Hoje, assim do nada, surgiu-me a ideia de criar aqui no meu blogue uma espécie de rubrica onde vou passar a postar citações dos livros que for lendo. Tenho pena de não me ter lembrado duma coisa destas mais cedo porque já li alguns livros que podiam enriquecer bastante esta rubrica com as suas maravilhosas palavras, vou tentar recuperá-las.
Aproveito já para deixar a minha primeira citação. É de um livro que li no Verão passado...
"Durante as jornadas da vida tens que te descobrir a ti próprio.
Aprende a acalmar o teu espírito, a amar a simplicidade, para mais tarde te poderes deslumbrar com o magnificiente.
Respeita tudo e todos os que te rodeiam. Segue os teus instintos, mas não esqueças a razão por completo.
Acredita no teu coração, mesmo que a cabeça te diga que não é possível. Ama. E, acima de tudo, sê verdadeiro contigo próprio!! "
Extraído da obra: "A Filha dos Mundos II" de Inês Pedrosa!
"Escrevo para iluminar os corredores da minha alma... ...O que escrevo? Registo o que me acontece, num esforço para compreender o que me aconteceu. Não invento nada. Não preciso de inventar nada. Não sou escritora. Podia chamar a isto um diário cego, porque não tem datas. Prefiro chamar-lhe um elucidário." (Excerto retirado da obra: "" Barroco Tropical" de José Eduardo Agualusa)
quinta-feira, 18 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
Injustiças... Não as suporto!!!
Hoje, enquanto estava a ver um blogue, encontrei um texto em que a autora falava/reflectia sobre o facto de que ter um diploma universitário nem sempre é sinónimo de que somos inteligentes porque as notas que muitas vezes os alunos têm não correspondem ao trabalho que fazem, etc., etc.
Este texto e em particular esta frase, que passo a citar: “Fico chocada com a postura das instituições que lidam com o conhecimento como se este fosse um produto de mercado, e, para se manterem na lucratividade, são capazes de negociar o curriculo, a didática e as avaliações. Tudo para manter o cliente, mas sem preocupação nenhuma com o conhecimento e a qualificação dos profissionais que estão formando” fizeram-me lembrar uma situação com a qual me depararei ontem quando fui ver as minhas notas e que tanto me está a incomodar e a irritar.
A situação é a seguinte: andei eu um ano inteiro a esforçar-me minimamente, sim porque eu sei que não fiz o meu maior dos esforços, para conseguir tirar um 10 no final do ano a MACS, e lá consegui, e qual não é o meu espanto (melhor dizendo, nosso, porque a maioria da turma também ficou boquiaberta) quando vi que o pior aluno da turma, que tirou negativa nos dois períodos anteriores (só não sei se foi 8 ou 9) e que não fez o único teste que tivemos no 3º período (note-se que não o fez não porque esteve doente ou algo do género. Ele esteve na sala no dia do teste e pôs o nome no enunciado só não o fez porque estava a cair de sono por andar a semana inteira na festa da queima das fitas) e chegou ao fim do ano e o professor deu-lhe 11valores. Este aluno teve um valor a mais do que eu que, durante todo o ano, tirei melhores notas do que ele e que tirei 7,2 valores no último teste em que ele tirou 0 valores. O mesmo se passou na disciplina de Filosofia em que o menino tinha notas para levar no máximo um 9 no final do ano e a professora lá lhe deu um 11, só para “se livrar dele porque já devia andar na universidade”, mas quanto a esta nota não estou muito incomodada porque a minha classificação foi muito superior à dele (e foi bem merecida).
O meu problema não é o achar que também merecia um 11, sei perfeitamente que as minhas notas dos testes e trabalhos e o meu desempenho estão bem avaliados com o nível 10, o que me incomoda mesmo é o facto de ele ter tirado 1 valor a mais do que eu. Ele não está sequer ao meu nível quanto mais um valor a cima. Se ele tivesse tido um 10 como eu, se calhar, não estava tão irritada, mas se o beneficiaram para ele poder ir a exame e fazer as disciplinas porque é que não aumentaram um valor a todos os outros? No meu caso, se tivesse tido um 11 ia a exame com média de 12 e podia tirar 9 no exame para manter a mesma nota, assim, com o 10 que tenho vou a exame com 11 e para manter esse 11 tenho que tirar, pelo menos, 10. Se o exame me corre mal e tiro 9, fico com média final de 10, ou seja desço um valor na minha média de final de ano, coisa que não aconteceria se fosse a exame com média de 12.
