada com as infinitas e horrendas barbáries a que assistimos diariamente?
Exploração infantil, pedofilia, violência… assistimos e nada fazemos (ou pelo menos não fazemos o suficiente)!
A sociedade actual revolta-me, parece-me estar doente…
Tornámo-nos egoístas, competitivos… vivemos cegos e a nossa pressa é tanta que não paramos para olhar duas vezes e para dar valor ao que realmente é importante… depois admiram-se que as crianças olhem para esta época como sinónimo de festas, presentes… são eles próprios que criam esta mentalidade que cada vez me parece mais retrógrada.
Fartamo-nos de nos queixar, agora com a crise à porta, que neste natal temos que economizar nos presentes, que este natal vai ser complicado… a mim não me parece que os nossos natais sejam, ou tenham sido, complicados se não o que chamaríamos a um natal “ao som do ricochete das balas, em vez do sino das renas?” o que chamaríamos a um natal em que “o choro da fome substituí o OH OH OH do pai natal?” Há coisas em que devemos realmente pensar…
Eu paro e penso muitas vezes nas mais diversas situações e casos que nos são apresentados… eu preocupo-me e gostava de fazer mais… sinto que tenho tanto para dar e ao mesmo tempo considero-me tão inútil.
Ajudar começa a revelar-se uma necessidade… necessidade que não tenho satisfeito e que me traz um sentimento enorme de frustração. Não tenho ajudado por minha culpa ou por culpa dos outros que não querem ou pensam não precisar da minha ajuda? Há questões que são complicadas…
Fazer alguém, alguém que fosse, sorrir seria, para mim, um bom presente de natal!
Talvez seja uma utopia mas eu acredito que criar um mundo diferente só depende de nós! Tenho razão não tenho? Então o que é que esperamos? Que alguém carregue na tecla Play para darmos início ao jogo??
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