sábado, 3 de dezembro de 2011

Agora sei que o amor é o mais belo sentimento do mundo!

Um dia escrevi, a propósito de um assunto completamente diferente, que vou ter de aprender que não, não se dá tudo o que temos só porque se ama, como se diz por aí, porque depois, quando acaba, tudo o que demos vai junto também e com o que é que ficamos de inteiramente nosso? e estava aqui a pensar, aliás, tenho pensado nisso muitas vezes, que de ti não sei guardar nada, não te sei dar menos do que tudo! 
Estava decidida a seguir esta filosofia quando entraste na minha vida, tinha até outras quantas que jurava nunca abandonar porque acreditava que só assim estaria protegida de acabar com o coração aos pedacinhos, mas desde que  me começaste a conquistar, a minha muralha foi caindo aos pouquinhos, as minhas convicções foram-se esbatendo, as minhas atitudes foram-se alterando. Tens noção do que fizeste comigo?
Resta-me esperar que isto nunca mais acabe, porque se não, tenho a certeza que vou ficar um caco, porque de inteiramente meu não tenho nada! 
Sabes que sou assim um bocadinho para o demasiado racionalista e que vivo com uma insegurança tremenda escondida acerca do que será de nós e de se o amor tem realmente a força e o poder que dizem que tem, mas quero acreditar, e acredito mesmo, em nós! Quero construir uma vida contigo! Quero ser feliz contigo a meu lado, para sempre!  
Mas, e só para que fique registado, quero que saibas que se isto entre nós algum dia, por uma qualquer razão não resultar, quero que saibas que foste o homem que mais amei na minha vida e que me fez mais feliz, porque me mudaste de tal forma, porque me mostraste que não é preciso ter medo e que na vida tem de se saber arriscar porque se não nunca saberemos se não teremos desperdiçado uma oportunidade de sermos felizes. 
Nunca me arrependerei de um único segundo que partilhei contigo, nunca!
Agora sei que o amor é o mais belo sentimento do mundo! :D <3 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (17)

Este é um excerto retirado de uma entrevista feita a José Saramago, que tem sempre a sabedoria de saber traduzir com as palavras os sentimentos que lhe assombram a alma. 

Enfim, como é o retrato do poeta enquanto jovem aos 80 anos?

Sou uma pessoa feliz e ao mesmo tempo infeliz, ou pelo menos não tão feliz assim. Porque vivo neste mundo, vivemos todos, num mundo que não devia ser o que é. Não só injusto, mas cruel. Não percebo como é que após séculos, milénios até, de estudo, de cultura, ciência, arte, filosofia, de todas as maravilhas que ficaram por aí, somos esta espécie absolutamente desprezível. Neste sentido, desprezo-me a mim mesmo por lhe pertencer. Ah!, tem gente maravilhosa, tem heróis, tem santos… Tem, mas como não são eles que governam o mundo… A bondade hoje é alguma coisa que dá vontade de rir! E isso (basta-me pegar num jornal, saber o que se passa no mundo) dá-me um mal-estar todos os dias… Por isso, podemos dizer que esta casa é uma pequena ilha de harmonia onde vivem pessoas que estão bem e de bem uma com a outra; mas o mundo lá fora… Há quem vá vivendo conformado, ou dizendo que não pode fazer nada; outros, porém, em que, quase dá vontade de dizer: desgraçadamente, me incluo, não se conformam.

[Os seus livros] dão prazer e obrigam a pensar?

(…) o que é feito das grandes esperanças, da felicidade, da fraternidade universal? E o que é que se faz no sentido de modificar séria e responsavelmente tal situação? Por mim, escrevo porque me preocupo com umas quantas coisas fundamentais e penso que tenho de dizer. (…) A nossa vidinha não tem importância nenhuma, é preciso pensar em coisas maiores e mais importantes do que nós.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Pedaços de Mensagens Trocadas (10)

Tenho saudades destas conversas. Das nossas conversas. Compreendias-me, como poucos conseguem compreender! Sabias sempre o que dizer no momento e na altura certa.
Estou a precisar de acreditar em mim. De que serei capaz e de que tenho o que é preciso para aguentar isto até ao fim.

" - Acredita em ti e no que escolheste! Acredita mesmo."

- Tenho que acreditar, se não quem é que vai acreditar? 

" - Exacto. Tu mesma terás de acreditar em ti. Foi uma decisão tua, pensada, e agora concretizada. Logo, terás de lutar para que ela tenha sucesso   Eu sei que tu acreditas em ti. E eu acredito mesmo muito em ti.
Tens algo de muito especial dentro de ti, Carina. Eu sei que conseguirás tudo aquilo que desejares, mete isso na cabeça, mentaliza-te e conseguirás."

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Somos felizes por muitos motivos, mas esta felicidade tem um sabor especial! 6* :D



"Sempre tive um sonho e tinha cor azul-de-céu. O sonho era voar. Depressa me disseram que voar era impossível, daí terem inventado as asas de metal e turbinas. Não acreditei, porque algo me dizia que voar era possível... (...) Alguém me confessou, um dia, que as asas estão em nós, mas também suspensas a tudo o que os outros nos podem despertar. (...) Descobri que um sorriso faz voar um coração; um gesto faz voar um sentimento; uma noite faz voar memórias. O teu sorriso, os teus gestos, as tuas noites fazem-me voar. E é isso mais importante: os voos que consigo realizar contigo, nas nossas imperfeitas asas de cartão."

sábado, 15 de outubro de 2011

The 30 Day Photo Challenge (3)

The 30 day photo challenge

Day 03 - A picture of the cast from your favorite show


Porque me faz rir, porque me faz chorar, porque me faz perceber que não vivemos para sempre e não, não temos todo o tempo do mundo, porque nunca sabemos o que nos reserva o dia de amanhã, e por muuuuuitos outros motivos! :D

domingo, 18 de setembro de 2011

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (17)

O "Alta Definição", o programa da sic, fez ontem dois anos. Confesso que comecei à pouco tempo a interessar-me por este programa, e umas das primeiras entrevistas que me recordo, particularmente, é a da Marina Mota. Desde aí, até hoje, já houve outras tantas que, de uma forma ou de outra me marcaram. Mas, estava para aqui a ler uns registos que tenho no PC, e encontrei uma parte da entrevista da Marina que na altura gravei, e decidi hoje, não sei bem porquê, publica-lo nesta minha rubrica. Aqui fica:

Daniel Oliveira: Quantas vidas tem?

Marina - Só uma e dá-me imenso trabalho. A vida é uma coisa bonita, mas dá trabalho para ser vivida.

O que é que é mais difícil?
Lidar com a frontalidade, lidar com a mediocridade, lidar com a incompetência… Por outro lado, é maravilhoso ver o sol nascer, levarmos com o vento, ver o mar… há muita coisa boa, mais coisas boas do que más, eu acho!

Dizem, não sei se é verdade, a marina dir-me-á, tem mau feitio...
Eu acho que a maior parte das pessoas que diz isso não me conhece de facto. O meu mau feitio escora-se logo quando as pessoas me conhecem. Eu sou uma pessoa muito rigorosa, eu gosto muito da disciplina quando trabalho, gosto de educação, gosto de pontualidade e esse rigor, às vezes, incomoda, daí dizerem que eu tenho mau feitio.
As pessoas tem que saber o que querem na vida. Uma pessoa que se esconde, que pensa muito para não dizer o que acha, o que é correto, ou que pensa. Ou uma pessoa como eu, que diz o que pensa independentemente dos prejuízos ou das consequências que possa vir a ter.

Conviveu smp bem com as decisões que tomou ao longo da vida?
Sim, sempre muito bem. Aliás, é isso que me leva a pensar que não estou tão errada quanto isso, porque consigo dormir com muita tranquilidade e olho-me ao espelho com algum orgulho enquanto ser humano, enquanto pessoa.


