segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Lista de prendas :)

Querido Pai Natal, amigos e família,

        Não sei o que se passa comigo este ano, mas em quase 21 anos de existência este é o primeiro ano em que estou, realmente, ansiosa que chegue o meu aniversário e fui também invadida pelo maior espírito natalício que alguma vez já experimentei :) Não sei o que se passa, mas gosto muito!
        Pois bem, visto que já entrei "em modo aniversário e natal" e porque faltam 19 dias para o meu aniversário, venho por este meio, dar uma luzinha a todos os que me quiserem oferecer presentes.
        Deixo apenas dois avisos, antes de prosseguir:
1 - Pai natal, não te poupes a gastos, como fazes todos os anos, por favor.
2 - Amigos e família, eu sei que os tempos são de crise, por isso mesmo, estou já a pedir com antecedência, para que possam juntar os vossos troquinhos, porque, e é bom que se o diga, eu mereço :) E para que se possam juntar 2 a dois ou mais, se acharem necessário e segundo os trocos que conseguirem juntar, para que me ofereçam uma linda prenda. 
        Posto isto, resta só referir o que é da praxe e já todos sabem: Portei-me muito bem durante todo o ano e fui uma menina exemplar xD Como tal, aqui vai a minha lista de presentes (e notem que até não sou muito exigente a pedir que os presentes são na maioria da Primark ou podem lá ser adquiridos xD):

  • Um carro para ir dar uns passeios (pai natal, esta em especial é uma indireta para ti, espero que percebas :P)
  • Uma manta fofinha para me aconchegar enquanto vejo filmes e séries no sofá; (a mais fofinha de todas que existir na Primark)
  • Uma gola ou um cachecol super quente;
  • Um necessaire para andar com os shampoos e coisas do género de um lado pro outro (isto porque eu vou ser uma pessoa muito viajada no futuro xD); 
  • Um pijama quentinho;
  • Umas pantufas novas;
  • Umas meias daquelas mesmo quentes para usar com as calças do pijama por dentro xD 
  • Um casaco (aquele preto da Zara, sabes pai natal? xD ou então um daqueles de inverno, com pelinho por dentro :P)
  • Uma daquelas camisolas fofas de pijama que há na Primark ou então um daqueles roupões mais pequenos. 
  • Livros e mais livros :D
  • Muito amor, muitas alegrias e mais 21 anos melhores do que estes, se puder ser, se não, iguais, que eu cá me arranjo :D 
  • ahm, já me ia esquecendo das gomas que a Joana me vai comprar com os trocos que ela juntou :D
Pensem e escolham com carinho :)
Feliz Natal, pessoas :)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

“As Amizades da Vida”

         Já há muito tempo que não me dava para estas coisas, mas há certos acontecimentos da vida que despertam em mim reflexões, sem que elas tenham que ver necessariamente com esses acontecimentos. São mais como se fossem conclusões ou outra coisa qualquer a que não me apetece dar um nome.
         Hoje quero falar das amizades que não necessitam de uma presença diária, pois apesar de parecer um contra senso à primeira vista, elas são como o que se diz das bruxas: “que as há, há” e eu não só as vejo como tenho algumas deste género de que gosto muito.
         As amizades a que eu decidi chamar de “Amizades da Vida” são aquelas que, por muito pouco que parece que se viveu e partilhou com determinada pessoa, há um sentimento que nos une, que faz parecer que se partilhou quase uma vida inteira. São as amizades que não necessitam de um contacto diário para se sentir que se gosta e que essa pessoa gosta de nós. São as amizades que compreendem que a vida, por vezes, é quem escolhe o caminho que seguimos, por mais que teimemos em mudar de rumo. São as amizades que não cansam, que não chateiam, que apesar de passarem semanas e até meses, às vezes, sem falarmos, que a gente sabe que se ligar para essa pessoa ela nunca vai achar “o que é que esta quer? Lembrou-se agora que eu existo?”. São as amizades que menos complicam, que menos exigem e que estão sempre lá para nós, como as outras.
       É certo que se perdem vários momentos sem a tal presença e contacto diários, é certo que, por vezes, se falha à pessoa amiga em momentos mais difíceis, mas também é certo que se consegue sempre compensar essas falhas, quando se quer, quando as intenções são realmente essas!
       Por tudo isto e porque, para mim, “As Amizades da Vida” são como todas as outras, deixo aqui um abraço gigante a todos os meus amigos da vida, que não é por isso que os adoro menos, porque cada um tem um pedaço da minha história, tem um pedaço de mim que, apesar de poder ser pequeno, é o pedaço essencial para que mantenhamos uma amizade!

