segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (14)

Hoje, as citações que trago são retiradas do livro que um amigo escreveu e que já aqui fiz referência. Adoro todas elas porque cada uma tem a sua verdade, a sua sabedoria. Adoro!



"Cheguei à conclusão que ou satisfazemos a nossa loucura ou aturamos somente a loucura dos outros."

"No ser-se ridículo está implícita uma coragem muito própria."

"Sei que porventura me acharás estranho (…) Mas quem não é estranho no olhar dos outros?"

"O sonho rouba noites à vida. Pensando bem, ela não é nada!
Cruamente, a vida é um minúsculo travessão que separa a data de nascimento da data da morte na campa do cemitério."



autor: Sérgio Druco
obra: "Na Boca de Cá"

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Às vezes é bom quando não nos perguntam nada!

Não me perguntem se estou bem nos próximos tempos, porque não, não estou bem! Não me perguntem porque não quero estar sempre a lembrar-me disso de cada vez que me perguntam, nem quero ter que dizer que sim, estou bem, quando não estou.
Há dias em que parece que estou bem, há dias em que se nota que estou menos bem, mas a verdade é que estou mal, mesmo quando sorrio, mesmo quando garanto a pés juntos que estou bem. Não estou bem! Estou cansada, desanimada, sem vontade de fazer coisas… Estou desiludida, não tenho aprendido nada, não sinto que perca o meu tempo a fazer algo de útil e isso deixa-me irritada. Estou a “aprender” a não fazer nada de produtivo, a não me empenhar a sério no que tenho para fazer e estou as entrar na filosofia de vida do ”deixa andar” e não gosto. Não gosto de chegar ao fim do dia e não ter aprendido nada, não ter feito nada de produtivo, de sentir que me andei a arrastar à espera que passasse mais um dia. Não gosto da forma como tenho deixado que os dias me escorreguem por entre os dedos sem sequer os aproveitar. Não gosto da fase calma em que estou a mergulhar porque me está a roubar a eficiência que tive em tempos, porque acaba a ser tudo deixado para amanhã e nada fica feito em condições.
Estou cansada, o meu cérebro está cansado, o meu corpo está cansado. O meu coração está fracturado em pedacinhos, o meu corpo está magoado e dorido e eu começo a não conseguir dar conta de tudo o que é suposto fazer. Estou irritada, resmungona, emotiva, enervada, stressada, preocupada, triste, revoltada… Estou a ficar maluca com a quantidade de problemas que estão a cair-me em cima, directa ou indirectamente, todos ao mesmo tempo!
Tenho vontade de desistir, de fugir, de me fechar num canto qualquer e desaparecer por uns tempos. Estou com vontade de deixar de me preocupar com os problemas de toda a gente e com os meus próprios problemas. Estou farta de problemas!!
Estou mal, não me perguntem se estou bem, porque estou mal! Só quero ficar bem e não faço a mínima ideia como conseguir isso, porque acho que terei que colocar os problemas e as preocupações todas numa lista, começar a resolvê-los, ou a deixar de me preocupar tanto quando não sou eu quem os tem que resolver, e depois ir percorrendo a lista, riscar um a um à medida que forem sendo resolvidos e, no fim, fazer qualquer coisa engraçada com o papel, qualquer coisa que me ensine que não sou a super mulher, que não consigo dar conta de todos os problemas do mundo… qualquer coisa que me limpe a mente e a alma, que me deixe com a sensação de dever cumprido e que afaste de mim, de uma vez por todas, os stress’s e as preocupações das coisas em que teimosa e insistentemente me vou metendo!
Não, não estou bem, mas vou ficar! Quando ficar saberão e deixarão de sentir necessidade de perguntar se estou bem, porque se vai notar. Mas aí sou eu que vou querer que perguntem, porque vou querer lembrar-me disso todos os dias!!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

As coisas seriam tão mais fáceis se não as complicássemos... --'

Tenho andado um bocado ausente deste meu cantinho, eu sei. A verdade é que não tenho conseguido escrever, por falta de tempo também, mas principalmente por falta de vontade e não sei porque é que me falta essa vontade. Escrever sempre foi das coisas que mais gostei de fazer e que mais prazer me deu. Sempre ajudou a aliviar stress’s e preocupações, mas ultimamente não tenho conseguido escrever, simplesmente não consigo e precisava de conseguir porque sinto-me a chegar ao meu limite!
Às vezes gostava que este blogue fosse super secreto, que nenhum dos meus amigos o lesse, porque tenho preocupações e medos que não partilho com ninguém, todos os temos, mas, ultimamente, tenho sentido necessidade de os partilhar mas sem que isso vá dar origem a conversas e trocas de impressões, preciso só de partilhar, desabafar e esquecer! Há coisas que preferimos partilhar com desconhecidos, porque sabemos que pode haver conversa e troca de impressões sobre isso mas não nos importamos com a opinião que esses desconhecidos acabam por formar sobre nós, porque não vai haver depois um conjunto de preocupações e perguntas que todos os dias nos vão fazer lembrar desses medos e preocupações que partilhamos, porque não são amigos, não os conhecemos, não importa simplesmente…Não digo que os amigos não são dignos de que se partilhe com eles esses medos, muito pelo contrario, essa partilha devia ser feita com eles mesmos, é mais só o caso de que com os desconhecidos estamos mais à vontade para partilhar coisas que só queremos partilhar, mais nada, sobre as quais não queremos conversar durante horas nem andar à volta dos tais assuntos montes de dias…

Vou só ali procurar um desconhecido e depois disso vou procurar a minha vontade de fazer coisas, que a perdi algures e que tanta falta me está a fazer. Volto já já, prometo!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Fragmentos de Sabedoria e Inteligência (13)

Não há muito a dizer para justificar o porquê de este texto estar nesta minha rubrica. Acho que o conteúdo e a sabedoria das palavras falam por si. 
A única coisa que posso dizer é que é um texto fantástico!

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1830