Para mim, o palavrão, às vezes é mais um desabafo, uma palavra, construída com letras, não tem aquele significado tão mau quanto às vezes fazem parecer. (isto surgiu no seguimento de uma pergunta que não tenho anotada qual foi)

E é libertador?
É muito libertador, é mais libertador, mais saudável, alivia mais do que dizer “chiça”.

Nunca perdeu as forças?
Acho que sim, várias vezes. Por pouco tempo… à noite e tal, penso: não vou perder as forças, amanhã acordo melhor. Eu vergo, mas não torço, a não ser que me caia um tijolo. Eu não tenho do que me queixar, a vida tem sido maravilhosa comigo e há períodos menos agradáveis mas há gente em muito piores circunstancias. Nós queremos sempre mais, e eu não quero muito mais, estou muito bem como estou e se tiver que ter menos também terei, portanto, as futilidades a mim interessam-me pouco, nunca fui uma pessoa de ostentação e estou de muito bem com a vida. Obviamente, como qualquer ser humano, há coisas que nos magoam e que às vezes nos apanham em períodos de mais frágeis e precisamos de um carinho, de uma força, de um abraço, mas não é por aí que eu vou andar tristezinha, não, nada disso!

- É preciso uma generosidade imensa?
- Acho que Não!

- Não?
- Não. Isso acho que é o nosso grave defeito enquanto pessoas: acharmos que determinadas atitudes é ser bonzinho, não, isso é a nossa obrigação! eu acho que isso é uma coisa que deveria estar, quando acordamos, isso é natural, o anormal é o contrário. O normal é nós termos a consciência de que não podemos mudar o mundo: eu não posso dar comida a toda a gente que tem fome, não posso melhorar a vida a toda a gente, mas se cada um de nós pensar que aqui ao lado há uma pessoa, isto é tudo tão simples, não é nada de espantoso, acho que é tão básico. Essa coisa de ser generoso, não, não sou nada generosa, sou uma pessoa com defeitos, com virtudes, só não sou indiferente. Eu acho que ninguém deveria ser indiferente a coisa nenhuma.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Está decidido, ou quase. Desistir é que nunca! :)

É esquisito e assustador admitir mas, parece-me que tudo o que me acontece, de uma forma ou de outra, me marca. Sim, eu sei, é normal, marca a toda a gente, é por isso que as experiências que vivenciámos e os caminhos que escolhemos durante o nosso percurso pela estrada da vida fazem de nós a pessoa que somos. Eu sei disso! Mas a mim parece-me que no que toca a suportar experiências e escolhas de caminhos que se revelam errados, uns são mais fortes do que outros. Uns conseguem fazer com que isso não interfira na sua forma de ver e lidar com experiências e caminhos parecidos, e outros não conseguem deixar de se refugiarem e construir muralhas à sua volta, ter medo de arriscar outra vez, de dar outro passo em frente, de voltar a dar tudo o que se deu. Puros mecanismos de defesa de quem não consegue deixar que as coisas lhe passem ao lado.
Ontem pensei que quando tocasse numa bola outra vez, iria sentir de novo aquela sensação: aquela que me fez lutar, que me fez aguentar muitas coisas, que nunca me deixou desistir nas alturas em que era o que eu mais queria. Mas não, a sensação não apareceu. Fiquei sem saber o que pensar, sem saber como reagir, sem saber o que decidir!
Tenho medo do que possa ter acontecido a essa sensação, mas sei que preciso dela se a minha decisão for mesmo voltar a tentar. Agora, mais do que nunca, que estou cansada, que estou com receio, preciso dela para me aguentar, para voltar a travar as lutas e fazer os sacrifícios que sei que me vão ser exigidos.
Diziam-me, quando falava em desistir, que, às vezes, precisámos de estar um tempo afastados para percebermos que estamos só cansados, mas que continua a ser aquilo que queremos fazer…
Estava de rastos quando deixei de jogar em Junho, tinha dado muito de mim, tinha sacrificado muita coisa, tinha suportado demasiadas dores em todo o corpo, tinha aguentado mil e uma tempestades e ajudado a segurar o barco demasiadas vezes, mais do que as que as minhas forças permitiam. Tinha dado mais do que devia, mais do que tinha para dar, mas achei que era só cansaço, que passaria!
Dois meses se passaram e a vontade de tocar numa bola durante as idas ao rio, que já há três anos faziam parte do verão, tinham desaparecido e tinham sido substituídas pela indiferença ou pelo medo de qual seria a sensação que iria ter. Confesso que achei estranho, mas como o cansaço era das coisas que teimava em persistir, lá fui continuando a acreditar que precisava era de tempo e tudo se resolvia…
Ontem, quando não voltei a sentir aquela sensação, percebi que não é só o cansaço que está a estragar essa sensação, é o medo, a marquita que ficou de tudo o que se passou. Percebi que sou daquele género que se refugia e constrói muralhas à volta de si, que tem medo de voltar a dar o passo em frente, que tem medo de arriscar de novo e que, por isso, prefere não se mexer e ficar dentro da muralha que construiu, por achar que lá dentro está a salvo.
Mas desenganem-se os que pensam assim, porque essa muralha pode até proteger-nos de sermos novamente magoados ou desiludidos por outras pessoas, por outras coisas em que apostámos e não têm o efeito desejado, mas é muito mais perigoso porque ficamos sujeitos à auto tortura, à auto condenação e reprovação, o que é bem pior, acreditem!
Apesar de agora me sentir bem dentro da muralha que construí, sei que daqui a uns tempos me iria arrepender de não a ter quebrado e ter ido à luta. Mesmo sem ter as armas que tinha, mesmo sem ter a força e a vontade que tinha, parece-me que o mais correto é arriscar, fazer e ir até onde for capaz, porque a paixão sei que ainda a tenho e estou numa de aprender que as marquinhas que certas situações deixam em nós, servem é para as usarmos como exemplo, para acrescentar qualquer coisa de novo em nós e não para nos tirar a vontade de arriscar e de procurarmos aquilo que nos faz felizes…
Vou pegar no amor que sei que ainda tenho, porque nunca o irei perder, e vou à luta, sem ter muitas mais armas, mas é mesmo esse o objetivo: reconquistar a força e a motivação que trarão aquela sensação de volta!
Tenho perfeita noção dos tempos de avanços e recuos que me esperam, dos momentos de felicidade que volta e meia aparecem, mas também tenho noção que não quero desistir! Como se costuma dizer: “Seja o que deus quiser”!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

o que andamos a ler (6)

Terminei, já há algum tempo, de ler uma das minhas melhores aquisições, no que a livros diz respeito. Gostei mesmo muito de o ler, porque me fez rir, confesso que cheguei quase a chorar, em certas alturas, mas fez-me, sobretudo, refletir sobre muitos aspectos da vida.
Nuno Lobo Antunes é medico, e este livro, é basicamente, falando de uma forma muito genérica, o resumo da sua vida e do que envolve ser médico: lidar com a morte, com os sentimentos, com a doença... Simplesmente apaixonante! :)


"A vida é uma viagem, todos o sabemos. Navegação à vista que a rota não foi prevista e o mapa se vai revelando à medida que o tempo caminha. É desconhecido o destino, são incógnitos os portos, escassas as enseadas onde encontrar abrigo. O barqueiro tem uma venda, e cego, o barco prossegue arrastado por ventos e marés, ferido aqui e ali, por correntes e estolhos. Continuamos viagem sem saber bem o que nos guia e que porto demandamos. Pela minha parte, tento encontrar coerência no meu percurso, o sentido oculto, a harmonia que se deverá esconder por detrás de tudo. (...)

