Meu pequenino completas hoje o teu primeiro ano de vida. PARABÉNS!
Estou aqui a lembrar-me de vários episódios que tenho bem presentes na memória e que sempre recordarei, porque todos eles foram marcantes. Vou partilhar alguns contigo. Ora, comecemos por ordem cronológica: a notícia da tua existência. Foi na noite de natal do ano passado, em 2009, que o pai me revelou que iria ter um novo irmão. Lembro-me muito bem das palavras que ele usou e da forma desastrosa e desajeitada com que falou, aliás, com que sempre fala quando o assunto envolve questões sentimentais. (Fica-te já a observação e prevenção!) Consegui perceber que ele estava feliz, que não tinhas sido um “acidente”, mas antes um “caso” bem planeado. Tenho que te confessar que o sentimento não era mútuo. Não foi com bons olhos que recebi a notícia, não porque tivesse ciúmes ou algo do género, também não sei explicar ao certo porquê, mas creio que o medo da responsabilidade e do trabalho que forçosa e inevitavelmente, recairiam sobre mim contribuíram imenso para que eu não tivesse ficado contente com a notícia, como o pai estava.
Outra coisa que me lembro e que aconteceu poucos dias depois tem a ver com o meu partilhar de emoções e apreensões com uma pessoa que me é muito especial. Foi num treino de voleibol, durante o aquecimento, que contei à Rita a novidade: “novo irmão” is comming. Eu estava ainda a tentar digerir a notícia e lembro-me que a Rita nem precisou de tempo para o fazer. Penso que se ela não me visse naquele estado apreensivo tinha desatado a dar pulos de alegria. Foi um momento um tanto ou quanto hilariante, pelo local e pela conversa em si, constantemente interrompida pelas chamadas de atenção do treinador. Memorável.
Seguidamente, chegou a altura de anunciar aos outros amigos mais próximos as novidades. Desta vez foi a simples notificação do facto, sem lugar para manifestações de apreensões ou algo do género. Lembro-me perfeitamente das palavras que usei. Estávamos todos juntos a falar sobre o natal e os presentes e eu, muito lampeira, anunciei, com estas exactas palavras: “O meu pai e a minha madrasta também decidiram dar-me um presente no natal: um novo irmão”! Ficaram todos boquiabertos comentaram uma ou outra coisa e o assunto “natal, prendas” prosseguiu.
Bem, o tempo lá foi passando. Desde o dia do anúncio da tua existência tinha cerca de 7 meses para me acostumar à ideia que me estava a custar imenso aceitar. Estava e continuou a estar. Até tenho vergonha de te revelar isto, mas os momentos que me marcaram não foram todos bons ou hilariantes ou algo parecido, também houve alguns maus. Um deles foi a forma estúpida e fria com que te recebi. Eu tinha acabado de chegar de Lisboa, ainda não tinha aceitado que tu já existias e estavas no minha vida para ficar, vinha chateada porque, de forma indirecta, é verdade, foi por tua causa que eu não fui de férias para o Algarve e tudo isso influenciou a minha atitude de um certo desprezo que se traduziu na mera espreitadela que dei no teu berço, para ver como eras e fui para o meu quarto, não me recordo bem, mas acho que chorei. Estava num estado horrendo, disso lembro-me, e nesse estado andei durante quase o primeiro mês da tua existência.
Mas felizmente, as coisas foram mudando, para melhor. À medida que o tempo ia passando os meus olhos começaram a brilhar quando falava sobre ti a alguém, o meu orgulho em ter um afilhado foi crescendo, o meu amor por ti foi-se tornando no que é hoje: um amor incondicional.
Querido, lembro-me de muitos mais momentos que gostaria de partilhar contigo, mas acho que os guardo para uma próxima carta.
PARABÉNS, mais uma vez! Felicidades.
Amo-te, meo Gui,
Beijinhos.
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