          Um grande viva às “Amizades da Vida”!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pensamento do Dia (4)

         Penso que já percebi porque é que quase ninguém é honesto e se rege por certos princípios e valores: é que dá uma trabalheira dos diabos e cansa para caraças!

sábado, 8 de junho de 2013

Das Fitas de Finalista e Afins

          Há palavras que nos dizem em certas alturas da vida que nos marcam de uma forma que não sabemos explicar, principalmente, porque, por vezes, são coisas tão simples.
          A altura da troca de fitas entre os companheiros de curso que nos acompanharam ao longo de três anos, entre os amigos de sempre e para sempre e entre a família, foi recheada de emoções e de lágrimas, como é da praxe, por razões muito óbvias, mas também de muitos sorrisos, apoios e de conselhos para se guardar para a vida.
          Há mensagens e mensagens, mas é claro que todas são especiais à sua maneira. Aqui irei publicar as que, de certa forma, mais me marcaram e as que, quem sabe, podem servir também de inspiração para a vida e percurso de quem as ler.

          "segue em frente, que atrás de ti vem a tua gente!"
         
          "Para trás ficam todas as lágrimas e sorrisos; todas as angústias e desejos. Daqui para a frente seguem as oportunidades. Comunica com o mundo, entrevista o sentimento e faz a alegria transparecer.
O maior inimigo que poderás ter, serás tu mesma. Antes que alguém te diga que não és capaz, convence-te a ti mesma e todo o impossível parece ser aqui tão perto. Segue em frente, que atrás de ti vem a tua gente!"

segunda-feira, 3 de junho de 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pensamento do Dia (2)

As verdadeiras provas de amor são aquelas que são dadas quando certas circunstâncias da vida o "obrigam" e têm muito mais valor do que as que são feitas por livre e espontânea vontade.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Pensamento do Dia


    "Carina Costa, se te safaste a Semiótica e a História, Estudos da Receção está no papo. Tu consegues!"

terça-feira, 16 de abril de 2013

A aventura universitária (7)

         Bem, a criação desta rubrica foi uma grande ideia que tinha como objetivo ser atualizada regularmente, porque assim iria ficando com memórias escritas de imensos momentos que foram preenchendo e tornando esta aventura universitária tão fantástica, tão inesquecível, mas também imensamente sofredora.
        A última vez que atualizei isto as coisas não estavam lá muito bem, mas já tinha criado os laços que ainda hoje mantenho e que foram a minha maior ajuda para que cá tivesse ficado, numa cidade longe do "ninho", longe de todos os que estava habituada a ver todos os dias. A verdade é que, as coisas lá se foram compondo e agora, já na reta final, fiquei com imensa pena de ter deixado que a preguiça desse cabo do objetivo que me levou a criar este espaço e, apesar de ter todos os momentos presentes, adorava que estivessem registados também.
       
