O que somos nós se não temos sonhos, objectivos, ambições, projectos, hobbies? Nada! Estes são os combustíveis que o nosso coração precisa para continuar a bater são eles que nos fazem viver. Mas desenganem-se os utópicos, porque para conseguirmos conservá-los e mantê-los vivos é preciso sofrer. São combustíveis não renováveis, podem é existir os alternativos, é necessário saber preservá-los, contribuir com acções por vezes heróicas e quase supra-humanas para a sua manutenção… é preciso possuir um espírito recheado de perseverança, coragem, muita e muita coragem, força de vontade, os fracos acabam sempre por desistir e optam pelo caminho mais fácil, é preciso paciência (“é preciso é paciência, tudo se resolve e nenhuma decisão é irreversível”), fôlego, é necessário ter fôlego para suportar as insónias e as preocupações que surgem quando se quer manter esses combustíveis vivos…
Em suma, sofremos uns arranhões, sangramos um pouco, sofremos outro bocado, mas depois da intempérie vem sempre a bonança. E estes combustíveis, quando tratados e preservados, produzem resultados extremamente satisfatórios e agradáveis para o corpo e mente.
Estou aqui a pensar se hei-de ser corajosa ou se irei optar por procurar combustíveis alternativos... (e estou cheia de sono!)
Não chego, nem quero tomar nenhuma decisão. Poças, são duas horas da manhã e eu estou deitada há duas horas e meia. As coisas começam a tomar a dimensão do insuportável. Só quero conseguir adormecer e acordar bem tarde amanhã, de preferência elucidada por uma visão profética qualquer que tenha durante um sonho.
Até amanhã…
"Escrevo para iluminar os corredores da minha alma... ...O que escrevo? Registo o que me acontece, num esforço para compreender o que me aconteceu. Não invento nada. Não preciso de inventar nada. Não sou escritora. Podia chamar a isto um diário cego, porque não tem datas. Prefiro chamar-lhe um elucidário." (Excerto retirado da obra: "" Barroco Tropical" de José Eduardo Agualusa)
sexta-feira, 25 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
"O que um examezinho de caca provoca nas pessoas" !
Durante toda a noite procurei pelo botão mágico que me iria permitir desligar o cérebro, fechar os olhos e adormecer profundamente, mas a procura revelou-se infrutífera. A tortura prolongou-se até altas horas e a noite foi longa e penosa…
De manhã, quando acordei por força do hábito, a minha cabeça latejava, os meus olhos ardiam, o meu corpo quase não se mexia. Estava um autêntico farrapo. Pior fiquei quando me olhei ao espelho. Foi aí que me veio à lembrança a porcaria do dia que iria ter pela frente, para o qual tinha que arranjar forças, sabe-se lá onde. Mas antes disso era ainda necessário reunir toda a coragem que me restava para conseguir manter o meu corpo afastado da cama de onde ele não queria sair, (nem ele nem eu que se não tivesse arranjado essa coragem, teria ficado por lá até que o dia acabasse).
A muito custo, assim como a noite, a manhã foi passando.
Por volta da hora de almoço, as tonturas intensificavam-se, o estômago teimava em recusar toda e qualquer comida, o mal-estar era, verdadeiramente, incomodativo. A ansiedade e o nervosismo eram bem visíveis no tremer das mãos, no semblante apreensivo e consternado…
Chegada a hora, estava um autêntico caco! A prova a que fui submetida foi executada de forma pouco satisfatória, mas mesmo assim contava que corresse pior. Resta esperar que não tenha mesmo sido pior do que penso!
Agora, já no fim do dia, estou tranquila (escrever ajuda sempre muito) e pronta para enfrentar mais outro dia, muito parecido com este, já amanhã, pois o que acontecer amanhã pode ser um factor decisivo no prosseguimento, ou não, de alguns dos meus sonhos! (As idas ao médico deixam sempre as "criancinhas" cheias de medo!)
De manhã, quando acordei por força do hábito, a minha cabeça latejava, os meus olhos ardiam, o meu corpo quase não se mexia. Estava um autêntico farrapo. Pior fiquei quando me olhei ao espelho. Foi aí que me veio à lembrança a porcaria do dia que iria ter pela frente, para o qual tinha que arranjar forças, sabe-se lá onde. Mas antes disso era ainda necessário reunir toda a coragem que me restava para conseguir manter o meu corpo afastado da cama de onde ele não queria sair, (nem ele nem eu que se não tivesse arranjado essa coragem, teria ficado por lá até que o dia acabasse).
A muito custo, assim como a noite, a manhã foi passando.
Por volta da hora de almoço, as tonturas intensificavam-se, o estômago teimava em recusar toda e qualquer comida, o mal-estar era, verdadeiramente, incomodativo. A ansiedade e o nervosismo eram bem visíveis no tremer das mãos, no semblante apreensivo e consternado…
Chegada a hora, estava um autêntico caco! A prova a que fui submetida foi executada de forma pouco satisfatória, mas mesmo assim contava que corresse pior. Resta esperar que não tenha mesmo sido pior do que penso!
Agora, já no fim do dia, estou tranquila (escrever ajuda sempre muito) e pronta para enfrentar mais outro dia, muito parecido com este, já amanhã, pois o que acontecer amanhã pode ser um factor decisivo no prosseguimento, ou não, de alguns dos meus sonhos! (As idas ao médico deixam sempre as "criancinhas" cheias de medo!)
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Um ídolo, um génio, um sábio... :(

O cansaço, mas, sobretudo, a estupefacção e a profunda tristeza, não me deixam dizer grande coisa acerca do assunto: "morreu o Nobel da Literatura". Acho que, por si só, o título usado para noticiar o acontecimento diz muita coisa ( se não tudo o que é necessário).
Resta-me guardar comigo, para sempre, o desejo que tinha de conhecer, pessoalmente, esta incrível personalidade que tanto admiro! :(
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O pedido da Formiga...
Há coisas que perdoámos à luz de certos princípios "altruístas", quando o fazemos porque acreditámos no arrependimento da pessoa em questão, quando achámos que essa pessoa merece uma segunda oportunidade porque errar faz parte da condição humana... e há outras em que perdoámos, em parte, por sermos egoístas, porque se não perdoarmos não conseguimos esquecer, ao não esquecer não avançamos com a nossa vida e não voltamos a ser felizes...
Pediste/perguntaste-me se não era capaz de perdoar... Estás, praticamente, perdoado, fiz-lo foi segundo a vertente egoísta, porque acho que não mereces uma segunda oportunidade, porque tenho medo que me voltes a iludir e a magoar, e isto, se calhar, são consequências dos teus erros, uma consequência que ficou e ficará como lembrança do sofrimento que me causaste.
Esquece que eu existo, por favor, para que eu possa perdoar-te de vez e esquecer, também, que um dia exististe.
Pediste/perguntaste-me se não era capaz de perdoar... Estás, praticamente, perdoado, fiz-lo foi segundo a vertente egoísta, porque acho que não mereces uma segunda oportunidade, porque tenho medo que me voltes a iludir e a magoar, e isto, se calhar, são consequências dos teus erros, uma consequência que ficou e ficará como lembrança do sofrimento que me causaste.
Esquece que eu existo, por favor, para que eu possa perdoar-te de vez e esquecer, também, que um dia exististe.
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