Para lhe dizer a verdade, no entanto, o que mais me aflige é a ideia de “preparação” para a morte de um filho. É como se houvesse um exercício psicológico de antevisão de perda, um refastelar na cadeira da dor, procurando acomodar o traseiro para minorar o sofrimento. É costume ouvir-se: “coitado, foi melhor assim; aquilo já não era viver, deixou de sofrer”. Curioso como a percepção muda quando se trata de suicídio. A dor mental, a tortura de um cérebro que se automutila até ao desespero, é julgada de natureza diferente, como se a doença psiquiátrica fosse da responsabilidade do doente, fraqueza de caracter, produto de uma alma menor. No entanto, o suicida é como o escorpião, que, vendo-se sem saída, e perante o fim menos doloroso, como os corpos que vimos despenharem-se das torres gémeas. Claro que para os outros as chamas que o ameaçam consumir são miragens, ilusões como pesadelos, que nós, pessoas despertas, sabemos serem estrangeiras à realidade. E, no entanto, não é assim, o fogo está lá porque não se extingue a dor da queimadura. Conheço pessoas inteligentes que têm desprezo pelos toxicodependentes ou por quem sofre de depressão. “Ergue-te e ambula” é a ordem para os fortes, os que valem a pena, que quem fica preso das suas dores não é soldado para a vida.

A linguagem era muitas vezes pitoresca. As mulheres, por exemplo, referiam-se a dois orifícios naturais como o da “serventia” (ânus), e o da “servidão” (vagina). Faziam referencia ao período menstrual como estando “assistidas”, o que uma vez levou a um equivoco cómico. Um dos meus irmãos médicos estava a consultar uma senhora que tinha de pé, atras de si, mãos repousando nos seus ombros como nas fotografias antigas, o marido. Desconheço as queixas, só sei que o meu irmão lhe perguntou, como era usual, se era “assistida”. O marido saiu de trás da mulher, deu um passo em frente, endireitou a cabeça, alisou o bigode, enfunou o peito, engrossou a voz e respondeu pelo cônjuge: “É sim senhora… e todos os dias!” " 


Estes são apenas alguns dos excertos que decidi postar. Muitos mais tenho assinalados, para postagens futuras, que se encaixam, perfeitamente, na rubrica Fragmentos de sabedoria e Inteligência.

Retirado da obra: "Vida em Mim"

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mais um já passou - 3 aninhos :D

O meu blogue está de PARABÉNS. 3 aninhos de vida :D

Foi já no dia 21 de Agosto que se deu a celebração, mas só hoje arranjei um bocadinho de tempo para vir cá dar-lhe os parabéns. Aproveito para lhe dizer que, como presente, no ano passado, lhe dei uma nova imagem, e que este ano tencionava fazer o mesmo, mas, infelizmente, o tempo não tem sido muito, nem para escrever nele como fiz nos dois anos anteriores da sua existência. Mas está prometido, e não me esqueci: a prenda está para breve! E fica também prometido o esforço de tentar voltar a publicar mais coisas por cá ;)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (16)

A Susana Guimarães é uma rapariga que há dias veio cá ao meu blogue "roubar-me" uma frase de um texto, porque tinha gostado dela. Fiquei tão contente com esse "roubo" :D Pusemo-nos a conversar e ela também escreve textos e poemas e então, curiosa, lá fui dar uma espreitadela às coisinhas dela e decidi retribuir-lhe o "roubo", mas, como comigo "é tudo à grande", trouxe o texto todo e decidi partilhá-lo convosco nesta minha rubrica, porque  me parece um texto que pode servir de conselho a quem ainda não percebeu bem o que significa amar e ser amado! Está fantástico :D

 


Titulo: "Há vidas que... E o amor?"


"Há vidas que baralham a vida dos outros. Não consigo entender relações do género: "gosto muito de ti, mas só te quero para mim. Se não estiveres comigo quero que estejas mal." Não consigo perceber pessoas que dizem amar e depois fazem de tudo para apoderar-se da outra pessoa não a deixando livre para fazer as suas escolhas. Não entendo, desculpem mas não entendo! Eu sei que quando se ama quer-se essa pessoa connosco, mas também sei que quando se ama de verdade, o mais importante é a felicidade dessa pessoa e se essa pessoa não é feliz connosco não podemos "obrigá-la" a ficar perto de nós. A essa vontade de se apoderar de uma pessoa a todo custa chama-se obsessão e não amor (digo eu, muito humildemente)!
Há outra coisa que não me cabe na cabeça... Qual é a das pessoas de dizer que amam outras e depois apregoarem os seus defeitos a alto e bom som? Toda a gente tem defeitos, muitos ou poucos, mas todos temos. E sim, há defeitos que realmente assustam... mas se amamos uma pessoa é porque aceitamos os seus defeitos, por muito repugnantes que possam ser. Quando se ama valorizam-se as qualidades e os defeitos relegam-se para segundo plano. Agora se esses defeitos nos magoam, nos matam aos pouquinhos... o que há a fazer não é repeti-los muitas vezes, é sim, seguir em frente e afastar quem nos magoa. Uma vez alguém me disse: "não podemos amar os outros mais do que a nós mesmos, temos de ter amor próprio". E é verdade, não podemos deixar que nos pisem, que nos usem e que se aproveitem do que sentimos. Na verdade, seguir em frente nem sempre é fácil. Há sempre em nós aquela estúpida esperança de que essa pessoa possa mudar... e cada gesto, por mínimo que seja, alimenta essa esperança de uma forma brutal. Nós mesmos modelamos na nossa cabeça as atitudes das pessoas de forma a não parecem tão más quanto realmente são. A realidade é fodida e como defesa tentamos mascará-la. Falar é tão simples. Para agir é que é preciso coragem e muita força de vontade. O que nem sempre está presente, infelizmente.
Enfim, pior do que amar e acreditar cegamente que as pessoas podem mudar é usar e abusar de quem nos ama ou então deixar-nos manipular e "vender" a quem nos ama. Há pessoas que usam todas as armas que têm para manter as outras por perto, mas pior do que essas pessoas são aquelas que mesmo não gostando, mesmo sabendo que isso é doentio, aceitam esses benefícios e deixam a sua vida e as suas opções para segundo plano. Vivem apenas para aquilo que os outros lhe dão mesmo que isso implique não viverem aquilo que na verdade até desejavam. Há pessoas que não perceberam ainda o verdadeiro significado do amor, há pessoas que quando perceberem talvez seja tarde demais. Há pessoas que tinham tudo para serem felizes e desperdiçam esse amor e essa felicidade por futilidades. Mas lá está, nem todos temos as mesmas prioridades e para uns, o dinheiro, as festas, as mocas, tudo isso vale mais do que o amor. E isso será assim para toda a vida ou então, até um dia... Talvez tarde demais!"

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

The 30 Day Photo Challenge

Day 02 - A picture of you and the person you have been closest with the longest


Desde smp e para sempre! Têm sido inúmeros os momentos vividos em conjunto e juro-te que quero outros tantos: quero rir-me contigo, quero apoiar e aparar as tuas maluqueiras, quero chorar contigo quando alguma de nós tiver que chorar, quero estar presente nos momentos mais importantes e marcantes da tua vida, quero outros tantos anos de felicidade junto de ti! Quero poder afirmar: "Contigo, desde que nasci, até morrer!" :D ♥
P.s - Juro que te devolvo o pacote de fraldas! (Piada privada) :p
I love you, my dear :D ♥

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Querido Afonso, (4)