         Estamos, por estes dias, na altura de escrever e de ler fitas e, só agora é que me estou a aperceber que isto foi tudo tão rápido e que ir embora vai custar muito mais do que eu estava à espera. Estamos no tempo da choradeira e da nostalgia. Já para não falar que a semana académica vem aí e promete ainda mais choradeira e muuuuuito mais, porque afinal de contas é a última e, como tal, tem de ficar para a história! :)

         E o lema é: "É agora ou nunca"! Venha ela ;)

O que andamos a ler (8)

          Mais um livro riscado da lista de leituras, menos um na lista dos que estão à espera na estante lá do quarto! :) Nunca tinha lido nenhum livro deste autor, tinha apenas lido as histórias que ele escreve para o Correio da Manhã, mas confesso que gostei muito! Lê-se muito bem e o autor sabe exatamente como nos cativar do início ao fim.
          Aqui ficam algumas citações para vos despertar o interesse:

         "Sabe, tenente, a maldade é a característica mais perene do ser humano."

        "O dinheiro acabar-se-ia e não podiam fazer nada para o evitar, a não ser, talvez, recusarem-se a aceitar a realidade que saltava aos olhos e fazerem como muita gente que continuava a levantar-se todos os dias sem ter a imaginação, ou a força moral, para reconhecer o fim quando ele chegava."

      "Regina recordou-se dos bons momentos passados com Laurinda e não conseguiu evitar um ressentimento, uma ponta de melindre a roer-lhe a consciência. Mesmo que involuntariamente, sem intenção maldosa, ela sentia a partida da amiga como uma pequena traição. Mas não, obrigou-se a reconsiderar, "no estado de nervos em que ela ia, coitada, tinha mesmo era de sair daqui o mais depressa possível." Mas era o que se sentia quando alguém se depedia. Mais um que abandona o barco. Os próprios, que partiam, anunciavam-no quase com vergonha, no tom comprometido de quem atraiçoa os amigos, juntando argumentos piedosos, como que a pedirem compreensão, tolerância."

      "Patrício estava a descobrir que era mais fácil a bravura física do que a coragem moral."

Autor: Tiago Rebelo
In: O Último Ano em Luanda


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Desabafos, que é para isso que isto serve.

         Escrever sempre foi, para mim, uma forma de descarregar sentimentos, de os deitar cá para fora como não o sei fazer de outra forma, porque as palavras não me saem tão certas quando são ditas, porque o coração se solta quando me sento e pego num lápis ou numa caneta ou quando simplesmente escrevo tudo o que me vem à cabeça e descarrego frustrações, pensamentos, loucuras, ambições, nas teclas do computador.
        Quando verbalizo, quando falo, há sempre algo que fica por dizer, há sempre qualquer coisa que não foi transmitida na medida certa, que é dito como descargo de sentimentos e me sai com mais ou menos ênfase do que seria certo, do que seria aconselhado. Quando falo, demoro muito a dizer o que quero. O meu maior problema é falar de sentimentos! Sei muito bem como expressar as minhas resmunguices, os meus pontos de vista, as minhas razões, mas quando é para falar de sentimentos, dêem-me, por favor, um papel e uma caneta e ficará perfeito, se for para falar bem, para elogiar, ou então, será doloroso de ler, se for para criticar, se eu não aprovar, se não fizer parte dos meus valores.
        Houve um tempo em que me fartei de sofrer dramaticamente, como também é muito meu hábito, e então decidi que não me iria importar com nada, que não ia mais deixar que me roubassem pedaços, porque estava a ficar um caco. Estive muito tempo sem escrever nada, nem mesmo parvoíces, nem mesmo daquelas coisas que escrevo e guardo para mim ou então nem sequer guardo, porque nada faz sentido, porque só estava a precisar de falar comigo própria. Estive, durante quase esse mesmo tempo, sem falar com ninguém sobre o que me ia acontecendo, porque, achava eu, a minha estratégia estava a resultar e eu não me estava a deixar abalar por nada.
        Há pouco tempo dei por mim com a minha muralha a cair por terra com um pequeno embate, e quando me vi, desfeita em pedaços, quase sem nada ao que me agarrar é que percebi que as coisas são para serem sofridas quando acontecem. Depois de sofridas, resolvidas e, finalmente, esquecidas. Não são para serem ignoradas, para se fazer de conta que não nos atingem, que não nos ferem e fazem dor!
         Ja aprendi que a estratégia passa por não pôr tudo de mim em todas as coisas, mas só nas que valem a pena, nas que não nos fazem sofrer e que só assim se pode evitar sofrimentos, mas que, mesmo que a gente se engane e essas coisas nos tragam coisas más, é lidar com elas de frente e nunca fugir, porque elas acabam sempre por nos apanhar de uma maneira ou de outra.


