segunda-feira, 24 de maio de 2010

O (nosso) primeiro encontro.

"O caminho não era longo, principalmente para quem se atreveu a subir a metáfora feminina dos Himalaias. Mas extensa era a estrada das dúvidas. Teria curvas e contracurvas no encontro? Qual o índice de inclinação empático, qual a perigosidade dos sentimentos? Não me afligiam as interrogações, apesar de tudo.
(…)
Silêncio, que o pensamento fala apressadamente. (…)
Na boca de lá, que palavras sairão? (…) Coragem que a vida são três dias antes da Páscoa. Depois ressuscitamos, como eu ali.
Sede de sentir. Fome de ver. (…) És matriz da perfeição nunca perfeita do mundo. É na imperfeição que existe a beleza. É ali e em mim que existes tu. (…) Um olhar mais transviado e eis o transbordo luminoso nos meus olhos. Tu.
Papéis invertidos: eu no cume, eu no como (?!) e tu firme e tu leve no elevador da confrontação. Desenhos que risquei por antecipação saíram obras-primas na tua cara. A minha imaginação nunca seria capaz de rascunhar momentos como aquele. No mesmo pé, no mesmo destino, és Mouris...cá ou lá. (…) Palpitei que gostasses do saco azul. Afinal a cor do mar guarda as melhores coisas e ainda tem o céu como espelho, duplicando a sensação de infinito. Eu senti-me assim. Com tempo, tendo-o pouco. Com tudo, tendo-te só pela frente.
Desembrulhaste-me a alma com os teus olhos castanhos. Céus, como me senti vestido antes! O Norte é verme... Lho digo eu! (…) Maturidade que te vejo em tantas voltagens de contactos anteriores e que não me deram choque, pois já sabia há muito do teu toque supra-humano. (…)
Ri... ‘tá? É que eu fico tele-imóvel e sem mensagens de graça já com o singular de linda, quanto mais com o plural! O centro não é para mim. Atenção, dou-a aos outros. A ti. A mares que são vólei entre hippies e transeuntes, como eu no futuro. (…)
Vai, foge-me que eu não tenho rede para saltares. (…) Joga o teu orgulho dum campo ao outro, p(r)onto! AplaudIREI sempre que quiseres. Entregas-te ao sacrifício nas pontas dos dedos. Eu sei que te dói o vólei alheio. Mas sempre um sorriso, sempre o conforto, sempre a ternura, no servir a lealdade à eqUIpa! Capitã, campeã... Amanhã? Não, certezas do hoje.
(…) Final do jogo. Última a sair, eterna primeira a subir a cabeça. Haverá alguém a pôr-te a coroa, te garanto!
Banho, que eu venho já. Café, esqueci-me do corpo. Todo ele a pensar em ti. Voltei num ápice, mais dois dedos de conversa que o vólei não levou. (…) O aDEUS que eu não queria. Em suma, foi chegar, ver e ressusCITAR. Livremente obrigado, deusa que me insPIRAS!”

Autor: Companheiro de relação esquesito-especial. :)

Um comentário:

Druco disse...

Oooops, agora o mundo sabe o quão tolinho eu sou... Por ti! ;D

Beijinhos ;)