Meu pequenito,

Faz hoje onze dias que deveria ter-te escrito esta carta, visto que as outras que te escrevi até agora têm, todas elas, um intervalo de 6 meses certos. Mas, os dias são cada vez mais complicados à medida que o tempo vai passando por nós, as responsabilidades crescem, as obrigações multiplicam-se, os entes queridos são, cada vez mais, pessoas por quem fazemos qualquer coisa que seja preciso para os vermos felizes, o tempo livre é cada vez menos e queremos sempre aproveitá-lo para estar com essas pessoas ou então para descansar dos dias atribulados e preenchidos por um monte de tarefas e preocupações. Com isto tudo quero eu justificar-te a razão desta minha demora, mas posso aproveitar para te deixar um conselho: quando somos pequenos temos sempre muita pressa em crescer, faz parte do processo de crescimento de toda a gente, tu não serás exceção, mas, meu amor, quanto maior somos, maiores são as responsabilidades, as preocupações, os trabalhos que temos. Ser adulto significa muito pouco para além destas coisas. Quando somos crianças também temos preocupações e problemas, pensamos nós: preocupámo-nos com os brinquedos que vamos receber no próximo aniversário ou no natal, ficámos chateado quando não recebemos o chocolate ou o gelado que nos apetecia muito, ficamos tristes e infelizes só porque não podemos ir à piscina ou à praia, porque os nossos pais não querem fazer isso e preferem ficar em casa a descansar, etc., e então achámos que os adultos fazem o que querem, compram o que querem, porque têm dinheiro, e, por isso, queremos crescer muito rápido para deixarmos de depender dos pais e podermos fazer o que queremos, mas, desde já te digo que, depois, quando cresces, percebes que não, os adultos não fazem o que querem, não compram o que querem, não têm o que querem quando querem e sofrem, porque têm que trabalhar, porque têm que cuidar de uma casa, da família, por vezes têm que se desdobrar para conseguirem fazer tudo o que precisam e andam sempre cansados, porque pouco tempo descansam. Por isso, pequenino, não tenhas pressa de crescer sim? J
Dois anos é já muito tempo meu amor. Parece que foi ontem que apareceste na minha vida! Tem sido maravilhoso ver-te crescer, e estás a entrar numa das fases mais bonitas do teu crescimento, aquela em que aprendes a falar, em que começas a perceber o que as pessoas à tua volta te dizem, em que já sabes o que queres… Estás cada vez mais lindo! Temos é que te levar à praia sim? Estás muito branquinho. E tens que crescer mais devagar, porque isto de já me dares pela anca aos dois anos não me parece nada bem (estou a brincar :P)
Bem, acho que me vou despedir, agora tenho passado mais tempo contigo, estás farto de me ouvir já, de certeza. J PARABÉNS, meu lindo!
Beijinho do tamanho do mundo,
Amo-te, meu eterno Gui :D


segunda-feira, 18 de julho de 2011

o que andamos a ler (5)

Passou-se um ano letivo inteirinho e foram dois os únicos livros que li. Minto, foi só um livro e meio. Em relação ao primeiro já me pronunciei nesta rubrica, do segundo ainda não o terminei a leitura, mas agora não foi por falta de tempo, foi porque comecei a ler um outro que comprei há já algum tempo e fui-me esquecendo deste.
Amor de Perdição era um dos muitos livros que andava na minha lista “futuras leituras” e tinha dele ótimas referências da minha professora de Português, que tantas vezes sugeriu que o lêssemos para apresentar nas aulas. Pois bem, retomada agora a leitura, decidi mostrar-vos alguns excertos deste livro que nos conta um amor ao estilo de “Romeu e Julieta”. Uma boa sugestão, sem dúvida para a vossa lista de “futuras leituras”.


“Os poetas cansam-nos a paciência a falarem do amor da mulher aos quinze anos, como paixão perigosa, única e inflexível. Alguns prosadores de romance dizem o mesmo. Enganam-se ambos. O amor aos quinze anos é uma brincadeira; é a última manifestação do amor às bonecas; é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho, sempre com os olhos fitos na ave-mãe, que está da fronde próxima chamando: tanto sabe a primeira o que é amar muito, como a segunda o que é voar para longe.
[…]
Era máxima sua que o amor, aos quinze anos, carece de consistência para sobreviver a uma ausência de seis meses. Não pensava errado o fidalgo, mas o erro existia. As excepções têm sido o ludíbrio dos mais assisados pensadores, tanto no especulativo como no experimental.
[…]
É preciso que te deixes cegamente levar pela mão de teu pai. Logo que deres este passo difícil, conhecerás que a tua felicidade é daquelas que precisam de ser impostas pela violência. Mas repara, minha querida filha, que a violência dum pai é sempre amor. Amor tem sido a minha condescendência e brandura contigo. Outro teria subjugado a tua desobediência com maus tratos, com os rigores do convento, e talvez com o desfalque do teu grande património. Eu, não. Esperei que o tempo te aclarasse o juízo, e felicito-me de te julgar desassombrada do diabólico prestígio do maldito que acordou o teu inocente coração. Não te consultei outra vez sobre este casamento, por temer que a reflexão fizesse mal ao zelo de boa filha com que vais abraçar o teu pai, e agradecer-lhe a prudência com que ele respeitou o teu génio, velando sempre a hora de te encontrar digna do seu amor.”

Autor: Camilo Castelo Branco

sexta-feira, 15 de julho de 2011

The 30 Day Photo Challenge

The 30 Day Photo Challenge, é um desafio que anda a circular pelo facebook. Eu, como agora estou de férias e até gosto destas coisas, decidi aderir, e nos próximos tempos irei postar fotos relacionadas com o que cada dia indicar. Cá fica o primeiro dia.


Day 01 - A picture of yourself with ten facts


1 Facto- Sou a Carina, mas poucas são as pessoas que depois de terem confiança comigo me chamam Carina, tenho mil alcunhas;
2 Facto- Digo imensos palavrões;
3 Facto- Sou super resmungona e tenho uma tendência enorme para me queixar de tudo o que conseguir observar;
4 Facto- No infantário mordia a todos os meus colegas;
5 Facto- Não vivo, mas não vivo mesmo, sem os meus amigos e os meus irmãos;
6 Facto- Adoro fazer actividade física, especialmente jogar VOLEIBOL ♥;
7 Facto- Sou responsável e levo demasiado a sério as tarefas que me incumbem de realizar;
8 Facto- No secundário espetei um lápis no braço de um colega e durante a minha infância arranhei muitas vezes a cara do meu vizinho quando andávamos à porrada;
9 Facto- Cresci no meio de rapazes e até ao meu 9ºano sempre fui muito arruaceira;
10 Facto- Não trocaria a minha vida por nenhuma outra que fosse mil vezes melhor, porque foi com ela que aprendi o que sei hoje, e sou imensamente feliz assim :D;

terça-feira, 12 de julho de 2011

Correr por gosto cansa e muito, desenganem-se os que vivem na ilusão que lhes assegura o contrário!

