Era uma vez um sonho que fui sonhando ao longo de muitos e muitos dias…
O sonho acabou por se ir tornando num objectivo possível de alcançar, mas para isso era preciso trabalhar, despender algum tempo na preparação desse trabalho que precisava de ser feito, mas acima de tudo era preciso força de vontade, empenho, garra, coragem e determinação, coisas que eu tinha pouco.
Um sonho/objectivo acarreta sempre as inevitáveis dúvidas e receios, desperta medos e apreensões e pode acabar por se ter que desistir dele, mesmo antes de se tentar, se não formos suficientemente fortes ou se não tivermos os apoios necessários.
No início, as certezas eram muitas. Com o passar do tempo, foram surgindo novos caminhos, novas opções que os medos e a falta de coragem foram apresentando como uma solução mais fácil e talvez igualmente gratificante, e aí tiveram que começar a ser tomadas decisões, as dúvidas começaram a surgir… e é nessa linha ténue em que, por vezes, nos encontrámos que o apoio de quem nos é importante, ou a falta dele, nos faz pender para o lado correcto ou não.
Há sonhos que não conseguimos construir, e muito menos perseguir, sozinhos. Este meu sonho era um deles. Felizmente, tive, e tenho, a sorte de estar rodeada de pessoas que me ajudaram a acreditar que conseguia construir este meu sonho, que me ajudaram a dar-lhe vida e a transformá-lo em sonho/objectivo possível de se tornar uma realidade alcançada.
O apoio esteve sempre lá. O sonho é que teimava em desvanecer-se nas alturas em que os medos falavam mais alto. Estive muito próxima de decidir matá-lo de vez, por desejar acabar com o sofrimento que aquela perseguição me estava a causar. Muito próxima mesmo. Tão próxima que se poderia duvidar se seria verdadeiro o sonho que eu dizia ter e querer realizar. Eu própria acho que cheguei a duvidar, tal era a vontade de desistir, mas quem me conhece bem sabe que era, e nunca deixou de o ser, verdadeiro.
Houve alturas em que certas pessoas acreditaram mais do que eu na realização deste sonho, e foi esse apoio que fez com que eu não desistisse. Não desisti e fui tentar realizá-lo para que depois pudesse, pelo menos, dizer que tentei. E ainda bem que assim foi, porque agora é a única coisa que tenho para dizer acerca da realização desse sonho: Não consegui, mas, pelo menos, sei que tentei. Se valeu a pena ou não é um balanço do qual ando a fugir desde o dia em que soube que não o consegui realizar…
E, porque o apoio das pessoas foi a coisa mais importante para mim nesta tentativa, quero aproveitar para deixar um enorme agradecimento a todos os que estiveram sempre ao meu lado. Agradecer as palavras de incentivo, de esperança, de acreditação, agradecer os abraços, os beijinhos, os mimos, a coragem que me fizeram ter… Por tudo, Obrigado. Mas o maior agradecimento vai para duas pessoas que foram, sem dúvida, os que mais contribuíram para que eu não desistisse: um porque sabe exactamente o que dizer na altura certa, o outro porque teve a paciência e a dedicação de me aturar algumas horas e de me ajudar no que eu precisei. Aos dois, porque sempre acreditaram que eu conseguiria, porque nunca me deixaram desistir, um muito obrigado: pelo carinho, pela paciência, pela atenção, mas, sobretudo, pelas imensas dores de cabeça que me deram de cada vez que me chamavam á razão, de cada vez que insistiram para que eu continuasse… Muito Obrigado, mesmo!
O que acontece a seguir? Não sei. Acho que agora seguirei um outro caminho e será aí que irei tentar perseguir um outro sonho que apareça. O importante é que eu tente ser feliz e isso, podem ter a certeza que tentarei sempre.
