segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A aventura universitária :) (5)

Bem, o primeiro semestre desta aventura toda já terminou faz alguns dias.
O meu estado no fim desta primeira etapa é tal que nem sequer forças, paciência, vontade e tempo tenho tido e arranjado para partilhar os melhores momentos que lá passei, partilhei e vivi durante os últimos tempos.
Três meses foi o tempo que já se passou desde o início até esta primeira paragem.
Lembro-me bem das primeiras semanas. Praxes intensivas, montes de novidades e coisas novas… Lembro-me ainda mais e com uma nitidez tal que até quase tenho medo de voltar a pensar nisso, do sofrimento que passei a partir da quarta semana. Sim, estranhamente, foi a partir da quarta semana que comecei verdadeiramente a desesperar. Chorava, sofria como se me estivessem a torturar, tive vontade de fugir e desistir como nunca tinha tido. O tempo foi passando e a constatação de que tinha sido aquilo que eu tinha escolhido, que se estava lá não era por acaso e já que estava devia tentar aproveitar e divertir-me ao máximo, porque tinha que estar lá e tinha (embora desistir tivesse sido considerado como hipótese nos piores momentos, nunca seria uma realidade) e se não estivesse contrariada e mal com a vida, o tempo passaria muito mais depressa e de uma forma muito mais agradável, ajudou a começar a encarar esta aventura de um modo diferente. Um modo que mudou e melhorou tudo.
O último mês passado na Vila foi fantástico. Foi diferente, foi agradável, foi bom, fez-me bem e já deixa saudades. Foi marcado por imensos sorrisos, montes de experiências, doses excessivas de cansaço, mas também, e o mais importante foi o mês de aprofundamento de laços afectivos.
Há uma boa meia dúzia de pessoas que já fazem parte da minha nova vida, que já deixaram a sua marca, que me fazem sorrir e gostar de estar por lá. Graças a elas e com elas fui feliz nos últimos tempos que passei lá e sei que ainda serei muito mais nos próximos que aí vêm.
Quero passar muitos mais fins-de-semana como o primeiro e único que até agora lá passei, quero ir passear pelo parque corgo com a minha Miss e tirar fotos com ela, quero ir ao teatro outra vez, quero ir jantar ao shopping ou ir ao shopping só por ir, quero passar horas na cozinha ou no quarto à treta com as gentes do costume, quero fazer outra vez uma guerra de almofadas nos dois blocos da residência, quero ajudar a Miss a fazer o jantar e jantar em casa dela, quero passar horas com ela na net, quero dormir manhas inteiras, quero ter poucas coisas para fazer e fazer o que tenho para fazer às horas que quero sem ter que dar justificações a ninguém, quero… quero voltar à Vila porque, confesso, já tenho saudades e isto de estar em casa sem fazer nada já não dá com nada! J

sábado, 18 de dezembro de 2010

Querido Pai Natal, (ok, isto é um bocado estranho :p)

