terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pedaços de Mensagens Trocadas (6)

Ultimamente, tenho tido pouco tempo para investir em ideias de textos que tenho anotadas nas notas do meu telemóvel, para investir nas rubricas que aqui tenho criadas. E tenho pena. Mas mais pena tenho quando não tenho tempo para ter conversas interessantes e sérias com as pessoas com quem costumava falar, quando não tenho tempo para estar com as pessoas com quem estava habituada a estar. Há coisas que mudam, porque é inevitável, mas não é necessariamente o sentimento, é só a rotina, aquela espontaneidade nos gestos, nas palavras, mas a essência fica, o importante permanece. 
Hoje deixo aqui mais um pedacinho de um e-mail trocado com o Sérgio (http://nabocadeca.blogspot.com/). Palavras escritas por mim, na altura em que eu demorava meia hora a escrever-lhe um e-mail, na altura em que ainda só comunicávamos dessa forma.


Entre o Amor e a amizade, coisas que nos oferecem "algo palpável", como descreves-te, e o Sonho, as inúmeras vertentes do sonho, prefiro, seguramente, as sensações palpáveis. Mesmo as sensações mais cruéis que esses sentimentos nos oferecem, quando não são verdadeiros: a desilusão, a sensação de sermos traídos, de sermos enganados... Alguns afirmariam que devo ser masoquista para preferir as más sensações dos sentimentos às fantásticas fantasias que um sonho nos oferece. A esses responder-lhes-ia que essas más sensações, se soubermos lidar com elas, transportam uma sabedoria enorme que nos ensina inúmeras lições.
Eu por exemplo, costumo dizer que agradeço a todos os que me fizeram e fazem bem, mas que agradeço ainda mais aqueles que me foram colocando obstáculos, que me foram criando feridas e cicatrizes, porque a eles devo grande parte daquilo que sou agora em termos de força e de resistência a situações de dificuldade, entre outras características da minha personalidade.

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