Lembro-me exatamente do início. Lembro-me do lugar onde estava sentada, das pessoas com quem estava, das pessoas que traziam uma folha e uma caneta na mão, e da pergunta que nos fizeram.
Não sabia se gostava ou não daquele desporto, mas ele não me era indiferente quando o praticávamos nas aulas de educação física e, quando me ofereceram a oportunidade de o praticar, não hesitei.
Dizem que quando se ama, não se conta nem se olha aos sacrifícios que, por vezes, se tem que fazer. Dizem também que quem corre por gosto não cansa.
Hoje é domingo e quando entro no carro com os meus primos e os meus tios, para irmos para a estação apanhar o autocarro, porque são horas de partir rumo a Vila Real, queixo-me que estou exausta, que queimei um joelho, esfolei um cotovelo, me doem as costas ou que me dói o corpo todo e estou cheia de nódoas negras e dores que desconhecia até ao dia em que me atirei “à maluca” para tentar chegar a uma bola. As palavras deles são sempre as mesmas, ditas de forma carinhosa, de quem demonstra preocupação: “Oh minha filha, tu tens que ver a tua vida, isso rouba-te muito tempo, andas sempre magoada e cansada, não aproveitas o fim-de-semana para cuidares das tuas coisas…”
Hoje é quinta-feira, cheguei às 5horas a casa, depois de ter partido no domingo, e abraço o Gui, pergunto pelas novidades de casa à minha madrasta, desfaço a mala e vou para o treino sem ver o meu pai e o meu irmão. Quando chego a casa, o meu pai pergunta-me sempre para onde fui, diz-me que nunca estou em casa, que ando sempre no futebol [sim, ele ainda não sabe bem o que é que eu jogo], que só perco tempo, porque o meu futuro não vai ser a andar em treinos e jogos e bla bla bla. Hoje estou cansada e ainda há trabalhos para adiantar, porque a sexta-feira é sempre o corre corre das arrumações e o fim-de-semana está já todo planeado e ocupado.
Hoje é sexta-feira, e saí um bocadinho à noite para pôr a conversa em dia com as minhas amigas, porque estava a morrer de saudades delas, mas há qualquer coisa que não me sai da cabeça, há qualquer coisa a incomodar-me. Como são minhas amigas, partilho com elas o que me está a preocupar e a ocupar a cabeça e elas dizem-me: “tu devias era preocupar-te menos com isso”; “está na altura de cuidares de ti, olha no estado em que estás”; Dão-me muitas vezes na cabeça por fazer o que faço, e que apesar de saberem o que jogar significa para mim, dizem-me que estão preocupadas comigo. Vim para casa a pensar no que elas me disseram…
Hoje é sábado e toda a gente gosta de dormir aquele bocado que não dorme durante a semana. Às 9horas toca o despertador e antes de ir para o treino o meu quarto fica arrumado. São 12h30m quando chego a casa, e a pergunta é a mesma de quinta-feira, o discurso, mais ou menos sério, é o mesmo também. Lá almoço enquanto lhe tento explicar que gosto do que faço e que dou conta do que tenho para fazer, para ele não ficar preocupado, mas estou já cansada de ouvir e repetir sempre o mesmo e acabo por optar por nem ouvir nem responder. No fim de almoço sei que tenho que arrumar a cozinha, que tenho que ficar com o Gui de tarde, que tenho que ter em atenção as horas porque ainda tenho que ir à missa no final da tarde. Chego ao fim do dia e tenho que fazer os trabalhos que trouxe para o fim-de-semana, porque amanhã já é domingo outra vez e há jogo.
Hoje é já domingo, penso eu quando acordo! Fogo lembrei-me que tenho que fazer a mala e ajudar a fazer o almoço para sair enquanto eles ainda acabam de almoçar, porque o jogo é longe. “Fogo”, penso eu outra vez, porque me lembrei que tenho que levar já a mala comigo porque não volto a casa! “Poças” – mentira, desta vez veio-me à cabeça um palavrão, mas é melhor não o explicitar – penso desta vez, porque me lembrei que não venho a casa no próximo fim-de-semana e custa-me imenso não aproveitar esta tarde, já que não aproveitei os outros dias por andar sempre a correr.
Hoje houve problemas dentro da equipa… hoje faltaram pessoas ao treino só porque sim… hoje senti-me das poucas a lutar por aquilo que fazemos… hoje vieram descarregar em mim coisas que não sou eu que devia ouvir… hoje pediram-me ajuda… hoje pediram-me opiniões… hoje tive que ter uma conversa séria com a equipa… hoje foi impossível não chorar no fim do jogo…
“Ao fim-de-semana gosto tanto de dormir mais um bocadinho”, dizem-me os meus amigos. “Nunca tens tempo para mim, tens sempre coisas para fazer” queixa-se um amigo, um tio, um primo. “Tu não tens mais nada para fazer? Pensas que é o voleibol que te vai dar de comer depois? Não estudes, não” diz-me o meu pai. “Oh rapariga andas sempre a correr e vens sempre aleijada desses jogos, depois quando fores mais velha vais sofrer tanto por causa dessas pancadas que tu dás quando cais”, dizem-me os meus tios. “Hoje notava-se que estavas exausta, vê se descansas” ou então “Estou preocupada contigo, ninguém aguenta assim tanta coisa” dizem-me as pessoas que me são mais próximas e me conhecem bem.
É difícil andar um ano inteiro a ouvir estas coisas quando aquilo que se está a dar não está a ser recompensado. É difícil continuar a achar que se suporta tudo o que for preciso, é difícil não pensar em desistir.
Nunca, até este ano, tinha questionado o que é que andava a fazer no volei. Nunca precisei de pesar os prós e os contras. Nunca me apeteceu menos do que 80% treinar.
 Este ano questionei-me em 70% dos treinos se deveria continuar ou não. Analisei ao pormenor 60% dos sacrifícios que tive que fazer. Pesei quinze mil vezes os prós e os contras de desistir ou não. Chorei mil vezes por causa do voleibol e sorri quinhentas vezes, se tanto. Não foi fácil aguentar, mas a verdade é que hoje é já dia 13 de Julho e só não treinei porque estamos de férias.
Há dias, ao vir para casa depois de um dia inteiro a jogar voleibol, estava a lembrar-me das vezes que já viajei com aquelas mesmas pessoas, das alegrias que já partilhamos, das tristezas também, e questionava-me se iria querer ter outro ano como este, e no meio desse turbilhão de emoções, cheguei à conclusão que era normal e aceitável estar cansada. No entanto, não tinha certezas da verdade dessa conclusão mas tive-as depois de ver a mão estendida de alguém que estava a ouvir-me enquanto eu pensava alto.
Agora já para o fim, apercebi-me do porquê de este ano me ter custado imenso suportar: foi porque tive que me desdobrar mil vezes, porque tive que perder horas de sono para dar conta de tudo o que tinha para fazer, porque tive que fazer escolhas difíceis e abdicar de muitos momentos de diversão, porque tive que aguentar muitas dores e muito cansaço e fingir que estava tudo bem, mas foi principalmente, porque não tive o apoio que precisava, porque quando se tem que fazer sacrifícios, quando se fazem opções em prol de uma coisa que amámos e abdicámos de outras, isso, por si só, já é penoso para nós, mas mais difícil se torna, ou até mesmo insuportável, se nos estiverem sempre a dar na cabeça e não recebermos o apoio de quem está mais próximo de nós e de quem mais precisámos.
A minha aventura enquanto líder de uma equipa terminou e chego ao fim da época sem me arrepender de nada nem de nenhuma escolha que fiz, mas com a certeza de que não voltaria a fazê-las, porque vou ter que aprender que não, não se dá tudo o que temos só porque se ama, como se diz por aí, porque depois, quando acaba, tudo o que demos vai junto também e com o que é que ficamos de inteiramente nosso?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O que é ser atleta?

Este semestre tive uma cadeira para a qual tivemos que fazer uma exposição oral para a turma e o tema podia ser o que nós quiséssemos. Ora, como já tinha acontecido no semestre passado e como já fui habituando os meus colegas de turma, o meu tema envolvia Voleibol - (eles um dia matam-me e renegam-me de vez, mandam-me recambiada para os de desporto!)  :)

O tema da apresentação está presente na questão que dá título a este post e o que se segue é o texto que escrevi para preparar a apresentação! 