Querido Pai Natal, 
Este ano, como em todos os outros, portei-me muito bem, dentro dos possíveis. Claro que sou humana, fazer aneiras, cometer erros e quebrar as regras de vez em quando faz parte dessa condição, mas, assim de uma forma geral, fui uma boa menina. :) Como tal, posso pedir presentes, não posso? *.*
Ora então cá vai a minha lista:
* a maquina fotográfica que tu sabes que quero à imenso tempo (já deves estar cansado que te peça isto);
* um telemóvel novo;                  * uma pen;
* uma carteira;                            * umas joelheiras novas;
* um casaco;                               * umas botas;
* dois ou três livros (os títulos são à escolha, os autores já estás cansado de saber);
Hum, queria mais duas ou três coisas, mas sei como os shoppings andam entupidos por esta altura e não quero que percas todo o teu tempo comigo, pois sei que há por aí mais meninas e meninos que também se portaram bem este ano e que também querem presentes, por isso, fico por aqui!
Sabes? Estou a brincar contigo. Esquece esta primeira lista. Há coisas bem mais importantes que eu quero e que tens mesmo que mas dar para eu poder ser feliz e continuar a ser uma boa menina, sim?
Neste natal quero:
* Manter os bons amigos que tenho;
* Não sofrer muito por causa das saudades;
* Não ficar mais de duas semanas sem ver o meu Gui , os meus amigos e a minha família;
* ter força para fazer os sacrifícios que são necessários para poder continuar a fazer uma das coisas que mais amo na vida;
* Que as pessoas que amo e com quem me preocupo sejam felizes. Porque se eles não são eu também não sou.
* Fazer as cadeiras todas do 1º ano do meu curso;
* Ter boas notas;
* Ter tempo para ler e para passear;
* Continuar a ter conversas até altas horas da noite;
* Ver muita neve;
E não quero:
* Ficar doente;
* Andar stressada e preocupada;
* Ver os meus amigos infelizes ou com problemas;
* Passar por qualquer tipo de experiência/situação dolorosa;
* Ter que tomar decisões difíceis;
* Perder ninguém que tenho, neste momento, na minha vida;
Quero e não quero um monte de coisas que tu sabes perfeitamente, nem precisava de te estar a escrever esta carta. Sabes que estou feliz. Não totalmente, mas estou, e desde que não me tires nada do que tenho agora e o que me vás dar daqui para a frente seja mais ou menos do mesmo que me tens dado, por mim está tudo bem! Não sou exigente a pedir!
Bem, fico à espera que não guardes a minha carta esquecida no meio de todas as outras.
beijinhos,
Feliz Natal

sábado, 11 de dezembro de 2010

Há trabalhos assim! :p

Bem, isto que aqui vou pôr faz parte de um trabalho que tivemos que apresentar numa aula e digamos que é uma espécie de guião da apresentação que fizemos. A maioria das informações são reais, outras pura e simplesmente foram inventadas porque tinhamos que interpretar sensações e incluir imensos movimentos e expressão corporal na apresentação.


A manhã de quinta-feira de duas pessoas que de um momento para o outro começaram a partilhar rotinas!

Dia da semana: quinta-feira. São 7h40 da manhã quando toca o despertador de uma, e 8 horas quando toca o despertador de outra. Hora da aula: 9horas, para as duas. A primeira é a miss (a Bruna), está-se mesmo a ver! A outra é a Carina, também não é difícil de perceber, por alguma razão ela vai sempre de fato de treino e sapatilhas para aquela aula. Não tem tempo para mais!
Toca o despertador e a rotina é semelhante para as duas: espreguiçam-se, levantam-se, espreguiçam-se novamente, abrem a porta da casa de banho, olham-se ao espelho, lavam a cara, dirigem-se ao quarto, vestem-se, enquanto uma delas liga à outra para saberem se vão apé como sempre ou se é preferível ir de corgobus, depende das condições meteorológicas. Acabam isso, dirigem-se á cozinha, tomam o pequeno-almoço, lavam a loiça e o passo seguinte é voltar a ligar para saber se a outra já está a chegar ou para avisar a outra para vir para a rua, depende de quem se despachar primeiro!
Dois beijinhos iniciam o contacto que elas manterão até ao fim da manhã.
Durante a caminhada, há sempre o momento em que se começam a queixar: se não é do calor que está por irem aceleradas é do frio por irem meias a dormir ainda, se não é do cansaço porque a noite foi de pouco sono é do enjoo ou má disposição que o pequeno-almoço tomado á pressa provocou, enfim… Depois há sempre o já chamado “momento do Corgo” em que uma delas vai um bocado mais distraída e quase é atropelada. Lá tem que ser a outra a puxá-la para o passeio e acabam as duas a praguejar com o condutor.
A chegada ao Complexo às vezes é brindada pelo “momento João-Carina” no qual a miss insiste com a Carina que devia ir falar com ele e dizer-lhe que o acha giro e essas coisas todas. A Carina fica toda envergonhada mas ao mesmo tempo sorridente quando se fala nele e acaba sempre por conseguir que a miss se cale com a desculpa “Ui, já viste as horas? Estamos atrasadas…”
Chegam à aula, dizem bom dia, pousam os sacos e os casacos e saltam para o palco onde a aula vai ser passada a fazer exercícios de expressão corporal, interpretação de situações, sensações, etc.
No fim da aula a correria é sempre a mesma porque ainda há que ir a casa, acabar de fazer a mala e estar na rodonorte às 13h15m onde há um autocarro que as leva de fim-de-semana.
Com a correria toda e com a má disposição matinal a persistir, há alturas em que vomitar é a solução. Depois disso ou sem isso, e depois de perderem o corgo, lá vão elas outra vez apé. Voltam a experimentar aquelas sensações todas de cansaço, calor, etc, mas não desistem, não podem. O autocarro espera-as.
Chegam à casa da miss, que é a primeira casa, e é na rua que se fazem as despedidas apressadas: dois beijinhos, um abraço e um “Adeus, bom fim-de-semana, até domingo”, que é quando para cá voltam outra vez.
Bem, e é isto que as duas criaturas repetem todas as quintas, pelo menos até ao final do primeiro semestre, que nunca se sabe o que mudará no próximo!


