sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O rasto de saudade que "ela" deixa sempre que passa...



Há uns anos tiraram-te (tiraram-vos) de mim, de nós...
Nunca chegamos a perceber porquê, nada fizemos que merecesse tal castigo! Ninguém tinha o direito de te levar, nem mesmo ela... Mas ela é mesmo assim, chega sem qualquer tipo de pré-aviso e ataca fatalmente quem quer e bem entende, tem vontade própria e múltiplas formas de se "afirmar"... É indesejável e todos a temem, têm medo de quando chegará, também para eles, o fim, por isso, fazem de tudo para tentarem prolongar as suas insignificantes vidas!
Não há palavras... A raiva e a revolta nada são ao pé deste sofrimento que comigo sempre viverá... !
É um fardo pesado que divido com aqueles que sempre gostaram de ti... Sozinha nunca conseguira aguentar!
Ela que já me roubou pessoas que amava, pessoas que me eram importantes, pessoas essenciais para o meu crescimento, para a minha felicidade, para o meu bem estar... Ela que contribuiu para esta má sensação, para esta revolta, para esta tristeza... Ela que nunca deveria existir...!
Às vezes gostava que ela também me atacasse, sei que há-de atacar... quando chegar a altura há-de atacar...
Quero ir para junto de ti (para junto de todos os outros)para podermos viver todos os momentos que nos foram roubados por ela que não olha a meios para satisfazer os seus caprichos!!
Ainda hoje choro como chorava naquele momento que foi de felicidade para ti, ainda hoje sinto a tua falta, do teu colo, da tua mão... ainda hoje te amo mesmo não me lembrando de ti (e é disso que tenho mais pena)...
Neste momento já nem os que me rodeiam conseguem ajudar porque aquele espaço ficou e não pode ser preenchido... Porque tu, eras tu!
Em tempos fui a tua menina... Ainda o sou... E sempre serei...!!
Gosto tanto de ti!! (de vocês!).

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A vida é feita disso mesmo... de dias!!

Os dias não são, e ainda bem, todos iguais...
Há dias em que nos sentimos capazes de lutar contra tudo e contra todos, sentimo-nos tão felizes,tão contentes,tão alegres que temos a sensação que o mundo é perfeito... Noutros, sentimo-nos tristes, revoltados, confusos,chateados... Ao mínimo obstáculo baixamos os braços, desistimos de lutar, ficamos sem vontade de viver, perdemos toda a alegria, toda a esperança, toda a fé que algum dia já sentimos...
Nesses dias, só pensamos em nós, achamos sempre que os nossos problemas são os piores do mundo quando, se pararmos e reflectirmos um pouco, chegamos à conclusão que há outros bem piores que os nossos...
A vida nem sempre é justa, é verdade, mas nós também não a facilitamos...
"A vida é o que tu fazes dela" ! Vive a tua com prazer, porque eu vou aproveitar a minha dê por onde der... !!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tempestades.



Acordei a meio da noite...
Consigo ouvir lá fora a tempestade num murmúrio constante que me atrai...
As gotas da chuva estilhaçam em múltiplas superfícies produzindo sons diferentes. Os raios da trovoada rasgam o céu desenhando cenários de terror...
Movida por uma força dominante acudi ao chamamento...
Caminho na rua, descalça e sem rumo...
Sento-me, rasgo a roupa e deixo que as gotas frias me percorram o corpo como uma leve carícia, a cada trajecto que percorrem é um bocado de mim que gelam, é um bocado de alma que me tiram... Escorrem e param nos meus pés levando com elas o lixo do meu corpo...
Estou limpa e tremo de frio mas elas ainda não estão saciadas...
O meu corpo é o único que elas conseguem atacar pois não está habituado a esta sensação fria, mas não era o meu corpo que elas procuravam... Era o meu coração pois ele é o pior dos seus inimigos...
Esse elas nunca conseguiram atingir porque, por mais tempestades que eu passe, o amor e a bondade que nele habitam nunca escorregarão até aos meus pés porque para lá só escorrega tudo o que não presta, tudo o que não tem força suficiente para lhes fazer frente!
O meu coração começa a aquecer o meu corpo, o meu corpo começa a reagir e eu pego nas minhas roupas e fujo para casa...
As últimas gotas que deambulavam pelo meu corpo perdem imponência perante o meu calor, a tempestade reduzida à sua fraqueza começa a dar lugar a uma noite calma e serena que traz com ela a paz de espírito... Essa sim, deixo que me penetre nas entranhas até que chegue ao meu órgão vital reforçando as minhas energias para a tempestade seguinte...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Quero sentir-te... Preciso de ti agora!

Às vezes…
Às vezes gostava de ter o poder de dizer uma só palavra e ter-te logo a meu lado…
Fazes-me falta!
Tu, com esse teu feitio tão único, tão especial…
Sinto-me frágil, vulnerável quando confrontada com problemas que muitas vezes me ultrapassam mas são sempre esses que mais me atingem!
Nesses momentos são dos teus braços que eu sinto falta… são eles que me envolvem e me fazem sentir protegida, imbatível, poderosa…
Preciso deles!...
Preciso de ti…

Este foi o meu primeiro texto. Foi inspirado numa pessoa que na altura era especial, que me deu força quando precisei, mas que devido a várias circunstâncias era difícil conseguir estarmos juntos…
* Saudades tuas, saudades de nós… mas estamos melhor assim!

domingo, 9 de novembro de 2008

Um dos meus momentos... !

Um dia normal.
Parei um pouco para descansar mas, mesmo que pare, descansar é uma das últimas coisas que tenho conseguido... Ocupado nem que seja com coisas fúteis o meu cérebro não para de pensar, até que dou por mim com a cabeça a latejar, com os olhos vermelhos, cansados... até que o meu corpo também se começa a manifestar tornando-se pesado e acabo por adormecer de cansaço...
A dúvida que hoje me atormentou o sono ficará por resolver porque o meu corpo começa a não conseguir aguentar...Sinto-me fraca, débil, mais vulnerável que nunca!!
Cada vez que procuro uma resposta só atraio mais duvidas, mais incertezas...
O que é que será que custa mais suportar?
A ansiedade de desejar algo que ainda não temos ou a saudade de algo que já tivemos?
São ambos sentimentos horríveis e hoje não consegui decidir qual deles é o pior...
A saudade de algo que já tivemos é um dos muitos sentimentos contra os quais luto neste momento mas sinto-me perdida... Não sei se tenho que lutar para voltar a ter o que já tive ou se simplesmente deva desistir porque afinal tudo o que foi é porque eu não o merecia ou porque não era realmente para mim...
Fiquei acordada mais um pouco, continuei à procura da resposta...
...
...
Começo a experimentar uma sensação já conhecida... os meus olhos resmungam porque querem fechar-se, o meu corpo começa a praguejar porque está cansado, o meu cérebro começa a zumbir... Começo a sentir-me atordoada como se tivesse sido atingida por um dardo tranquilizador... Acho que é agora que finalmente adormeço para só acordar na manha seguinte...