sexta-feira, 19 de março de 2010

O sofrimento está sempre associado ás grandes paixões!

Sou apologista da ideia de que quando as situações em que estamos envolvidos nos dão mais dores de cabeça, mais desgostos, mais problemas do que alegrias, do que prazer e satisfação, como deveriam dar, devemos acabar por desistir delas. Não digo desistir à primeira dificuldade, face ao primeiro obstáculo. Falo sim de situações em que todos e quaisquer esforços que façamos não produzem qualquer tipo de boa sensação, qualquer tipo de compensação. Falo de situações que nos fazem tão mal que acabamos por cair num enorme buraco onde só temos, por companheiros, o cansaço e a frustração.
É claro que esta pode não ser uma boa filosofia de vida. É apenas a minha filosofia, uma das minhas filosofias, e, sinceramente, não a aconselho a ninguém porque, por vezes, e tenho bem consciência disso, desistir é uma opção que não devia nunca ser considerada. Lutar por aquilo em que acreditamos, por aquilo que gostamos, é sempre a melhor solução. Desistir deve ser a última, das últimas hipóteses a considerar. Aliás, o ideal seria que nem fosse considerada, que não fosse nunca encarada como solução.
Tenho consciência disso, mas, mesmo que tente desfazer-me desta minha filosofia, acho que nasci para a ter como conselheira para o resto da vida. E o problema é que me guio por ela na maioria das situações da minha vida, acabando por abdicar de objectivos que, se me dispusesse a lutar um pouco mais, conseguiria atingir.
Tenho uma paixão que, ultimamente, me tem deixado de rastos, que me tem feito um mal enorme. Tudo o que me proporciona são momentos de puro stress, de agonia, dores de cabeça, insónias, cansaço, sobretudo cansaço e frustração! Quer dizer, acho que é mais do que uma paixão, é um vicio uma necessidade vital, uma… uma… uma coisa que está a dar cabo das minhas forças, das minhas energias todas! O mais engraçado desta situação é que já pensei em desistir, já tentei desistir, mas não consigo! Desta minha paixão tenho a certeza que nunca conseguirei desistir, consigo desistir de milhentas coisas, acho que de tudo até, mas disto, deste vicio?
Meu deus tem doído, tem doído tanto, têm-me feito tanto mal!
Gostava de conseguir desistir desta paixão que me está a matar aos poucos!

Um comentário:

sandra disse...

isto não há nada como dar mais movimento aos blogues vizinhos:)
Obrigada por teres aceite, também gosto muito deste poema, mas é tão dificil dizer qual é o meu favorito.

Beijo

Gosto-te.

Ps- ja viste o video do nosso J.N?