domingo, 5 de dezembro de 2010

Os finais não podem ser todos felizes!

Duas frases há que resumem a história que ele e ela viveram durante um mês, duas semanas e três dias das suas vidas. Ele fez com que tudo começasse. Ela foi “obrigada” a acabar com tudo o que tentaram e tinham já construído!
A vida tem situações engraçadas e prega-nos partidas que nos fazem, por vezes, andar um pouco perdidos! Mas isso tudo não são mais do que formas que ela arranja para nos fazer crescer, para nos ensinar algumas coisas.
Voltando á história. Eles conheciam-se já há algum tempo, mas não se falavam quando se encontravam. Por razões que não vale a pena explicar, por não terem o mínimo interesse, começaram a falar, e um dia, depois de um pequeno problema, ele decide levá-la a casa.
Estava a chover e ficaram dentro do carro a conversar. Ele a tentar acalmá-la, ela sempre a pensar no que se tinha passado. Ficaram muito tempo a olhar um para o outro e demorou a acontecer o que ambos queriam que acontecesse: o primeiro beijo! Ela não tinha a certeza se aquilo devia ter acontecido ou não. Ele tinha mais do que todas as certezas do mundo.
Um dia depois, ela volta à rotina, pega na mala e vai embora. As certezas que não tinha, só as iria ter no fim-de-semana seguinte, quando ele lhe pegou na mão, olhou para ela e lhe perguntou se ela queria ficar com ele para sempre! (a paixão nos primeiros tempos é mesmo assim: cheia de ilusões e promessas que ninguém pode assegurar que sejam cumpridas!)
Ela continuava sem certezas e contrariamente ao que é o seu comportamento normal não lhe levantou obstáculos, não fugiu, não teve medo. Simplesmente deixou-se ir, embalada nas certezas que ele parecia ter. Foi assim que começou aquela história que iria ser vivida entre duas cidades, entre histórias e desculpas arranjadas, entre sacrifícios e batalhas que acabaram por ser perdidas.
Há coisas na vida que estão destinadas a não dar certo, por mais que se lute.
O tempo foi passando e as coisas começaram a não resultar. Ninguém a pode acusar de não ter tentado. Mas também não é justo que se atire as culpas todas para cima dele. Também não é importante descobrir de quem é que é a culpa. O que realmente importa é que tenham sido felizes enquanto durou e que se esqueça as coisas más que fizeram um ao outro. Acabou, acabou. Que fiquem as boas recordações e que sigam as suas vidas. E é isso que já estão os dois a fazer neste momento.
As coisas nunca acontecem sem um propósito!