Muitos podem pensar: “Eia, reclamar por causa de um valor”, a eles pergunto-lhes: Num universo em uma décima dita se entramos ou não num determinado curso e numa determinada universidade o que será que um valor pode fazer? Se tivessem dificuldades a um certa disciplina e se outro vosso colega também tivesse mas, ao contrário de vocês, que fizeram um esforço, perdendo tempo a estudar, a tentar estar atento nas aulas, etc. ele estivesse constantemente a faltar às aulas, não fizessem nenhum exercício durante as aulas, não tivesse feito nunca os tpc’s e nos testes tirasse notas piores que as vossas e mesmo assim ele no fim do ano conseguia tirar um valor a mais do que vocês como é que ficavam?
Sei que a nota não foi só dada pelo professor da disciplina (assim como a de Filosofia). A nota foi votada por todos os professores que quiseram passar o menino por ele já ter reprovado muitas vezes e porque já devia andar na universidade. Este conselho de turma passou um aluno “sem preocupação nenhuma com o conhecimento e a qualificação dos profissionais que estão formando.” Este aluno à disciplina de MACS ficou com os mesmos conhecimentos que tinha no início do ano e, nesta e na disciplina de Filosofia, com uma classificação que não corresponde ao trabalho que desenvolveu e/ou é capaz de desenvolver, agora, imaginando que ele na universidade têm estas mesmas disciplinas, o que será deste aluno?
Esta situação está a incomodar-me seriamente, fico irritada só de falar e pensar no assunto, o pior é que, agora que ainda falta fazer o exame nacional, sempre que começo a estudar lembro-me desta situação que me desmotiva completamente.
Não consigo encontrar nenhuma explicação que me diga porque é que, já que o quiseram beneficiar, porque é que não fizeram o mesmo com todos os outros alunos?
Não encontro resposta, mas vou procurá-la. Não vou “engolir” esta situação sem pelo menos obter algumas justificações que me sosseguem. Não vou pôr nenhum recurso porque não posso usar a justificação do “ se ele teve esta nota eu mereço ter uma igual” e a verdade é que o meu 10 é a nota adequada ao meu desempenho, mas vou “fazer barulho”, nem que seja pelo menos escrever uma carta ao ministério da educação, recolher assinaturas de todos os alunos da turma e explicar como é que a ESA teve este ano, pelo menos, mais um aluno que faz parte da taxa de sucesso e que devia fazer parte da taxa de reprovações (e que quase aposto, não foi o único)!
Este texto e em particular esta frase, que passo a citar: “Fico chocada com a postura das instituições que lidam com o conhecimento como se este fosse um produto de mercado, e, para se manterem na lucratividade, são capazes de negociar o curriculo, a didática e as avaliações. Tudo para manter o cliente, mas sem preocupação nenhuma com o conhecimento e a qualificação dos profissionais que estão formando” fizeram-me lembrar uma situação com a qual me depararei ontem quando fui ver as minhas notas e que tanto me está a incomodar e a irritar.
