domingo, 30 de maio de 2010

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência ! (7)

"Esta palavra esperança, com maiúscula ou sem ela, o melhor é riscá-la do nosso vocabulário. Só os exilados e os desterrados que se conformaram com o desterro e o exílio a devem usar, à falta de melhor. Dá-lhes consolo e alívio. Os não conformados têm outra palavra mais enérgica: vontade."

Autor: José Saramago.

Sou uma não conformada por natureza, e a vontade que tenho é tão grande que sei que conseguirei mudar o meu mundo, mais cedo ou mais tarde, com muita ou pouca dificuldade. Não é esperança que tenho, é mesmo vontade, e vou conseguir!

terça-feira, 25 de maio de 2010

:)

Sorrisos ao início, no decorrer e ao fim do dia? Sim, quero-os sempre.
A sensação é tão rara que, quando nos ataca, parece nova, sentimo-nos como se fosse a primeira vez que nos tivesse a acontecer. Realmente só quando as coisas nos faltam é que lhes sabemos dar valor.
É parecido com o estarmos apaixonados, é parecido com o estarmos contentes quando nos acontece uma coisa boa, mas não é isso, é uma sensação inexplicável porque é originada não por um, não por dois mas por vários acontecimentos que nos deixam num estado que é um misto de felicidade e de euforia. Não nos limitamos a sorrir, sorrimos sozinhos, sorrimos por tudo e por nada, sorrimos com o sorriso normal, sorrimos com os olhos, sorrimos com o corpo... Irradiámos alegria, felicidade, satisfação, bem-estar
e até loucura que dá um toque final ao nosso estado resplandecente que nos faz aguentar qualquer cansaço, suportar qualquer atrocidade...
Amanhã, quero-os outra vez. Aliás, quero-os sempre comigo, os sorrisos! :)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O (nosso) primeiro encontro.

"O caminho não era longo, principalmente para quem se atreveu a subir a metáfora feminina dos Himalaias. Mas extensa era a estrada das dúvidas. Teria curvas e contracurvas no encontro? Qual o índice de inclinação empático, qual a perigosidade dos sentimentos? Não me afligiam as interrogações, apesar de tudo.
(…)
Silêncio, que o pensamento fala apressadamente. (…)
Na boca de lá, que palavras sairão? (…) Coragem que a vida são três dias antes da Páscoa. Depois ressuscitamos, como eu ali.
Sede de sentir. Fome de ver. (…) És matriz da perfeição nunca perfeita do mundo. É na imperfeição que existe a beleza. É ali e em mim que existes tu. (…) Um olhar mais transviado e eis o transbordo luminoso nos meus olhos. Tu.
Papéis invertidos: eu no cume, eu no como (?!) e tu firme e tu leve no elevador da confrontação. Desenhos que risquei por antecipação saíram obras-primas na tua cara. A minha imaginação nunca seria capaz de rascunhar momentos como aquele. No mesmo pé, no mesmo destino, és Mouris...cá ou lá. (…) Palpitei que gostasses do saco azul. Afinal a cor do mar guarda as melhores coisas e ainda tem o céu como espelho, duplicando a sensação de infinito. Eu senti-me assim. Com tempo, tendo-o pouco. Com tudo, tendo-te só pela frente.
Desembrulhaste-me a alma com os teus olhos castanhos. Céus, como me senti vestido antes! O Norte é verme... Lho digo eu! (…) Maturidade que te vejo em tantas voltagens de contactos anteriores e que não me deram choque, pois já sabia há muito do teu toque supra-humano. (…)
Ri... ‘tá? É que eu fico tele-imóvel e sem mensagens de graça já com o singular de linda, quanto mais com o plural! O centro não é para mim. Atenção, dou-a aos outros. A ti. A mares que são vólei entre hippies e transeuntes, como eu no futuro. (…)
Vai, foge-me que eu não tenho rede para saltares. (…) Joga o teu orgulho dum campo ao outro, p(r)onto! AplaudIREI sempre que quiseres. Entregas-te ao sacrifício nas pontas dos dedos. Eu sei que te dói o vólei alheio. Mas sempre um sorriso, sempre o conforto, sempre a ternura, no servir a lealdade à eqUIpa! Capitã, campeã... Amanhã? Não, certezas do hoje.
(…) Final do jogo. Última a sair, eterna primeira a subir a cabeça. Haverá alguém a pôr-te a coroa, te garanto!
Banho, que eu venho já. Café, esqueci-me do corpo. Todo ele a pensar em ti. Voltei num ápice, mais dois dedos de conversa que o vólei não levou. (…) O aDEUS que eu não queria. Em suma, foi chegar, ver e ressusCITAR. Livremente obrigado, deusa que me insPIRAS!”

Autor: Companheiro de relação esquesito-especial. :)

sábado, 8 de maio de 2010

A essência e o segredo...

A vida é o que nos acontece enquanto estamos ocupados a tentar vivê-la.
É os medos, as alegrias, as tentativas e os erros, as hesitações e decisões, a violência e a ternura. É sangue e gargalhadas, lágrimas e sorrisos, paixão e ódio. A vida são momentos, atitudes, sentimentos…
Tudo o que fazemos para tentar viver, às vezes, não é mais do que isso: uma tentativa. Uma tentativa tão exasperada que nos mostra um lado penoso da vida.
Se deixarmos de tentar, uma vez ou outra, não nos fará mal nenhum. Só nessas alturas é que nos daremos conta do que é realmente viver e de como as coisas podem ser mais fáceis. A vida é o que nos acontece, todos os dias, naturalmente.
Não digo que devemos assistir passivamente à passagem da vida, claro que não, isso também não será viver. Mas, de vez em quando, sabe bem apreciá-la no que de mais simples e belo ela tem. Sem pressas, sem correrias…
O segredo para vivermos e atingirmos a felicidade passa por sabermos viver. Lutar por nós, pelos outros, por aquilo em que acreditámos faz parte dessa aprendizagem, mas essa deve ser sempre feita de uma forma controlada, contida, sem grandes stresses e preocupações - esta é a vida que nós construímos, sim porque nós temos esse poder. Além disso, devemos parar, de vez em quando, para, pura e simplesmente, observarmos o que acontece à nossa volta, para apreciarmos as consequências das nossas atitudes e acções - e esta é a tal vida que acontece naturalmente e que tem uma beleza indescritível.