Esta é uma questão que à partida parece ter uma resposta muito simples, mas se calhar envolve mais conceitos e conteúdos que a maioria das pessoas pensam. Vou deixar a resposta a esta pergunta para o final da minha apresentação!
Vou então começar por vos falar da importância que o desporto tem na vida de um indivíduo, particularmente, no tocante á sua formação em termos de personalidade.
Há diversos estudos que comprovam e é mais do que sabido que o desporto favorece a vivência de diversas experiências (individuais e coletivas), experiências essas que são muito importantes na formação de uma boa personalidade. Quando falo em experiências refiro-me a treinos, competições, viagens, e tudo isso ajuda no amadurecimento emocional, uma vez que proporcionam tensões, alegrias, tristezas, sucesso, frustrações e mesmo outras experiências que exigem participação, envolvimento, tomada de decisões, companheirismo, enfrentar desafios e muitas outras oportunidades de manifestação pessoal que é pertinente ao ser humano.
Além disso, a prática de desporto cria autoconfiança e harmonia, gera satisfação, motivação, libera energia e entre outras possibilidades, torna a nossa vida mais dinâmica, mais envolvente e significativa.
Existem dois tipo de atletas: os profissionais e os amadores!
Os primeiros são aqueles que a única coisa que fazem na vida está ligada ao desporto e recebem um salário por isso; e os segundo são os que se têm que desdobrar para conseguirem dar conta do emprego/estudos, da família e do desporto.
Eu, como alguns de vocês sabem, jogo voleibol, ou seja, sou uma atleta amadora, e como tal, como tenho mais conhecimento de causa, é desses que vou falar particularmente.  
Um atleta que não o seja de forma profissional tem outras preocupações que maioritariamente se prendem com estudos ou com um emprego. Mas não é por isso que deixa de ter menos obrigações que um atleta profissional. Das poucas diferenças que existem entre uma categoria e a outra é só o facto de uns receberem por serem atletas e os outros só o são por terem muito amor à modalidade que praticam, porque os sacrifícios, os treinos, as competições, se o objetivo for conseguir dar sempre o máximo do que são capazes de fazer, tem sempre que ser encarado da mesma forma em ambas as categorias.
De um atleta são sempre exigidos certos comportamentos e condutas que, por vezes, nos obrigam a abdicar de algumas coisas:
Ser-se atleta implica que em cada treino se esteja sempre concentrado, prontos sempre a dar o nosso máximo, temos que respeitar e assumir que quem manda naquele momento é o treinador e devemos sempre fazer o que nos é pedido mesmo que não queiramos ou não nos apeteça. Em competições é-nos exigido que saibamos controlar a nossa ansiedade e o nosso nervosismo que podem prejudicar a equipa e o nosso rendimento.
Há sacrifícios que têm que ser feitos e responsabilidades que têm que ser assumidas para que possamos obter sucesso. Ao passarmos a ser atletas, mesmo que amadores, se assumimos que o queremos ser, temos que o ser sempre e não só quando nos apetece. Não podemos faltar a treinos só porque nos surgiu um convite interessante para essa hora, não podemos deixar de ir a um treino ou a um jogo só porque no dia anterior nos zangamos com alguém da equipa e o ambiente não é dos mais acolhedores… Não podemos deixar que o nosso estado de espírito influencie o nosso rendimento, porque ao nos prejudicarmos, prejudicamos também toda a equipa!
Ser-se atleta exige-nos estes e muitos outros comportamentos, assim como, por vezes, enormes sacrifícios, quando, por exemplo, temos que abdicar de fins-de-semana inteiros que são dedicados a treinos e/ou jogos, quando em vez de estarmos numa festa de aniversário da nossa melhor amiga ou de um familiar qualquer de quem gostamos imenso, temos que estar num jogo ou quando temos trabalhos ou algo para fazer e temos que gerir o nosso tempo em função dos treinos e jogos planeados e acabamos por ficar horas acordados para conseguirmos fazer tudo e no dia a seguir ainda nos é exigido que deixemos o cansaço em casa para podermos dar o nosso melhor em campo. Isto tudo não são coisas fáceis de suportar e por vezes a pressão é tanta e o cansaço também que é impossível mantermos a postura que nos é exigida.
Duas outras coisas a ter em atenção é a alimentação e as horas de descanso. Até nisto temos obrigações e não podemos fazer o que bem queremos, só porque não somos profissionais, porque ao não termos as horas de descanso de que o nosso corpo precisa, no treino ou no jogo, não vamos estar capazes de dar o nosso máximo e quando isso acontece somos substituídos e até “castigados”. Com a alimentação passa-se mais ou menos o mesmo: temos que ter uma alimentação equilibrada, de acordo com a carga de exercício físico por nós efetuada, não podemos engordar e emagrecer quando queremos, porque um kilo a mais ou a menos, às vezes, é suficiente para prejudicar o nosso rendimento.
Depois disto tudo que já falei, que vos pode parecer já suficientemente mau, tenho a dizer-vos que na vida de um atleta, isto tudo que referi são coisas mínimas comparadas com as lesões a que estamos sujeitos. Isto sim é um grande problema. Quando nos lesionamos há que assumir que vamos ter que ficar no banco durante o tempo de recuperação, a lesão pode-nos dificultar a nossa vida pessoal, se for muito grave demora muito tempo para estarmos recuperados, pode envolver sessões de fisioterapia, muitos exames, testes, etc… Uma lesão, para os atletas, é das piores coisas que lhes podem acontecer, porque não é fácil suportar a frustração que daí advém!
Bem, acho que com isto tudo já vos respondi à minha questão inicial e deixei-vos também, se calhar, a pensar: “Fogo ser atleta envolve estas coisas “más” todas? Como é que é possível que alguém goste de o ser, então?” Vou agora mostrar-vos um vídeo que vos mostra porque é que todos estes sacrifícios e obrigações são fáceis de suportar e porque é que gostamos do que fazemos, e com isto termino a minha apresentação.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Crises existênciais outra vez? Não, por favor...

É triste quando o que fazemos na vida é feito para e pelos outros, quando fazemos porque sabemos que é isso que esperam que façamos, porque depois, mesmo sabendo que demos o nosso melhor, que fizemos tudo o que podíamos,  mesmo sabendo, conscientemente, que tivemos a atitude e o comportamento corretos, que somos um exemplo e que devemos sentir-nos orgulhosos daquilo que somos capazes de fazer, se não nos disserem essas mesmas coisas, nunca sentimos verdadeiramente a satisfação que sabemos que merecemos sentir, nunca sentimos aquela realização pessoal de termos feito um bom trabalho, porque as palavras de quem nos incentivou a fazer o que havia para fazer são a chave essencial para que da consciência, a satisfação e o sentimento de realização passem a sentimento, o que nos levará a  ficar super felizes e orgulhosos de nós próprios, o que se traduz numa sensação indescritível!
Este é um defeito horrível, é talvez o meu pior defeito, porque com ele faço mal a mim própria e sei que devia ter vergonha de fazer as coisas pelos outros, em vez de as fazer por mim. Mas também estou a aprender, à custa de muitas lágrimas, que está na altura de mudar este defeito.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Pedaços de Mensagens Trocadas (9)

Não me canso de repetir que tive imensa sorte com as pessoas que conheci na cidade para onde fui estudar este ano, e acreditem que tive mesmo e, ao longo do ano, tive mais do que provas disso.
Bem, um ano já passou, e passou rápido. Está na altura de descansar um bocado, matar saudades de outras coisas esquecidas durante todo o tempo que estivemos ausentes e sofrer um bocadinho com as saudades que a nova rotina criada vai deixar. Dessa minha nova rotina fez parte a minha companheira de quarto, de quem vou sentir muitas saudades, que teve um gesto super querido comigo na quinta feira passada, antes de se vir embora, e me escreveu este texto que aqui vos mostro:
ADORO-TE <3 


"OBRIGADA POR TUDO <3
São coisas como esta que este ano valeu tanto a pena, foi tão bom ter-te ao meu lado durante este ano, estives-te comigo sempre. Nos momentos que entrei naquele quarto com um sorriso mas também quando entrava no side e as coisas não corriam tão bem. Aquelas conversas que eram sempre tão longas e que surgiam do nada e que nos faziam estar acordadas tantas horas sabendo que teríamos aulas bem cedo no dia seguinte, elas foram importantes para o nosso relacionamento e a nossa amizade foi crescendo de uma maneira tão saudável e hoje tenho orgulho nisso. Não me vou esquecer de todos aqueles abraços, de todos aqueles beijinhos de bom dia enquanto eu ainda me encontrava com um olho meio aberto e o outro meio fechado, daquela guerra para ver quem ia tomar banho primeiro, daquela vez que acordas-te de manhã na minha cama vou ter saudades de tudo isto e de outras tantas coisas. Foram tantos sorrisos e tristezas partilhadas, foi tudo vivido de maneira diferente. Nunca me vou esquecer de tudo que fizeste por mim e fico com a certeza que o voltarias a fazer como eu tornaria a fazer por ti. Hoje temos a plena consciência que vamos sentir saudades uma da outra, que vamos ter saudades de acordar de manhã e olhar para o lado e dizer “Aquela ainda dorme ”. ADOREI QUANDO AQUELE QUARTO QUE CONTEM APENAS DUAS CAMAS E DORMIAM TRÊS PESSOAS * Hoje guardo muitas recordações, fizeste muita coisa valer a pena e ninguém tem noção como este ano foi complicado.
Daquilo que mais vou sentir saudades é quando ao final da tarde depois de um dia de estudo tu entravas naquele quarto com essa tua energia e fazias-me esquecer todas aquelas Químicas e Biologias -.- mas sabes de que mais vou sentir saudades? De TI princesa <3 Vais ser sempre a melhor companheira de quarto :D
Bem, já fazes parte Carina Costa adoro-te <3
p.s.: Desculpa lá se as virgulas não estão no sitio mas eu sou BQ e tu CC sabes bem ah e escrevi este texto duas vezes porque o face andava a bater mal e apagava o que eu escrevia (a)"  by: Bárbara Rodrigues! 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O miminho que eu ofereci a mim própria :)

