segunda-feira, 11 de junho de 2012

Coisas do coração!

É do conhecimento geral, ou se calhar nem tanto, que construir uma relação é uma das tarefas mais difíceis que podemos ter, mas acho que poucos compreendem a verdadeira essência de tamanha dificuldade, por isso é que há muitos bons relacionamentos que até achamos que vão durar para sempre e, mais tarde ou mais cedo, descobrimos que acabaram e não percebemos bem porquê.
Acho que sempre pensei que percebia essa complexidade, porque sabia que numa relação é preciso haver compreensão, confiança, fazer cedências, mimar a pessoa com quem estamos, mas aos poucos estou-me a aperceber de que sim, é preciso tudo isso, mas a tal dificuldade não reside aí quando se tratam de relacionamentos que contem já com uns bons meses, pelo menos, de vida conjunta. A dificuldade é maior e mais importante do que isso tudo.
Uma relação é feita de altos e baixos, bons e maus momentos, discussões, zangas... é suposto ser uma espécie de construção, mas não é uma construção uniforme, em que cada um tenha de encaixar a sua parte e segurar a sua metade da construção e está feito. Equilibrar e conseguir uma construção sólida envolve coisas bem mais importantes e complicadas, porque os pedacinhos da construção não são todos iguais, há sempre momentos maus, más atitudes, maus comportamentos que tomam proporções maiores do que os momentos bons e as alegrias e torna-se difícil gerir os espaços, equilibrar as coisas para que a construção não caia por terra e todo o trabalho e esforço sejam em vão! É necessário saber diminuir essas partes para que se confundam com as coisas boas e sejam minorizadas, para que as coisas boas prevaleçam, que é o que faz com que a construção se aguente e solidifique.

domingo, 11 de março de 2012

Formas de pensar.

Sejamos honestos, há poucos momentos na nossa vida em que quando nos perguntam se está tudo bem a verdadeira resposta é que sim, está tudo ótimo, mas a vida é mesmo assim, não é? Estamos sempre insatisfeitos, há sempre qualquer coisa que nos estraga aquele brilhozinho dos olhos que por momentos pensamos ser eterno. Se soubermos analisar bem as coisas, os problemas e os obstáculos de que tanto nos queixamos são os melhores impulsionadores para que nos transformemos em guerreiros, em batalhadores, para que consigamos ultrapassar esses obstáculos, e sabem bem, penso eu, pelo menos a mim sabe-me muito bem, ser um lutador. Sabe ainda melhor vencer depois de batalhar e ultrapassar obstáculos. A sensação é das melhores do mundo!
Todos nós, uns mais outros menos, vamos dizendo que está tudo bem quando no fundo até não está. Uns porque assim afastam a hipótese de terem de falar de assuntos que não querem e outros, simplesmente, porque é a forma de encararem as coisas, porque acreditam que quanto mais pensarem e verbalizar que as coisas estão bem, é meio caminho andado para elas comecem a ficar bem. Aos primeiros acho que devia ser dado sempre o direito de dizer que as coisas não estão bem mas que não querem falar do assunto sem que a pessoa em questão insista ou aja de forma diferente perante o sofrimento dessa. Porque sabe bem, às vezes, poder dizer que as coisas não estão bem e ter só um ombro amigo ou um colo onde nos podemos refugiar e saber que ninguém nos vai exigir nada. Aos segundos, acho que devia ser prestada toda a nossa admiração e usá-los como exemplo, porque são uma força da natureza, porque são os únicos que conseguem resolver primeiro o problema que os atinge ou ultrapassar o obstáculo que os impede de alcançarem o que querem, porque são os que têm a melhor filosofia de vida que é aquela que diz que se controlarmos o nosso pensamento conseguimos ser e estar como queremos, que se dissermos a nós próprios que estamos bem, vamos arranjar alternativas e acabar por ficar realmente bem, é aquilo que o Miguel Gonçalves traduziu na frase “aquilo que tu dizes 16h por dia à tua cabeça, o corpo acredita!”
Há que mudar a forma de encararmos as coisas. Podemos deprimir de vez em quando, não é crime nenhum, mas há que adotar uma estratégia otimista, porque a vida não está a ficar cada vez mais cor-de-rosa, muito pelo contrário! 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pedaços de Mensagens Trocadas (11)

Ando com vontade de escrever mas com pouco tempo e também paciência, confesso, para me sentar e pensar um bocado, dar outro bocado de asas à imaginação... Têm-me passado tantas coisas pela cabeça que é nestas alturas que o meu cérebro não quer dar especial atenção a nenhuma delas e então deixo-me andar, até que acaba por passar e ganho outra vez vontade para me dedicar ao que tem mesmo de ser feito. 
Não sei bem a que propósito, mas lembrei-me hoje deste excerto de uma conversa que tive há uns tempos com um amigo. Falávamos de assuntos que normalmente as pessoas não falam no dia-a-dia, questionavamo-nos sobre o porquê de não se falar mais vezes neles e eu respondi-lhe o que está no excerto que se segue. Surpreendo-me e entristeço-me ainda hoje com a verdade da minha afirmação no final da resposta: 


Porque é que não trocámos comentários/opiniões sobre estes assuntos no dia-a-dia é outra das grandes questões. Muitos afirmariam que o tempo em que estão com as pessoas de quem mais gostam não chega para falar sobre assuntos tão complexos, outros diriam que nem tempo têm para conversar quanto mais sobre assuntos destes, enfim, uma infinidade de desculpas... Desculpas que eu usaria, com certeza, para justificar o simples facto de o ser humano contentar-se em manter relações superficiais e em falar sobre banalidades que não engrandecem a nossa sabedoria e conhecimento.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (18)

Já há muito que não publicava nada nesta rubrica e hoje, ao ler uns documentos que tenho guardados no computador, encontrei estas maravilhosas frases, retiradas de um livro que eu li há pouco tempo: "Vida em Mim". 

