Já
há muito tempo que não me dava para estas coisas, mas há certos acontecimentos
da vida que despertam em mim reflexões, sem que elas tenham que ver
necessariamente com esses acontecimentos. São mais como se fossem conclusões ou
outra coisa qualquer a que não me apetece dar um nome.
Hoje
quero falar das amizades que não necessitam de uma presença diária, pois apesar
de parecer um contra senso à primeira vista, elas são como o que se diz das
bruxas: “que as há, há” e eu não só as vejo como tenho algumas deste género de
que gosto muito.
As
amizades a que eu decidi chamar de “Amizades da Vida” são aquelas que, por
muito pouco que parece que se viveu e partilhou com determinada pessoa, há um
sentimento que nos une, que faz parecer que se partilhou quase uma vida inteira.
São as amizades que não necessitam de um contacto diário para se sentir que se
gosta e que essa pessoa gosta de nós. São as amizades que compreendem que a
vida, por vezes, é quem escolhe o caminho que seguimos, por mais que teimemos em
mudar de rumo. São as amizades que não cansam, que não chateiam, que apesar de
passarem semanas e até meses, às vezes, sem falarmos, que a gente sabe que se
ligar para essa pessoa ela nunca vai achar “o que é que esta quer? Lembrou-se
agora que eu existo?”. São as amizades que menos complicam, que menos exigem e
que estão sempre lá para nós, como as outras.
É certo
que se perdem vários momentos sem a tal presença e contacto diários, é certo
que, por vezes, se falha à pessoa amiga em momentos mais difíceis, mas também é
certo que se consegue sempre compensar essas falhas, quando se quer, quando as
intenções são realmente essas!
Por
tudo isto e porque, para mim, “As Amizades da Vida” são como todas as outras,
deixo aqui um abraço gigante a todos os meus amigos da vida, que não é por isso
que os adoro menos, porque cada um tem um pedaço da minha história, tem um
pedaço de mim que, apesar de poder ser pequeno, é o pedaço essencial para que
mantenhamos uma amizade!
Um
grande viva às “Amizades da Vida”!
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