Estes dias em especial, têm sido de doidos: são os trabalhos para fazer e apresentar, as frequências, os estudos, enfim... --'
Aliás, este ano foi, e está a ser, de doidos e não é que não goste da vida atribulada e preenchida que passei a ter, porque até gosto, mas houve coisas que perdi que tenho muita pena e a principal é o não ter tempo para ler, para escrever e para ver os meus filmes e séries preferidas. Tenho mesmo saudades disso.
Ora, na terça feira acordei com uma ideia que não é normal acordar a pensar assim, mas com o stress da frequencia que tive, acabou por me passar, mas ontem acordei com a mesma ideia e, ao longo do dia, evoluiu para uma necessidade e tive que ir satisfazer essa necessidade: no fim das aulas, fui ao shopping com a miss, e comprei um miminho para mim, que estava bem a precisar e o resultado foi este:




É lindo, não é? :D Agora quero que cheguem rapidinho as férias para poder arranjar tempo para ele :)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Podia haver um sítio onde se comprasse uma coisa tão essencial como esta que me falta tantas vezes!

Já perdi noção das vezes que entrei num autocarro ao domingo à noite com tudo pronto e arrumadinho, mas com a sensação de que me tinha esquecido de alguma coisa, e o que fica, muitas vezes, é a vontade de entrar nesse mesmo autocarro. Volta e meia, ela lá fica perdida em casa, nos pavilhões e balneários, nas ruas que me levam até casa, até à casa de algumas pessoas, nas conversas que queria que durassem mais, nos abraços que gostava que se eternizassem…
Já perdi noção das viagens inteiras que fiz sem que ela me aparecesse, mas também já fiz algumas em que pensei que me tivesse esquecido dela, e a meio da viagem, depois de procurar bem, ela lá me apareceu. Mas, às vezes, teima em não aparecer…
Já perdi noção das vezes que fiz o caminho desde a paragem até minha casa, a arrastar a mala e a chorar por achar que não iria ser capaz de aguentar mais o peso que, às vezes, trago e não é na mala, é nos ombros! Mas também já não sei quantas vezes chorei, ao mesmo tempo que pensava que esta minha nova cidade, esta minha nova “casa” é efetivamente linda e um sítio fantástico para se viver!
Hoje aventurei-me a vir apé até casa, depois de chegar à “bilinha”, e voltei a chorar porque não encontrei a vontade de que tanto preciso, porque trazia, mais uma vez, um peso enorme nos ombros… mas depois, a certa altura, as lágrimas passaram a ser outras – e o curioso é que é sempre na Ponte Vermelha que estas coisas me acontecem, quando os carros estão mesmo pertinho de mim e me conseguem ver as lágrimas, quando olho para aquela paisagem fantástica e me apercebo que esta cidade é lindíssima – passaram a ser lágrimas de uma alegria tímida, de um pensamento mais positivo. Não eram salgadas, eram doces, tinham o sabor de um cansaço que já pesa bastante, – em todas as partes do meu corpo que se possam imaginar, desde joelhos a costas, passando pelo cérebro e pelo coração – mas que está a ser recompensado, aos poucos; eram lágrimas que acarretavam a sensação de dever cumprido, de orgulho no que fiz até agora apesar de todas as coisas menos boas que foram aparecendo pelo meio; eram lagrimas de quem está feliz porque hoje teve a prova de que é amada e de que há pessoas orgulhosas do que faço e que me apoiam muito para que continue a fazê-lo!
Já perdi a conta das vezes em que tenho a certeza que, apesar de tudo, vir parar a Vila Real, foi das melhores coisas que me podia ter acontecido!

terça-feira, 26 de abril de 2011

- Quem? - Amareees! - Quando? - Hoje e SEMPRE! :D

Já há algum tempo que andava para perder um bocado de tempo a fazer um vídeo deste género e, agora durante as férias da Páscoa, lá arranjei esse tempinho e o resultado é este:


Isto para que nunca me esqueça que apesar de já ter chorado muito por causa deste desporto, também já fui imensamente feliz e há pequenos momentos passados que valem por mil e uma lágrimas, que recompensam cada esforço, cada dor, cada gota de suor...
Somos sempre felizes a fazer o que amamos, mas nem sempre tudo é "cor-de-rosa" e nós só temos que saber colorir o que, por vezes, perde cor!
AMO jogar voleibol, é das poucas certezas que tenho nesta vida! <3

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pedaços de Mensagens Trocadas (8)

Os dias, por vezes, teimam em acordar cinzentos, mas é nesses dias que há pequenos raios de sol que valem por todos aqueles que existem nos dias ensolarados, porque "aquecem" muito mais, porque nos fazem maravilhas... 
Depois de algum tempo a acordar em dias cinzentos, recebi este raiozinho de sol que me fez olhar para aquele dia de forma diferente e que o aqueceu durante todo o resto do dia e continua a aquecer quando acordo em dias como aqueles que já passaram. 


"As vezes a vida é feita de pequenas coisas que constroem algo maior... É o que todos dizem não é? Irónico é quando algo maior não se vê...sente-se, mas não reage... é parte da nossa vida, do nosso coração e parece sempre travar uma luta com a verdadeira existência.. Talvez para nos conformarmos, vemos e sentimos o que queremos, e não é, de todo, erro nenhum... Afinal só temos a ganhar com isso... Ninguém diz que é verdade, ninguém diz que é mentira. Eu sei que há uma parte desse teu ♥ q todos os dias está contigo mas que tu querias mais q saber q lá está, e eu sei também que não é fácil... Só quero lembrar-te que não estás só... Tens muita gente contigo, orgulhosissima de ti... Pelo que tu és, pelo que tu fazes, pelo que te esforças para ser melhor! E mesmo aquela partezinha do coração que não sentes, está feliz por ti... muito muito feliz... espero um dia, quando já for velhota (:p) puder ter uma filha como tu! Não pedia mais. Era a mulher mais feliz do Mundo. Pra já contento-me com ter uma amiga assim, fantástica e linda na verdadeira acepção da palavra :) ♥"


Resposta: Tu, talvez melhor do que ninguém, sabes que os últimos tempos não têm sido fáceis. Tens-me visto apática, triste, pensativa, tens-me ouvido sempre que preciso, sempre que não preciso, sempre que quero e quando não quero também. Tens sido mais do que um apoio, mais do que uma amiga... E, se calhar, por vezes, também tu precisavas que eu fosse isso tudo para ti e eu nem sequer me apercebo, porque ando envolvida em tantos problemas e preocupações... O meu ♥ anda tão apertadinho e está tão cheio de buraquinhos e pedaços que é por isso que choro e me apetece fugir muitas vezes, e não é fácil lutar contra isso. Tu própria me disseste, no outro dia, que me dou muito qnd estou triste, que devia tentar animar-me, mas sou mesmo assim, não consigo, sozinha nunca consigo nada e tu tens sido imensamente importante e tens ajudado tanto a colar os pedacinhos em que o meu ♥ se desfez! Eu sei que não estou só, tu és das provas mais vivas disso, mas realmente, talvez me esforce demasiado no que faço e, muitas vezes, não me dão valor por isso, talvez me esforce demasiado na tentativa exasperada de ser cada vez melhor... e estou tão cansada de tentar, de me esforçar, de me empenhar... Mas não consigo não me preocupar, não consigo não cumprir as minhas responsabilidades qnd sei que apostaram em mim, não consigo nem suporto ver nenhum dos meus amigos triste ou com problemas, mas esqueço-me, muitas vezes, que não sou a super mulher e que não posso com todos os problemas do mundo! 
OBRIGADO minha miss, mas vais ter sim um filha não como eu, mas melhor, porque és uma pessoa fantástica e, com certeza, saberás bem educar a tua filha que vai ter um ♥ enorme como o teu e será muito importante na vida de outro alguém, como tu estás a ser, cada vez mais, na minha! Feliz sou eu por ter pessoas como tu à minha volta. Muito feliz mesmo, e são pessoas como tu, que são um exemplo, que fazem de mim o que sou, por isso tens todo o direito em ter orgulho em mim, porque tens ajudado a construir aquilo em que me vou tornando! 
AMO-TE imenso, minha miss e quero-te para sempre cmg ♥!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A aventura universitária (6)