sexta-feira, 8 de março de 2013

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (20)

         Vale a pena ler tão sábio conselho! :)

        «A solidão não é um exclusivo dos que estão sós – tantas vezes é nas casas cheias que damos de frente com ela… Viver é também um exercício de preparação para a solidão, a que chega para nos confrontar com o que somos e deixámos para trás. Contudo, evita chamá-la antes de tempo – não é bem-vinda quando os músculos são jovens e os sonhos possíveis. Se tudo em ti ainda é futuro expulsa-a enquanto podes, mas se te sentes maduro de passado não receies abrir a porta a uma amiga que te será sempre leal».

Autor: Luís Osório

terça-feira, 5 de março de 2013

Pedaços de Mensagens Trocadas (12)


           Receber uns miminhos de vez em quando faz muito bem ao ego e à alma :D

          "Não te mando isto para tu responderes. Também gosto de ter os meus momentos em que simplesmente não faço nada, em que a cabeça fica vazia. E é nestas alturas que temos o coração aberto. Por vezes triste, por vezes feliz.
           Ainda não te conheço bem. Conheço pouco de uma pessoa que aprendi a admirar e a adorar. Por momentos simples fazes-me sorrir. 
          Aquilo que tens de ter sempre na tua cabeça é aquilo que eu guardo de ti, no coração, é que foste tu que te fizeste mulher.  Com ajuda ou não, mas foste tu que te tornaste a esplêndida mulher que eu conheci.
         Amizade, amor, ódio, alegria, são tudo sentimentos de que já te falei mas acho que poucas foram as vezes que te disse que te admirava. Sinto-me capaz de tudo por ter o teu exemplo. Parece pouco?? Não interessa o que parece. O teu coração tem um valor inestimável. Se eu fosse cego iria na mesma saber o quão linda tu és, bastava ouvir-te com esse teu sotaque a dizer "OH MEU DEUS".
         Fica em silêncio. Os anjos também descansam.
        Descansa com um sorriso pois algo assim nunca deve ficar escondido. Obrigado por tudo!"

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O que andamos a ler (7)

          O Rio das Flores foi o livro que acabei de ler durante o mês de Janeiro, visto que estive de férias por não ter exames e já andava com ele há imenso tempo. Amei! É fantástico :)
           Como é habitual e foi esse o propósito de ter iniciado esta rubrica, através de um desafio que me foi colocado, é certo, deixo-vos aqui algumas citações para vos despertar a curiosidade. Só algumas, porque há muitas mais que publicarei depois.

         "Sou republicano quanto às ideias, mas monárquico no coração. Lamento que a Monarquia não tenha sabido democratizar-se, lamento que a República tenha confundido liberdade com libertinagem. Uns e outros prepararam a cama para a ditadura."

         "Acho que os portugueses não gostam o suficiente da liberdade para se importarem muito com a ditadura. Desgraçadamente, não somos ingleses, nem sequer franceses! Nem ao menos espanhóis!"

        "Disse apenas que é o povo português, tal como o vejo: preferem a ordem à liberdade, preferem que alguém decida por eles, em vez do fardo de terem de ser eles a decidirem e a baterem-se pelo seu destino."



          "Tenho medo que a liberdade se torne um vício, enquanto que agora é apenas uma saudade."

          "O melhor que a amizade tem, pensou Diogo para consigo, é a partilha do silêncio."

          "Ora, padre Júlio! Cada um é como é, e para isso é que Deus o pôs cá na terra. Para ouvir, perdoar e calar!"

          "(...) a vida, às vezes, é feita de impossíveis coincidências."

