terça-feira, 31 de maio de 2011

Pedaços de Mensagens Trocadas (9)

Não me canso de repetir que tive imensa sorte com as pessoas que conheci na cidade para onde fui estudar este ano, e acreditem que tive mesmo e, ao longo do ano, tive mais do que provas disso.
Bem, um ano já passou, e passou rápido. Está na altura de descansar um bocado, matar saudades de outras coisas esquecidas durante todo o tempo que estivemos ausentes e sofrer um bocadinho com as saudades que a nova rotina criada vai deixar. Dessa minha nova rotina fez parte a minha companheira de quarto, de quem vou sentir muitas saudades, que teve um gesto super querido comigo na quinta feira passada, antes de se vir embora, e me escreveu este texto que aqui vos mostro:
ADORO-TE <3 


"OBRIGADA POR TUDO <3
São coisas como esta que este ano valeu tanto a pena, foi tão bom ter-te ao meu lado durante este ano, estives-te comigo sempre. Nos momentos que entrei naquele quarto com um sorriso mas também quando entrava no side e as coisas não corriam tão bem. Aquelas conversas que eram sempre tão longas e que surgiam do nada e que nos faziam estar acordadas tantas horas sabendo que teríamos aulas bem cedo no dia seguinte, elas foram importantes para o nosso relacionamento e a nossa amizade foi crescendo de uma maneira tão saudável e hoje tenho orgulho nisso. Não me vou esquecer de todos aqueles abraços, de todos aqueles beijinhos de bom dia enquanto eu ainda me encontrava com um olho meio aberto e o outro meio fechado, daquela guerra para ver quem ia tomar banho primeiro, daquela vez que acordas-te de manhã na minha cama vou ter saudades de tudo isto e de outras tantas coisas. Foram tantos sorrisos e tristezas partilhadas, foi tudo vivido de maneira diferente. Nunca me vou esquecer de tudo que fizeste por mim e fico com a certeza que o voltarias a fazer como eu tornaria a fazer por ti. Hoje temos a plena consciência que vamos sentir saudades uma da outra, que vamos ter saudades de acordar de manhã e olhar para o lado e dizer “Aquela ainda dorme ”. ADOREI QUANDO AQUELE QUARTO QUE CONTEM APENAS DUAS CAMAS E DORMIAM TRÊS PESSOAS * Hoje guardo muitas recordações, fizeste muita coisa valer a pena e ninguém tem noção como este ano foi complicado.
Daquilo que mais vou sentir saudades é quando ao final da tarde depois de um dia de estudo tu entravas naquele quarto com essa tua energia e fazias-me esquecer todas aquelas Químicas e Biologias -.- mas sabes de que mais vou sentir saudades? De TI princesa <3 Vais ser sempre a melhor companheira de quarto :D
Bem, já fazes parte Carina Costa adoro-te <3
p.s.: Desculpa lá se as virgulas não estão no sitio mas eu sou BQ e tu CC sabes bem ah e escrevi este texto duas vezes porque o face andava a bater mal e apagava o que eu escrevia (a)"  by: Bárbara Rodrigues! 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O miminho que eu ofereci a mim própria :)

Estes dias em especial, têm sido de doidos: são os trabalhos para fazer e apresentar, as frequências, os estudos, enfim... --'
Aliás, este ano foi, e está a ser, de doidos e não é que não goste da vida atribulada e preenchida que passei a ter, porque até gosto, mas houve coisas que perdi que tenho muita pena e a principal é o não ter tempo para ler, para escrever e para ver os meus filmes e séries preferidas. Tenho mesmo saudades disso.
Ora, na terça feira acordei com uma ideia que não é normal acordar a pensar assim, mas com o stress da frequencia que tive, acabou por me passar, mas ontem acordei com a mesma ideia e, ao longo do dia, evoluiu para uma necessidade e tive que ir satisfazer essa necessidade: no fim das aulas, fui ao shopping com a miss, e comprei um miminho para mim, que estava bem a precisar e o resultado foi este:




É lindo, não é? :D Agora quero que cheguem rapidinho as férias para poder arranjar tempo para ele :)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Podia haver um sítio onde se comprasse uma coisa tão essencial como esta que me falta tantas vezes!

Já perdi noção das vezes que entrei num autocarro ao domingo à noite com tudo pronto e arrumadinho, mas com a sensação de que me tinha esquecido de alguma coisa, e o que fica, muitas vezes, é a vontade de entrar nesse mesmo autocarro. Volta e meia, ela lá fica perdida em casa, nos pavilhões e balneários, nas ruas que me levam até casa, até à casa de algumas pessoas, nas conversas que queria que durassem mais, nos abraços que gostava que se eternizassem…
Já perdi noção das viagens inteiras que fiz sem que ela me aparecesse, mas também já fiz algumas em que pensei que me tivesse esquecido dela, e a meio da viagem, depois de procurar bem, ela lá me apareceu. Mas, às vezes, teima em não aparecer…
Já perdi noção das vezes que fiz o caminho desde a paragem até minha casa, a arrastar a mala e a chorar por achar que não iria ser capaz de aguentar mais o peso que, às vezes, trago e não é na mala, é nos ombros! Mas também já não sei quantas vezes chorei, ao mesmo tempo que pensava que esta minha nova cidade, esta minha nova “casa” é efetivamente linda e um sítio fantástico para se viver!
Hoje aventurei-me a vir apé até casa, depois de chegar à “bilinha”, e voltei a chorar porque não encontrei a vontade de que tanto preciso, porque trazia, mais uma vez, um peso enorme nos ombros… mas depois, a certa altura, as lágrimas passaram a ser outras – e o curioso é que é sempre na Ponte Vermelha que estas coisas me acontecem, quando os carros estão mesmo pertinho de mim e me conseguem ver as lágrimas, quando olho para aquela paisagem fantástica e me apercebo que esta cidade é lindíssima – passaram a ser lágrimas de uma alegria tímida, de um pensamento mais positivo. Não eram salgadas, eram doces, tinham o sabor de um cansaço que já pesa bastante, – em todas as partes do meu corpo que se possam imaginar, desde joelhos a costas, passando pelo cérebro e pelo coração – mas que está a ser recompensado, aos poucos; eram lágrimas que acarretavam a sensação de dever cumprido, de orgulho no que fiz até agora apesar de todas as coisas menos boas que foram aparecendo pelo meio; eram lagrimas de quem está feliz porque hoje teve a prova de que é amada e de que há pessoas orgulhosas do que faço e que me apoiam muito para que continue a fazê-lo!
Já perdi a conta das vezes em que tenho a certeza que, apesar de tudo, vir parar a Vila Real, foi das melhores coisas que me podia ter acontecido!