Bem, a verdade é que já não atualizo esta minha rubrica desde o final do semestre passado, o que, se pensarmos que já estamos quase nas férias da páscoa e a meio do 2º semestre, é já muito tempo. E a verdade é que tenho andado meia desaparecida deste meu cantinho, pouco tenho escrito sobre o que quer que seja. Mas hoje, lá me deu saudades de relembrar os textos que tinha escrito e decidi que, apesar de não estar a viver uma grande aventura universitária, teria que ganhar coragem para voltar a dar notícias.
As coisas, quando acabou o 1º semestre, estavam ótimas, pensei que aquela sensação iria durar para sempre e estava tão feliz porque era aquilo que eu procurava quando a decisão de ir estudar para longe de casa foi tomada. Mas afinal, com o início do 2º semestre, as coisas deixaram de parecer tão cor-de-rosa! Voltou a haver muitos fins-de-semana em que a vontade de deixar o ninho era pouca, em que os dias cá custaram a passar… tudo porque esta não é a terra dos sonhos e os problemas também cá chegam!
Não estou a viver uma das melhores fases da minha vida, é verdade, e isso faz com que tudo custe mais do que é suposto custar, faz com que fique sem vontade de fazer coisas que tenho e devia fazer para que me possa animar, faz com que os meus amigos de cá tenham conhecido um lado de mim que tenho a certeza que preferiam não conhecer… Mas, como nem tudo é mau, tem dado para perceber que as pessoas que estiveram comigo quando as coisas estavam bem estão também agora, e mais do que nunca, na altura em que passo dias inteiros apática, resmungona ou mesmo impossível de aturar, tem dado para perceber que cá também já tenho uma mão cheia de amigos que vão fazer para sempre parte da minha vida, porque já significam tanto! E depois de me aperceber destas coisas e de passar dias inteiros com eles, é impossível não sorrir ao fim do dia, porque, todos eles, cada um com a sua magia, fazem o milagre de me ajudar a organizar as ideias e de colar os pedacinhos do meu coração!
Mesmo nos dias em que penso que o mundo me vai cair em cima, sei sempre que vocês estão lá para me ajudar a segurá-lo se for preciso! (E agora aparecia o PH para dizer: “Eu deixava mesmo que ele te caísse e ainda ajudava a fazer peso, se fosse preciso”, mas no fundo eu sei que eras dos que seguravas o maior pedaço :D)
Vocês já fazem parte <3 e muito obrigado pelo monte de sorrisos e boa disposição que espalham! J

segunda-feira, 21 de março de 2011

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (15)



"Sempre me pareceu que tudo o que existe à minha volta tem vários níveis de entendimento. Há momentos grandes disfarçados de pequenos, gente pequena mascarada de grande. Confunde-se timidez com antipatia, rotina por vulgaridade, o afeto por interesse, a alegria como uma tolice. É um mundo misterioso, este. A maior parte do tempo corre-se atrás de coisas sem importância e procura-se preencher o vazio que há em todos nós com as mais variadas inutilidades. Passamos ao lado dos pormenores mais insignificantes: os vidros embaciados, as mãos enrugadas pela água quente, o murmúrio noturno das grandes cidades. Ligamos a televisão e viramos canais à procura de qualquer coisa. No entanto, aquilo que nos acalma e enleva está mesmo aqui à nossa volta, invisível e inclassificável, habita por baixo da camada de ruído permanente que nos envolve. E atrás de todo esse som, há um muro e atrás desse muro há uma festa!!"

Autor: David Fonseca!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pedaços de Mensagens Trocadas (7)

Bem, as coisas não estão fáceis, mas temos todas que nos unir e aguentarmo-nos, sim? Preciso de vocês, sozinha não consigo, só com a colaboração de uma ou duas também não! Preciso de todas, por favor!!!!

* Excertos de uma conversa com uma das colegas de equipa!:

"Eu estou muito mal, acredita que estou, a **** está mal também, tu estás mal e deve haver mais duas ou três mal. Alguém desistiu até agora? Desistiu, e tu que pensas disso? Eu só consigo pensar que andou lá a perder tempo, que não gostava mesmo de jogar, que não tinham assim tanto interesse em aprender e mais, que não aprendeu nada sobre espírito de equipa durante o tempo que lá esteve, porque não se abandona assim uma equipa a meio de uma época quando não se tem um motivo muuuuito forte, porque desistir já eu pensei em desistir, já pensou a ****, já pensaste tu, já pensou toda a gente, de certeza, e depois? Se todas desistíssemos e nos abandonássemos umas às outras? Para onde ia todo o tempo perdido, todos os sacrifícios, todos os momentos que passamos juntas? Para onde ia o esforço e a luta que foi para conseguirmos que apostassem em nós? Isto que estamos a tentar construir não é brincadeira nenhuma e tudo na vida envolve esforço, engolir muitos sapos e ultrapassar obstáculos e dificuldades, e é isso que fazemos quando se trata de algo que queremos mesmo!
Nunca na vida se consegue nada sem sofrimento, sacrifício e muitos tombos, mas se nos aguentarmos, depois seremos recompensadas, disso tenho a certeza!

Há mais quatro à tua frente que tu tens que usar como exemplo, como motivação para conseguir chegar ao nível delas, não é a desistir nem a ficares só por este tipo de pensamento que consegues sair do banco. Vocês, as mais novas, entraram numa equipa que já estava junta há algum tempo, que tinha mais experiencia e querem ser logo usadas quando ainda têm mais anos pela frente para serem titulares. A única coisa que devia preocupar-vos era trabalhar para evoluírem, porque só assim é que conquistam lugar dentro de campo. Não digo que seja fácil ficar sempre no banco ou que ajude na motivação para aprender, mas é assim que as coisas são e temos sempre de lutar pelo que queremos, porque quando queremos, até quando nos deitam mais abaixo do que apoiam, não desistimos! (…)
Eu também já perdi muito do amor que tenho ao voleibol, estou a pensar seriamente se aguento para o ano fazer a vida que tenho feito este ano, com os sacrifícios todos, com a universidade, com as viagens, mas isso é uma coisa que só decido no fim da época. Se me apetece desistir já? Se estou cansada e prestes a cair pró lado? Estou, estou mesmo!! Mas não vou desistir, porque apesar de tudo ainda gosto daquilo e apesar de estar a dar mais chatices do que prazer eu adoro-vos e NUNCA vos abandonaria!" 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (14)

Hoje, as citações que trago são retiradas do livro que um amigo escreveu e que já aqui fiz referência. Adoro todas elas porque cada uma tem a sua verdade, a sua sabedoria. Adoro!



"Cheguei à conclusão que ou satisfazemos a nossa loucura ou aturamos somente a loucura dos outros."

"No ser-se ridículo está implícita uma coragem muito própria."

"Sei que porventura me acharás estranho (…) Mas quem não é estranho no olhar dos outros?"

"O sonho rouba noites à vida. Pensando bem, ela não é nada!
Cruamente, a vida é um minúsculo travessão que separa a data de nascimento da data da morte na campa do cemitério."



autor: Sérgio Druco
obra: "Na Boca de Cá"