Voltou a sangrar…
A menina do espelho que ultimamente tenho encontrado bem-disposta e sorridente teve uma recaída…
Veio ter comigo e fiquei apavorada quando vi dos seus olhos caírem, outra vez, lágrimas que ainda nascem da mesma fonte, aquela maldita ferida…
Aterrorizada pediu-me que a escutasse pois não conseguia falar com ninguém…
Dizia-me que tinha o coração apertado, pesado… que lhe doía e que queria arrancá-lo para que simplesmente deixasse de sentir.
Não soube o que fazer com ela, nem sequer reagir perante o olhar profundamente triste daquela miúda que estava ao pé de mim… deixei-a simplesmente ir e perder-se naquele sofrimento…
Como me arrependo…
Continuo a observá-la diariamente e vejo que ela tenta libertar-se, assisto a cada sorriso seu, com o qual tenta afastar a dor e a escuridão do olhar, à persistência e à força que tem para carregar todos os dias aquele peso e aquela mágoa que me confessou…
Assisto às suas recaídas, ao mau humor e à agressividade que aquela ferida lhe provoca de cada vez que decide sangrar…
Assisto e sei que não faço muito! Pergunto-me: como é que posso ter consciência disto e mesmo assim não conseguir reagir?
Menina tens que deixar de ter medo e arriscar, libertares-te desses pensamentos e sentimentos, reagir…
Gostaria de ver-te vencer essa ferida que já à muito dura…
Força menina!! Só mais um passo, e outro, e mais outro…
Um dia ela cicatrizará e o teu sorriso, embora privado da inocência, será pelo menos novamente puro… Acredita !!
Um comentário:
Tirei esta metáfora de um site que estava a ler.
Lê e pensa, aceitando as limitações que nos temos, a mudança é sempre possível e o "oceano", as vezes, está ali ao nosso lado.
"A carpa
A carpa japonesa tem a capacidade natural de crescer de acordo com o tamanho do seu ambiente. Assim, num pequeno tanque, ela geralmente não passa de cinco ou sete centímetros -- mas pode atingir três vezes esse tamanho, se colocada num lago.
Da mesma maneira, as pessoas têm a tendência de crescer de acordo com o ambiente que as cerca. Só que, neste caso, não estamos falando de características físicas, mas de desenvolvimento emocional, espiritual e intelectual.
Enquanto a carpa é obrigada, para seu próprio bem, a aceitar os limites do seu mundo, nós estamos livres para estabelecer as fronteiras de nossos sonhos.
Se somos um peixe maior do que o tanque em que fomos criados, em vez de nos adaptarmos a ele, devemos buscar o oceano -- mesmo que a adaptação inicial seja desconfortável e dolorosa.
Pense nisto. Existe um oceano esperando por você."
Autor desconhecido
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