          "Espero bem que as primeiras impressões não desmereçam de tantas ideias e tantas ilusões de que te foste fazendo sobre o Brasil!"

          "(...) nasci tarde demais para o desconhecido, cedo demais para a lucidez. Não sei o que procuro, mas sei do que fujo. Não sei o que encontro, mas sei que vou, que flutuo – como este grande balão, devagar e em frente, suspenso sobre tudo o que são as certezas, a terra firme onde os outros são felizes e realizados e eu não."


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Crenças acerca da vida.

         Compreendi, talvez muito cedo até, que há certos acontecimentos maus, aqueles que nos deixam de rastos, que nos partem o coração, que nos levam as forças, a alegria e a vontade, que nos tiram tudo, que têm um propósito, que trazem com eles algo mais importante do que as coisas más, algo que, para conseguirmos perceber, temos de pôr muita coisa para trás das costas: a raiva, a dor, a vontade de desistir...
         Não é fácil abandonarmos esses sentimentos e conseguir retirar desse mau acontecimento a lição que a vida  nos quis dar, não é nada fácil, mas é condição essencial para que possamos voltar a erguer a cabeça e o nosso coração volte a recompor-se.
         Quero acreditar  que é assim que as coisas funcionam, que não há por parte da vida tamanha crueldade e frieza para que as coisas más que nos faz sejam só para nos fazer sofrer, só porque talvez até se divirta a observar como cada um de nós reage aos problemas, como cada um de nós lida com a dor, com a incerteza, com a angústia.
         Já é muito difícil viver a acreditar que há sempre qualquer coisa boa a retirar dos maus acontecimentos. Se assim não fosse, então seria quase ou até mesmo impossível.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Materiais de Reconstrução.

O nosso coração é como um qualquer objeto de vidro: quando gostámos muito de um determinado objeto e ele se parte, queremos colá-lo, voltar a tê-lo tal e qual ele era, mas por muito boa que a cola seja, as marcas ficam sempre, há-de sempre notar-se que aquele objeto já foi partido.
Era muito bom que quando o nosso coração se partisse, tudo o que fosse preciso para o pôr outra vez inteiro fosse cola como a que cola os objetos, assim, seria uma tarefa fácil e as marcas não seriam nem metade do que as que, por norma, ficam.
Felizmente para nós, também existe cola para o coração. Não é fácil de a encontrar, de perceber se é aquela que deve ser usada ou não e, às vezes, quando, por ser difícil encontrar a cola certa, encontrámos uma que não é a apropriada ele ainda se parte mais, fica ainda com mais marcas.
Há diferentes tipos desta cola milagrosa da qual precisámos mais vezes do que as que gostaríamos: há o abraço de um amigo, há uma conversa que, muitas vezes, não queremos ter, há as decisões que têm de ser tomadas, há os gestos das pessoas que nos amam e nos fazem sentir especiais, há o carinho e o apoio, mas também os sermões e as chamadas de atenção... há mil e um tipos e cada um adequa-se aos diferentes tipos de corações e há quantidade de pedaços em que o coração foi partido.
Por mais complicado que, por vezes, possa parecer reconstruir um coração partido, o segredo é nunca deixar de procurar, nunca deixar de o querer recompor, porque ter um coração partido, é a dor mais difícil de suportar e exige um esforço supra-humano que poucos de nós são capazes de o fazer.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (19)


Depois de ter estado tanto tempo ausente por diversos motivos que não importa para o caso referir, nada melhor do que regressar - ou talvez isto seja apenas uma tentativa que acabará por sair frustrada - em grande, como se costuma dizer. E estas palavras que deixo aqui são palavras sábias, conselhos e recomendações importantes! Deliciem-se :)

"Encerrando ciclos"

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas na sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração, e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio  que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és. E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."

— Fernando Pessoa*

* a autoria deste texto não é de todo consensual. A maioria aponta Pessoa, sendo que Paulo Coelho também é apontado como possível autor.