A situação é a seguinte: andei eu um ano inteiro a esforçar-me minimamente, sim porque eu sei que não fiz o meu maior dos esforços, para conseguir tirar um 10 no final do ano a MACS, e lá consegui, e qual não é o meu espanto (melhor dizendo, nosso, porque a maioria da turma também ficou boquiaberta) quando vi que o pior aluno da turma, que tirou negativa nos dois períodos anteriores (só não sei se foi 8 ou 9) e que não fez o único teste que tivemos no 3º período (note-se que não o fez não porque esteve doente ou algo do género. Ele esteve na sala no dia do teste e pôs o nome no enunciado só não o fez porque estava a cair de sono por andar a semana inteira na festa da queima das fitas) e chegou ao fim do ano e o professor deu-lhe 11valores. Este aluno teve um valor a mais do que eu que, durante todo o ano, tirei melhores notas do que ele e que tirei 7,2 valores no último teste em que ele tirou 0 valores. O mesmo se passou na disciplina de Filosofia em que o menino tinha notas para levar no máximo um 9 no final do ano e a professora lá lhe deu um 11, só para “se livrar dele porque já devia andar na universidade”, mas quanto a esta nota não estou muito incomodada porque a minha classificação foi muito superior à dele (e foi bem merecida).
O meu problema não é o achar que também merecia um 11, sei perfeitamente que as minhas notas dos testes e trabalhos e o meu desempenho estão bem avaliados com o nível 10, o que me incomoda mesmo é o facto de ele ter tirado 1 valor a mais do que eu. Ele não está sequer ao meu nível quanto mais um valor a cima. Se ele tivesse tido um 10 como eu, se calhar, não estava tão irritada, mas se o beneficiaram para ele poder ir a exame e fazer as disciplinas porque é que não aumentaram um valor a todos os outros? No meu caso, se tivesse tido um 11 ia a exame com média de 12 e podia tirar 9 no exame para manter a mesma nota, assim, com o 10 que tenho vou a exame com 11 e para manter esse 11 tenho que tirar, pelo menos, 10. Se o exame me corre mal e tiro 9, fico com média final de 10, ou seja desço um valor na minha média de final de ano, coisa que não aconteceria se fosse a exame com média de 12.
Muitos podem pensar: “Eia, reclamar por causa de um valor”, a eles pergunto-lhes: Num universo em uma décima dita se entramos ou não num determinado curso e numa determinada universidade o que será que um valor pode fazer? Se tivessem dificuldades a um certa disciplina e se outro vosso colega também tivesse mas, ao contrário de vocês, que fizeram um esforço, perdendo tempo a estudar, a tentar estar atento nas aulas, etc. ele estivesse constantemente a faltar às aulas, não fizessem nenhum exercício durante as aulas, não tivesse feito nunca os tpc’s e nos testes tirasse notas piores que as vossas e mesmo assim ele no fim do ano conseguia tirar um valor a mais do que vocês como é que ficavam?
Sei que a nota não foi só dada pelo professor da disciplina (assim como a de Filosofia). A nota foi votada por todos os professores que quiseram passar o menino por ele já ter reprovado muitas vezes e porque já devia andar na universidade. Este conselho de turma passou um aluno “sem preocupação nenhuma com o conhecimento e a qualificação dos profissionais que estão formando.” Este aluno à disciplina de MACS ficou com os mesmos conhecimentos que tinha no início do ano e, nesta e na disciplina de Filosofia, com uma classificação que não corresponde ao trabalho que desenvolveu e/ou é capaz de desenvolver, agora, imaginando que ele na universidade têm estas mesmas disciplinas, o que será deste aluno?
Esta situação está a incomodar-me seriamente, fico irritada só de falar e pensar no assunto, o pior é que, agora que ainda falta fazer o exame nacional, sempre que começo a estudar lembro-me desta situação que me desmotiva completamente.
Não consigo encontrar nenhuma explicação que me diga porque é que, já que o quiseram beneficiar, porque é que não fizeram o mesmo com todos os outros alunos?
Não encontro resposta, mas vou procurá-la. Não vou “engolir” esta situação sem pelo menos obter algumas justificações que me sosseguem. Não vou pôr nenhum recurso porque não posso usar a justificação do “ se ele teve esta nota eu mereço ter uma igual” e a verdade é que o meu 10 é a nota adequada ao meu desempenho, mas vou “fazer barulho”, nem que seja pelo menos escrever uma carta ao ministério da educação, recolher assinaturas de todos os alunos da turma e explicar como é que a ESA teve este ano, pelo menos, mais um aluno que faz parte da taxa de sucesso e que devia fazer parte da taxa de reprovações (e que quase aposto, não foi o único)!
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