Ultimamente, tenho tido pouco tempo para investir em ideias de textos que tenho anotadas nas notas do meu telemóvel, para investir nas rubricas que aqui tenho criadas. E tenho pena. Mas mais pena tenho quando não tenho tempo para ter conversas interessantes e sérias com as pessoas com quem costumava falar, quando não tenho tempo para estar com as pessoas com quem estava habituada a estar. Há coisas que mudam, porque é inevitável, mas não é necessariamente o sentimento, é só a rotina, aquela espontaneidade nos gestos, nas palavras, mas a essência fica, o importante permanece.
Hoje deixo aqui mais um pedacinho de um e-mail trocado com o Sérgio (http://nabocadeca.blogspot.com/). Palavras escritas por mim, na altura em que eu demorava meia hora a escrever-lhe um e-mail, na altura em que ainda só comunicávamos dessa forma.
Entre o Amor e a amizade, coisas que nos oferecem "algo palpável", como descreves-te, e o Sonho, as inúmeras vertentes do sonho, prefiro, seguramente, as sensações palpáveis. Mesmo as sensações mais cruéis que esses sentimentos nos oferecem, quando não são verdadeiros: a desilusão, a sensação de sermos traídos, de sermos enganados... Alguns afirmariam que devo ser masoquista para preferir as más sensações dos sentimentos às fantásticas fantasias que um sonho nos oferece. A esses responder-lhes-ia que essas más sensações, se soubermos lidar com elas, transportam uma sabedoria enorme que nos ensina inúmeras lições.
Eu por exemplo, costumo dizer que agradeço a todos os que me fizeram e fazem bem, mas que agradeço ainda mais aqueles que me foram colocando obstáculos, que me foram criando feridas e cicatrizes, porque a eles devo grande parte daquilo que sou agora em termos de força e de resistência a situações de dificuldade, entre outras características da minha personalidade.
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