sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A invasão daquele silêncio detestável…!

No meu quarto, o meu mundo, até nele o silêncio da noite é imperfeito…
Sentada na cama o som da chuva embala-me melodiosamente e os meus pensamentos fervilham a toda a velocidade…
A noite já vai alta e eu não consigo desligar, tudo porque hoje não consegui fechar a porta ao mundo exterior e ele aproveitou para invadir o meu espaço de descanso enchendo-o com um silêncio perturbador…
Como será o dia de amanhã? Que surpresas trará? …
A ansiedade começa a despertar em mim aquela irritação detestável, a irritação leva-me ao nervosismo, o nervosismo acaba por me levar ao desespero… fico aterrorizada, sinto-me fraca, um resto de nada de um ser humano…
Tento acalmar-me, respirar fundo, pensar em coisas boas mas este silêncio perturbador obriga-me a estar sempre activa como se estivesse que estar alerta.

Acabo de encontrar uma possível solução: posso sempre ter um ataque de histeria, mandar tudo pelo ar e bater com a porta mesmo em cheio na cara desse mundo que tantas vezes se tem feito convidado do meu trazendo com ele outros convidados pouco agradáveis…

Solução posta em prática…



Depois da tentativa espero…
Hei-de conseguir vencê-lo e finalmente acalmar-me até ao ponto de me conseguir desligar…

A ar está mais leve… os pensamentos são menos frequentes, o desespero reduziu-se à ansiedade e mesmo essa está agora mais controlável …



Finalmente, eu e o meu mundo completamente sós…!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Realidades!!


Compras, presentes, embrulhos, dinheiro…
Natal…
Passagem de ano…
Dias que são de alegria, dias em que se reúnem as famílias… dias que para eles são normais!
Aos 9, 10, 11 anos… qual é a criança que já errou tanto ao ponto de ser castigada com as infinitas e horrendas barbáries a que assistimos diariamente?
Exploração infantil, pedofilia, violência… assistimos e nada fazemos (ou pelo menos não fazemos o suficiente)!
A sociedade actual revolta-me, parece-me estar doente…
Tornámo-nos egoístas, competitivos… vivemos cegos e a nossa pressa é tanta que não paramos para olhar duas vezes e para dar valor ao que realmente é importante… depois admiram-se que as crianças olhem para esta época como sinónimo de festas, presentes… são eles próprios que criam esta mentalidade que cada vez me parece mais retrógrada.
Fartamo-nos de nos queixar, agora com a crise à porta, que neste natal temos que economizar nos presentes, que este natal vai ser complicado… a mim não me parece que os nossos natais sejam, ou tenham sido, complicados se não o que chamaríamos a um natal “ao som do ricochete das balas, em vez do sino das renas?” o que chamaríamos a um natal em que “o choro da fome substituí o OH OH OH do pai natal?” Há coisas em que devemos realmente pensar…
Eu paro e penso muitas vezes nas mais diversas situações e casos que nos são apresentados… eu preocupo-me e gostava de fazer mais… sinto que tenho tanto para dar e ao mesmo tempo considero-me tão inútil.
Ajudar começa a revelar-se uma necessidade… necessidade que não tenho satisfeito e que me traz um sentimento enorme de frustração. Não tenho ajudado por minha culpa ou por culpa dos outros que não querem ou pensam não precisar da minha ajuda? Há questões que são complicadas…
Fazer alguém, alguém que fosse, sorrir seria, para mim, um bom presente de natal!
Talvez seja uma utopia mas eu acredito que criar um mundo diferente só depende de nós! Tenho razão não tenho? Então o que é que esperamos? Que alguém carregue na tecla Play para darmos início ao jogo??