quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pedaços de Mensagens Trocadas (11)

Ando com vontade de escrever mas com pouco tempo e também paciência, confesso, para me sentar e pensar um bocado, dar outro bocado de asas à imaginação... Têm-me passado tantas coisas pela cabeça que é nestas alturas que o meu cérebro não quer dar especial atenção a nenhuma delas e então deixo-me andar, até que acaba por passar e ganho outra vez vontade para me dedicar ao que tem mesmo de ser feito. 
Não sei bem a que propósito, mas lembrei-me hoje deste excerto de uma conversa que tive há uns tempos com um amigo. Falávamos de assuntos que normalmente as pessoas não falam no dia-a-dia, questionavamo-nos sobre o porquê de não se falar mais vezes neles e eu respondi-lhe o que está no excerto que se segue. Surpreendo-me e entristeço-me ainda hoje com a verdade da minha afirmação no final da resposta: 


Porque é que não trocámos comentários/opiniões sobre estes assuntos no dia-a-dia é outra das grandes questões. Muitos afirmariam que o tempo em que estão com as pessoas de quem mais gostam não chega para falar sobre assuntos tão complexos, outros diriam que nem tempo têm para conversar quanto mais sobre assuntos destes, enfim, uma infinidade de desculpas... Desculpas que eu usaria, com certeza, para justificar o simples facto de o ser humano contentar-se em manter relações superficiais e em falar sobre banalidades que não engrandecem a nossa sabedoria e conhecimento.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (18)

Já há muito que não publicava nada nesta rubrica e hoje, ao ler uns documentos que tenho guardados no computador, encontrei estas maravilhosas frases, retiradas de um livro que eu li há pouco tempo: "Vida em Mim". 

"Em momentos de lucidez, percebo que a nossa inteligência, tal como um candeeiro em beco de rua, apenas nos permite ver uma parte do chão que pisamos.
 (...)
O mundo está cheio de cores para as quais somos cegos.
(...)
A angústia do que o futuro nos reserva, é a maior das torturas.
(...)
As pessoas não sabem, mas o nosso cérebro tem cavernas e grutas marinhas por onde passam correntes de mar com sabor a lágrimas. Mar com marés altas e baixas ao ritmo do bater do coração. Tem nascente e foz, num fluxo ininterrupto."


Autor: Nuno Lobo Antunes.