"Em momentos de lucidez, percebo que a nossa inteligência, tal como um candeeiro em beco de rua, apenas nos permite ver uma parte do chão que pisamos.
 (...)
O mundo está cheio de cores para as quais somos cegos.
(...)
A angústia do que o futuro nos reserva, é a maior das torturas.
(...)
As pessoas não sabem, mas o nosso cérebro tem cavernas e grutas marinhas por onde passam correntes de mar com sabor a lágrimas. Mar com marés altas e baixas ao ritmo do bater do coração. Tem nascente e foz, num fluxo ininterrupto."


Autor: Nuno Lobo Antunes.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

The 30 Day Photo Challenge (5)

The 30 day photo challenge

Day 05 - A picture of your favorite memory


Confesso que esta foto foi difícil de decidir qual queria publicar, porque há taaantas memórias que quero guardar para sempre, tantos momentos em que fui imensamente feliz, que não tenho uma memória favorita.
Esta foto foi tirada no meu baile de finalista do 12º ano, mas não é a memória do baile em si que é inesquecível e me fez escolher esta foto. Foi sim, tudo o que vivi durante o secundário, com estas mesmas pessoas que estão comigo na foto. Isso sim, foi inesquecível e é dele que retiro grande parte das minhas melhores memórias... Fui tãaaao feliz, voltaria atrás no tempo, se pudesse, só para reviver tudo de novo! :D E quantas saudades tenho...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Certezas e convicções.

Certas situações que tenho vivido ultimamente têm-me feito pensar em meia dúzia de coisas, uma delas é nas minhas características daquilo que dizem ser o feitio de uma pessoa.
Sempre, desde que me lembro de ter começado a tomar consciência das coisas, me apercebi que não sou uma pessoa com um feitio propriamente fácil de aturar e de se conectar e entender com outros feitios. Coisa de quem tem uma personalidade forte e com convicções vincadas, me parece, porque nunca é fácil para nós abdicarmos de manifestar as nossas opiniões, de tentar impor o nosso ponto de vista.
Quando me pus a pensar nisto lembrei-me da entrevista que a Marina Mota deu no Alta Definição, aqui há uns temos e em que, a certa altura, o Daniel lhe disse: “Dizem, não sei se é verdade, a Marina dir-me-á, tem mau feitio.” e a resposta dela é exatamente o que eu responderia se me fizessem a mesma pergunta: “Eu acho que a maior parte das pessoas que diz isso não me conhece de facto. O meu mau feitio escora-se logo quando as pessoas me conhecem. Eu sou uma pessoa muito rigorosa, eu gosto muito da disciplina quando trabalho, gosto de educação, gosto de pontualidade e esse rigor, às vezes, incomoda, daí dizerem que eu tenho mau feitio.”
Sou mesmo, e não consigo evitar, uma pessoa rigorosa e acho que é esse rigor que às vezes faz despertar o meu mau feitio, porque, e admito, não suporto faltas de responsabilidade, faltas de educação. São duas coisas que me deixam completamente fora de mim e então, confesso, não consigo controlar e evitar, mas estou a tentar e um dia vou conseguir, mandar umas quantas opiniões para o ar, ser arrogante e mazinha, por não escolher as palavras nem a melhor forma de transmitir o meu ponto de vista, que até é o dono da razão, na maior parte das vezes, mas que a acabo por perder por não conseguir manter o meu mau feitio fechado à chave e explicar o que acho sem me exaltar.
Esta intolerância com a falta de responsabilidade e educação torna-se ainda mais agreste no tocante a pessoas que amo e com as quais me preocupo, porque acho que isso as prejudica, porque acho que isso dá uma imagem delas que não é a correta, enfim, porque me preocupo, porque gosto! Mas acabo por ser ainda mais ingrata, ainda mais má e arrogante com eles quando me pronuncio, quando critico. Não sei porquê, mas sei que o sou!
Não é fácil aturar este meu mau feitio quando me ponho a enumerar defeitos, mas este meu mau feitio ajudou-me a ter uma certeza: que quem me ama, aceita-me tal e qual como sou, desculpa-me quando me arrependo e vou pedir desculpa, sim, porque eu sei reconhecer quando exagero ou não me expresso da melhor forma, e que nunca encontrarei ninguém que me ature e me aceite melhor do que quem me ama de verdade! E essa é uma boa certeza para se ter! 

sábado, 7 de janeiro de 2012

The 30 Day Photo Challenge (4)

The 30 day of photo challenge

Day 04 - A picture of your night

Esta não é uma foto da minha noite, porque sem ser quando durmo, as minhas noites são sempre diferentes. Por isso mesmo, por não ter uma foto que defina a minha noite, decidi publicar uma foto de como seria a noite ideal, para mim: Teria na mesma um monte de coisas que faço sempre, como: estar no pc, ver episódios da anatomia de grey, sair com os amigos, brincar com o Gui no sofá da sala, enfim... mas na parte de dormir, queria que fosse assim. Bem, assim assim não, preferia deitar-me numa cama, mas pronto, se isto fosse o que desse para arranjar, juro que não me queixava! :P