Já não me adapto ao meu mundo, a minha realidade já não me satisfaz! Acho que cresci e já não me encaixo mais aqui…
Decidi…
Cortei laços, terminei tarefas…
Parti…
A minha mala vai esvaziada de tudo o que me liga à infelicidade, à incerteza, aos anseios… nela levo apenas as boas recordações e as memórias… os planos para o futuro…
Vou para onde? Não o sei, não fiz plano de viagem, não tenho destino, sei apenas o que procuro, do que necessito…
Procuro o conhecimento, os amores primaveris que não vivi, as amizades que se foram com o vento, a felicidade que se perdeu no turbilhão das emoções!
Necessito de uma alma nova, dum novo espírito, de uma nova vida…
Vou deambular pelo mundo, procurar experiências, reconstruir a minha fortaleza, fortificar esperanças, rejuvenescer sentimentos… vou caminhar até encontrar o que procuro…
É este o meu principal projecto… o futuro é o único lado para onde olho antes de atravessar a rua hoje!
"Escrevo para iluminar os corredores da minha alma... ...O que escrevo? Registo o que me acontece, num esforço para compreender o que me aconteceu. Não invento nada. Não preciso de inventar nada. Não sou escritora. Podia chamar a isto um diário cego, porque não tem datas. Prefiro chamar-lhe um elucidário." (Excerto retirado da obra: "" Barroco Tropical" de José Eduardo Agualusa)
quarta-feira, 18 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Os dias de luar...
Ultimamente tenho-me encontrado muito pensativa…
Dias, como os de hoje, que custam a passar, trazem com eles grandes dúvidas, grandes receios…
Já é de noite e o céu apresenta uma beleza invejável….
Como a necessidade de acalmar o espírito é grande decidi sentar-me nas escadas da varanda a admirar o luar penetrante e envolvente que irradia luz e parece acalmar-me…
Aqui sentada vou fazendo um resumo do dia…
Ao início da tarde, fui ferozmente atacada pela ansiedade. Chegaram depois, com o pôr-do-sol, o desespero e o receio de fracasso que me devoraram as forças e, agora enquanto estou aqui sentada, sinto-me a ser invadida pelas questões de sempre, pelas reflexões acerca do funcionamento do mundo, do carácter do ser humano …
Estes pensamentos, estas reflexões, as conclusões… Muitas revoltam-me, outras espantam-me, muitas, ou mesmo a maioria, trazem-me medo, insegurança, desconhecimento…
Não sei nada, não sabemos nada de nós, dos outros, do mundo…
No meio destes meus momentos questiono-me, tento descobrir porque raio penso nestas coisas todas que me entopem a mente e me deixam com uma sensação de impotência, de invalidez, que me deixam de rastos e sem forças, consomem-me a alma e devoram-me aos poucos… Isto é definitivamente desagradável e doloroso…
Será que é porque sou diferente?
Será que sou a única que pensa nestas coisas?
Se penso nisto por ser diferente, será que ser diferente é bom?
Questiono-me… tenho perdido muito tempo a questionar-me…
Respostas?
Será que é porque sou igual a todos os outros que não as encontro?
Dias, como os de hoje, que custam a passar, trazem com eles grandes dúvidas, grandes receios…
Já é de noite e o céu apresenta uma beleza invejável….
Como a necessidade de acalmar o espírito é grande decidi sentar-me nas escadas da varanda a admirar o luar penetrante e envolvente que irradia luz e parece acalmar-me…
Aqui sentada vou fazendo um resumo do dia…
Ao início da tarde, fui ferozmente atacada pela ansiedade. Chegaram depois, com o pôr-do-sol, o desespero e o receio de fracasso que me devoraram as forças e, agora enquanto estou aqui sentada, sinto-me a ser invadida pelas questões de sempre, pelas reflexões acerca do funcionamento do mundo, do carácter do ser humano …
Estes pensamentos, estas reflexões, as conclusões… Muitas revoltam-me, outras espantam-me, muitas, ou mesmo a maioria, trazem-me medo, insegurança, desconhecimento…
Não sei nada, não sabemos nada de nós, dos outros, do mundo…
No meio destes meus momentos questiono-me, tento descobrir porque raio penso nestas coisas todas que me entopem a mente e me deixam com uma sensação de impotência, de invalidez, que me deixam de rastos e sem forças, consomem-me a alma e devoram-me aos poucos… Isto é definitivamente desagradável e doloroso…
Será que é porque sou diferente?
Será que sou a única que pensa nestas coisas?
Se penso nisto por ser diferente, será que ser diferente é bom?
Questiono-me… tenho perdido muito tempo a questionar-me…
Respostas?
Será que é porque sou igual a todos os outros que não as encontro?
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